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A partir do próximo fim de semana voltará esse recolher obrigatório a partir das 13h. O que é que muda, no fundo?

O que muda é precisamente o estado no que diz respeito ao risco. Nós passamos do estado elevado para o estado muito elevado, o que para nós é uma responsabilidade acrescida. É sinal de que nunca estamos seguros no estado em que estamos. Temos cada vez a responsabilizar-nos mais, cada um individualmente, porque as medidas da Direção-Geral de Saúde têm que ser implementadas ao nível individual. Porque o que é certo é que a situação alterou-se para pior e isso deve-nos responsabilizar a todos. No entanto, estes números também se devem a alguns reflexos em algumas IPSS. Eu estou convencido que daqui por oito dias a situação voltará novamente a descer, se eventualmente fosse alterado o estado de incidência do nível de risco.

Era isso que ia perguntar, o que é que terá corrido mal nos últimos 15 dias?

É isso. O que houve foi uma incidência muito grande em instituições e também na comunidade. Relativamente também no que diz respeito à localização dessas próprias instituições. O que quer dizer que a situação nasceu na comunidade, foi para as instituições e depois das instituições voltou novamente para a comunidade. Isso fez crescer os números.

Estas medidas de recolhimento ao fim de semana vão ter também implicações no comércio, na restauração.

É verdade. Lamento dizê-lo, e isso é uma verdade absoluta. Obviamente que os restaurantes, o comércio, as pessoas vão ter que se readaptar aos horários. O que é certo é que a partir das 13h entramos em situação de recolher obrigatório. No entanto, os restaurantes cada vez mais têm que implementar também a medida, recorrer ao take away, à entrega das refeições, e isso tem que ser uma coisa que durante algum tempo, quer queiramos, quer não, os restaurantes têm que ter isso como principal desidrato. Agora, uma coisa também é verdade, a Câmara Municipal tem prestado apoio, está a prestá-lo, no que diz respeito ao apoio ao comércio e aos serviços. Estamos a falar numa primeira fase já de €270.000,00 e está a implementar outras medidas no âmbito do estado de emergência. Isso também, se é uma almofada de conforto para o pequeno comércio, para o comércio local, para os serviços, também é verdade que se também se está a fazer do mesmo valor para a indústria e também para as escolas e também para a ULS, para a Unidade Local de Saúde. Quer dizer que a Câmara de Castelo Branco está muito atenta a todos estes apoios, que é necessário, e por isso a Câmara Municipal, face à sua estabilidade financeira, tem essa possibilidade de apoiar a comunidade albicastrense.