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Carla Campos, primeiro de tudo, uma primeira reação relativamente a esta decisão aprovada em Conselho de Ministros sobre a suspensão dos festivais de verão no país até o dia 30 de setembro.
Era uma informação que há algum tempo já aguardávamos, com alguma ansiedade, para nos podermos organizar. Todos os setores já tinham mais ou menos uma data prevista para a retomada e nós, na parte dos festivais de verão, ainda não tínhamos tido essa informação. Era algo que eu, honestamente, achava que poderia ser por este alto, que queria ser criada essa data mais pra frente e que não houvesse festivais de verão. Portanto, a partir deste momento, tendo já essa informação, é mais fácil, sob todos os pontos de vista, poder trabalhar com o adiamento, neste caso, do EDP CoolJazz. Eu já adiei o ID No Limits, que era em abril e passei para novembro de 2020, ainda. Vamos ver se também acontece em novembro. Vamos ver o que vai acontecer. Pelo menos já sabemos que até 30 de setembro é que não pode haver nada. No caso do EDP CoolJazz, aquilo que já estava a tratar era do adiamento, porque comecei a perceber que isto era complicado haver festival em julho pela saúde pública, pelo não estar a vender bilhetes desde o dia 10 de março. As pessoas deixaram de comprar bilhete e por isso ficar três ou quatro meses sem vender bilhete é completamente impossível pro break-even do festival, que são festivais que precisam da receita de bilheteira, além de todas as receitas que o festival também tem. E por isso é ótimo saber. Pelo menos, havendo decisões, havendo determinações com data, fica mais fácil para todos conseguirmos trabalhar. Agora, o próximo passo é mesmo a vacina ou o remédio.
Pergunto-lhe também no caso concreto do EDP CoolJazz, já que o ID No Limits está adiado para novembro, portanto, foge um pouco ao prazo estabelecido pelo governo. No caso do EDP CoolJazz, o que significa para as empresas? Há um plano B no caso do EDP CoolJazz para depois de setembro ou agora só para o ano?
Não, para o ano. O adiar é o festival para o ano, sem dúvida, porque o festival é feito ao ar livre, é feito numa altura em que supostamente está bom tempo para que o festival seja feito ao ar livre e a partir de outubro para frente ficamos com uma temperatura e uma meteorologia que não é segura para fazer o festival. Além disso, os festivais de verão acontecem no verão, não é? Em junho, julho, agosto e setembro, onde os artistas estão em turnê pela Europa e que obviamente aproveitamos e fazemos cruzar toda esta turnê geográfica e passar por Portugal no EDP CoolJazz. Por isso, a intenção é adiar por um ano o festival e passar para 2021, em julho.
Já agora aproveito para lhe fazer uma última pergunta. O governo prevê a emissão de um vale de valor igual ao preço do bilhete do ingresso pago, garantindo-se os direitos aos consumidores. Isto para o caso de espetáculos que tinham data prevista entre 28 de fevereiro e 30 de setembro. O que quer dizer exatamente este vale?
Esse vale ou voucher ainda está por entender um pouquinho. Atenção, que tudo aquilo que nós estamos aqui a falar ainda não foi promulgado. Sabemos já do resultado da reunião do Conselho de Ministros desta data, 30 de setembro. Com relação ao vale ou voucher, ainda estamos por aguardar e ver melhor explicado o que é, porque logo a seguir à entrada do primeiro estado de emergência, foi acordado com o governo que, desde que houvesse um adiamento, não haveria lugar à devolução do bilhete, só havendo um cancelamento. Por isso, agora temos que entender se é uma evolução desse decreto, de que não há devolução quando há adiamento, ou se vai haver aqui uma outra opção de, nesse caso, transformar o vale, como se está a fazer para o turismo, não é? E para as companhias aéreas. Portanto, é isso agora que é preciso saber exatamente melhor o que é que vem cá para fora e entender se é uma evolução daquilo, se é uma segunda opção. É isso que ainda nós não temos essa informação oficial, explicadinha e entendida para poder falar um pouquinho sobre isso.