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João Ribeiro, em primeiro lugar, muitos parabéns pelo segundo lugar nestes mundiais em K1 500. Qual a sensação depois desta medalha de prata?
Obrigado. Sabe quase a ouro, porque levámos a época toda a treinar o K4. O foco da época toda foi o K4 nos Jogos Olímpicos e quando o Rui nos desafiou para fazer este Campeonato do Mundo e prolongar mais um mês a preparação para este Campeonato do Mundo, nós aceitámos. E ainda bem, soube bem e sabe bem prolongar a época. Já estamos um pouco cansados e saber que o prolongar valeu a pena e valeu a pena mais um esforço, mais um mês de dedicação para este mundial.
Quanto à prova em si, foi uma corrida difícil, sentiu-se confortável, João?
Sim, eu não posso esconder que as condições não são as mais confortáveis para mim. Foi o que eu tinha dito ao Rui, ao meu treinador, que esta água está um bocadinho mexida e para mim não é tão bom. Mas nós temos que encarar sempre os desafios, é uma final do Campeonato do Mundo e temos que estar focados, apesar de não estar tão bem para nós, mas temos de estar bem e felizmente não me senti tão bem durante a prova, mas senti que podia chegar às medalhas e queria muito ser campeão do mundo. Não deu para campeão do mundo, deu para vice-campeão do mundo e estou feliz por isso.
João, uma medalha com sabor especial. É a primeira em Campeonatos do Mundo. É para continuar nos próximos mundiais?
Nunca nenhum português tinha tirado uma medalha num K1 500 no mundial e é a primeira para Portugal. Espero que continue, sendo eu, João, ou outro atleta, espero que continuemos a tirar medalhas nestes campeonatos do mundo e nos próximos.
Do João podemos esperar mais. Pergunto-lhe ainda, da modalidade em Portugal. É uma modalidade em crescendo. O que sentem os atletas profissionais em relação ao impacto que a canoagem está a ter em Portugal?
Tenho a certeza que nestes últimos, que eu vejo, dois ciclos olímpicos, nos últimos oito anos, é das melhores modalidades do país. Tem trazido grandes resultados para Portugal. Não só um atleta, vários atletas têm trazido grandes resultados e nós sentimo-nos felizes por estarmos num grupo vencedor, é um grupo que tira medalhas. Não são medalhas das que são mais faladas, mas estar numa final de um Campeonato do Mundo é ser dos melhores nove do mundo e há muitos atletas portugueses que conseguem estar nas finais do Campeonato do Mundo e tivemos muitas finais, o que tem de ser um orgulho para a modalidade e para o país.