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Pergunto-lhe se o sindicato concorda com o Ministério da Justiça em aumentar o limite de idade e alterar o modelo de provas de acesso.

O limite de idade hoje em dia é um critério simbólico. Agora, as provas de acesso não sabemos em que é que consistem atualmente. O que sabemos é que temos uma série de exigências fortíssimas para o perfil que foi construído para a profissão de guarda prisional e não conseguimos perceber o que é a alteração da avaliação física, se consiste em facilitismos ou se consiste em impor mais rigor. Nós perspetivamos que seja alargar critérios de entrada e depois se calhar as pessoas que virão não terão o perfil adequado e serão problemas a somar a problemas. Quanto ao encurtamento de duração do curso, foi um grande ganho que tivemos em ficar especificado o tempo de duração de curso e as várias dimensões para construir efetivamente guardas prisionais que correspondam às necessidades das funções e não vemos como positivo o encurtamento de duração do curso. Não se perspetiva nada de bom. O que nos dá a entender é que há uma necessidade de tal ordem que esperamos que não chegue ao ponto dos TDD, mas a necessidade é muito premente.

E a Associação Sindical propõe alguma alternativa?

A alternativa é a que nós nos temos batido e que é extensível às outras forças de segurança. Tem que haver melhorias nas carreiras, nas condições de trabalho e que também passará por umas remunerações mais positivas, mais elevadas, de forma a captar os candidatos do potencial universo, porque as pessoas não se interessam por uma série de razões já por estas profissões. Se não forem incentivadas de formas que as pessoas que estão neste leque considerem apelativas, não interessa nada. Nós tivemos a oportunidade numa das últimas reuniões de dizer à Secretária de Estado que até podia abrir concurso para 1001, porque as pessoas não vêm pura e simplesmente. Depois temos o fenómeno da violência. As pessoas sabem que por vezes há situações complicadas, com uma farda vestida e depois é uma carga de trabalho. O sistema precisa mesmo de ser revisto porque está a ficar perigoso, já está perigoso, está a agravar a perigosidade e podem acontecer mais fenómenos indesejáveis.