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O presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, concorda com as palavras de António José Seguro, nomeadamente nos cuidados a ter com os terrenos abandonados.

Nós temos que perceber porque é que o terreno, porque é que algumas questões não são devidamente tratadas. Nós sabemos que há muito abandono das terras por várias razões, porque não há garantia de rentabilidade da produção, mas quem não trata as terras, se não trata as terras, pode efetivamente vendê-las, dê-las, alugá-las a quem as pode tratar. Portanto, isso pode ser aqui também uma das formas de nós ultrapassarmos isso.

O autarca socialista Vítor Correia diz que estão a ser levantados ainda os prejuízos do incêndio que começou no Conselho de Vale de Passos e que passou para Mirandela. O valor ainda não está contabilizado, mas o executivo camarário já sabe que há muitos agricultores que foram afetados.

Foram consumidos 5800 hectares, 1800 deles da área agrícola, de olival, vinha, assuntos que muito se relacionam com a economia diária das nossas populações. Neste momento, apenas temos a área ardida, não temos ainda a realização dos prejuízos em termos de valores, mas estamos, juntamente a Câmara Municipal de Mirandela, mais a CCDR RN, que logo no primeiro momento se disponibilizou à sequência do incêndio do ano passado, para fazer equipas que venham aqui dar o apoio e para que os prejuízos possam ser ressarcidos o mais rápido possível, porque os agricultores precisam disso mesmo.

É preciso que a ajuda aos agricultores chegue o mais rapidamente possível. O alerta do presidente da Câmara de Mirandela, Vítor Correia, em declarações na última hora aqui na Rádio Observador. Junta-se agora neste noticiário Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, um conselho também muito afetado pelos incêndios deste verão. Muito bom dia, Sérgio Costa. A autarquia já começou a fazer o levantamento dos prejuízos e no início, o senhor antecipou centenas de milhares de euros de prejuízos. Confirma-se esta ordem de valores?

Bom dia. Cumprimentar toda a equipa da redação e, naturalmente, todo o auditório. Efetivamente, confirma-se, e mais ainda, o levantamento dos prejuízos, que está ainda a terminar com as equipas do município e das Juntas de Freguesia no terreno. E estes prejuízos são de vária ordem, desde a alimentação animal, naturalmente, desde a floresta, imensas vedações que acabaram por arder e muros que tiveram que ser derrubados para aumentar a eficiência no combate ao incêndio. Os animais que acabaram por morrer também. Os mais diversos equipamentos que ficaram danificados no combate aos incêndios, seja equipamentos do próprio município, das Juntas de Freguesia, dos populares, mas também a rede de caminhos rurais, que acabou por ficar toda danificada, tendo em conta o trânsito de viaturas que ali se sentiu e também alguns danos na rede viária secundária do município. Estamos a falar num montante provisório que poderá chegar até a €1 milhão, que foi o prejuízo deste incêndio. É uma verba avultada, mas de facto os incêndios, quando não se consegue, pelas mais diversas razões, debelar logo à cabeça, logo no seu início, quando começa, quando alastra, é nisto que resulta, imensos prejuízos para as pessoas, para os cidadãos, e de facto, chegamos a este resultado.

E agora, Sérgio Costa, quando está a falar nesses prejuízos, a questão é quando é que as pessoas afetadas vão conseguir recuperar e com que tipo de apoios, quando é que chegarão as ajudas?

Aguardamos ansiosamente que possa existir uma linha de apoio para que as pessoas possam ir a essas linhas. Em termos de alimentação animal, a própria DGAV já comunicou, enfim, a existência de alguns apoios. Essa é a questão mais pertinente e nós próprios, municípios, já estamos a ajudar nesse sentido, para alimentação animal, é o mais prioritário. Mas depois aguardaremos pelas linhas de financiamento que habitualmente surgem nestas ocasiões, para podermos fazer face a estes prejuízos, seja os danos em equipamentos públicos, seja nas propriedades privadas.