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Porque é que o sindicato pede a suspensão do plano de reestruturação da TAP?
Fernanda, bom dia. O sindicato defende a suspensão do plano de reestruturação da TAP, porque, em primeiro lugar, os sindicatos não foram ouvidos de maneira que pudessem contribuir para que este plano de reestruturação seja feito da maneira mais correta e de forma que os trabalhadores possam ter uma intervenção clara e objetiva. E também porque entendemos, como vimos defendendo já há vários meses, que o enquadramento desta situação feita no alvo de Bruxelas, ou seja, a TAP nesta fase está a ser alvo de um processo de reestruturação que será observado pela DG Com. E nós defendemos que seja o governo português a tomar e a observar essa decisão, porque é uma companhia de bandeira, é fundamental para o interesse do país e pensamos que é urgente que seja o governo português a tomar essas decisões e não Bruxelas, porque senão a TAP já está a partir de uma posição bastante favorável em relação às suas companhias concorrentes.
O sindicato diz também que o que vos foi apresentado pelo Conselho de Administração da TAP reduz a companhia para a dimensão dos anos de 2006, 2007.
Exatamente. Com isso queremos dizer que a TAP ficará reduzida ao seu tamanho de há 14 anos atrás. E não é isso que se pretende. A TAP pretende ser uma companhia grande, que possa enfrentar os desafios das grandes companhias aéreas europeias. E não queremos ver agora aqui uma TAPzinha, como se costuma dizer, que depois para competir lhe seja muito mais difícil essa posição no mercado.
O governo fala agora na possibilidade, ou pelo menos são as notícias que saíram hoje, de levar o plano a votos no Parlamento. O que é que esperam que possa sair daqui?
Dos votos no Parlamento português, a única coisa que esperamos, e que temos a certeza que irá acontecer, dado a importância que a companhia tem, tanto para o PIB nacional como entidade empregadora junto dos portugueses, que será um plano que será aprovado, claro.