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Boa tarde, Vanessa. Eu estou aqui neste momento em Algés, onde há instantes foi feito um novo ponto de encontro com uma nova estratégia para seguirem as buscas, de forma a aproveitarem estas duas últimas horas de sol. Vão fazer uma espécie de arrastão com um cordão de cerca de 100 pessoas. Estas 100 pessoas, recordo que são entre professores, staff da Universidade Nova SBE, com um cordão de cerca de 100 pessoas que parte do Aquário Vasco da Gama e depois regressa até 200 m para lá da estação de Algés, já quase em Pedrouços, para depois subir 1 km em direção ao Hospital São Francisco Xavier, onde foi vista pela última vez. Mas aqui para nos ajudar a perceber melhor o que terá acontecido, tenho Susana Ferreira, que é a diretora de marketing da Nova SBE e é filha de Avelina Ferreira. Pergunto-lhe, Susana, o que é que aconteceu, em que condições estava a sua mãe?
A minha mãe tem demência moderada. Ela deu entrada no Hospital São Francisco Xavier na terça-feira passada, por volta da 13h, e depois foi vista pela última vez nas câmaras de videovigilância do hospital a sair às 18h46. Desde então, aquilo que tem sido um mindset, para além de se ter feito a participação na polícia e da polícia neste momento já estar alerta e tem as patrulhas avisadas.
E o hospital também.
E o hospital também. Nós também já fomos a todos os hospitais e neste momento o objetivo grande aqui é divulgar a descrição dela. A minha mãe tinha umas calças pretas fininhas, uma camisola de malha azul escura e está de chinelos. Ela não tem mais nada com ela, não tem telemóvel, não tem carteira, não tem nenhum documento que a identifique. Tem só a pulseira amarela da triagem do hospital. Por isso, se alguém vir uma pessoa com estas características, que pareça perdida, que pareça desorientada, por favor, não deixem a pessoa partir. Ou seja, tentem falar com a pessoa, tentem acalmar e se perceberem que pode ser ela, deixem-na numa farmácia, num posto, numa esquadra da polícia, num centro de saúde, num hospital, mas não a deixem porque ela continua a movimentar-se. Ou seja, as informações que temos é que ela continua a movimentar-se.
Já foi vista por algumas pessoas?
Já. Nós temos algumas informações, não são muito fidedignas, mas temos alguns relatos de pessoas que dizem que viram alguém que corresponde à descrição dela aqui na zona de Algés. Por isso é que nós concentrámos esta estratégia aqui.
Não estão a pensar em alargar as buscas, sendo que estão aqui só concentrados nesta zona. Não pode ter apanhado um autocarro, alguma coisa?
Pode ter apanhado um autocarro. Nós, neste momento, temos duas horas de sol. Este grupo de pessoas, nós vamos fazer esta estratégia agora e depois basicamente eu vou ter que dizer às pessoas que podem ir para casa, porque também têm as suas famílias. Eu sei que a PSP neste momento já está a alargar um bocadinho, não é bem a busca, mas o alerta já está a ir desde a zona da Ponte 25 de Abril até Caxias, porque ela pode apanhar um meio de transporte, um autocarro, um comboio, um elétrico e pode ir dar a uma zona mais longe. Nós hoje não vamos ter condições de fazer uma busca maior, mas amanhã, em princípio, vamos continuar e aí vamos alargar mais.
Fica aqui o apelo. Susana Ferreira, diretora de marketing da Nova SBE, que é filha de Avelina Ferreira, deixa aqui o apelo: se virem esta mulher desaparecida com estas características, não vejam só, mas que falem com ela e que a dirijam a algum posto seguro.