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Há um movimento, uma dinâmica de apoio à candidatura de António José Seguro, que também tem um símbolo de defesa dos valores da academia, de defesa dos valores da investigação, num momento que é muito importante, em que aquilo que pode estar em causa, aquilo que podemos estar a decidir com esta eleição é, de facto, a defesa da democracia, a defesa dos valores do humanismo, dos valores da academia, do pluralismo, da universalidade. E nesse sentido, eu subscrevo, evidentemente, uma tomada de posição dos reitores, uma declaração pública de qual é a nossa orientação de voto.

Se António José Seguro vier a ser eleito, como apontam os estudos de opinião, as sondagens, se vier a ser eleito presidente da República, o que é que espera que ele faça em termos de proteção e reforço do conhecimento na sociedade portuguesa?

Eu espero que ele cumpra a Constituição, como, aliás, as suas declarações públicas têm sido nesse sentido, e que defenda os valores do humanismo, do pluralismo, os valores da academia, e que cumpra o papel como presidente da República. O presidente da República não é governo, é um presidente da República, tem outras funções, tem outros poderes e, portanto, aquilo que esperamos é que ele honre a Constituição e cumpra aquilo que têm sido as suas declarações nesta campanha.

Neste manifesto de apoio a António José Seguro também é criticado o projeto do opositor. Quais são as principais críticas, Maria de Lurdes Rodrigues?

Bom, André Ventura apresenta-se como uma candidatura antissistema, quando ele faz parte do sistema, faz parte como ninguém, é deputado, tem um grupo parlamentar de grande dimensão e, portanto, ele integra o sistema, ele faz parte do sistema e não se consegue compreender quando anuncia uma candidatura para destruir o sistema democrático. As declarações que faz, além do estilo, se nos ativermos apenas ao conteúdo, faz a defesa de valores que são os valores contrários àquilo que defendemos na academia.