Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Pedro Henriques, bem-vindo para esta análise. Vamos para o primeiro lance. Temos aqui uma questão técnica, é que mandaram os lances do penalti do Diomande sobre o Quaresma. Não me parece que seja, na realidade, esse.

Não, mas é esse.

É este? Pronto.

Está certo. É um lance em que o Schjelderup tenta passar entre o Quaresma e o Diomande. É aquele lance em que o Quaresma desarma o Schjelderup quando está nas fintas e a bola sai para canto. Só que há contínuo, o Schjelderup tenta passar entre o Diomande e o Quaresma. E eu coloquei este lance aqui porque o Diomande, não obstante o Schjelderup já estar em desequilíbrio a forçar a passagem e até já ter sido desarmado, o Diomande tem a tentação de colocar o braço em torno da cintura do Schjelderup. Não tem consequência, aquilo que normalmente é dito, a consequência, a questão da intensidade, mas arrisca sempre e põe-se um pouquinho em jeito. De qualquer maneira, boa decisão, não havia motivo para apontar pé de penalti, mas o Diomande sempre neste risco, que é de deixar sempre o braço.

Minuto 38 ainda da primeira parte, amarelo por mostrar ao Jérémy Catango.

Sim, é o único lapso que eu tenho aqui de concreto em relação à equipa de arbitragem, é aquela entrada em tackle deslizante do Jérémy, que acaba por acertar em cheio no Carreras, na parte já da canela. É uma entrada dura, negligente. O árbitro decidiu apenas assinalar o pontapé direto, mas claramente ficou aqui um cartão amarelo por mostrar.

Ainda lance na grande área, penalti Florentino sobre Maxi, minuto 40.

Exatamente. Bem assinalado. Essa bola é colocada para o pé esquerdo do Maxi Araújo, é ele que toca na bola com o pé esquerdo. O Florentino, que está a tentar também com o pé esquerdo e com a perna esquerda, tentar chegar à bola, não toca na bola, e estes fatores são importantes, e acaba por atravessar a perna toda na frente do Maxi Araújo, quando vai dominar a bola em corrida. E portanto, o que é que acontece? O Florentino acaba por, não só com o pé e com a perna, mas também com a parte da anca do lado esquerdo, por tocar e derrubar não só as pernas, como também o lado direito do Maxi Araújo, e portanto, derrubando o adversário. A tal consequência, que é importante para analisar, não é só o tocar, o arrastar, o pontear, é depois a consequência que isso tem e, neste caso, fez com que o jogador do Sporting se tenha desequilibrado e caído por ação desta entrada do Florentino e, portanto, pontapé de penalti bem assinalado.

Última situação da primeira parte, 45 minutos, mais um amarelo para o Maxi.

Sim, é um lance em que o Maxi Araújo até está a ser pressionado e até de certa forma agarrado pelo Otamendi, mas depois os jogadores têm que perceber que mesmo quando estão nestas circunstâncias, ou os árbitros marcam as faltas ou não marcam, e não podem reagir. E normalmente a tentação é grande. E o que aconteceu, por isso é que levou cartão amarelo, o Maxi Araújo para tentar desembaraçar-se do Otamendi, projeta o braço direito para trás e acaba por acertar com a mão entre a zona do pescoço e a zona do queixo. Obviamente, que o Otamendi depois, e vamos ter um lance parecido para o lado do Sporting, acaba por se projetar para o chão como se tivesse sido agredido. Na realidade, não foi. O árbitro viu bem, apenas comportamento incorreto neste tocar e desembaraçar, acertando com o braço ou com a mão, mais concretamente, no ombro e queixo e por isso cartão amarelo bem mostrado.

Seguindo na análise, agora já na segunda parte, muitas dúvidas aos 47 minutos. Se João Simões faz ou não penalti por braço na bola.

Eu vou dar como boa decisão nesta base, que é com as imagens que tive na televisão, não há certezas. Portanto, é um cruzamento do Artur Iogolu, o João Simões iria, porventura, interceptar a bola com o peito, percebe que a bola e a trajetória da bola está a fugir e faz todo o movimento baixando o corpo todo no sentido de ir o máximo possível com o ombro, que é essa a tentativa que ele tem, de ir interceptar a bola com o ombro. Nas repetições, fica a ideia que a bola terá resvalado no ombro e talvez ressaltado ainda na zona do braço. Ou seja, há efetivamente contato no direto, fiquei só com a ideia que teria sido ombro e um bocadinho do início do braço, mas depois, vendo melhor as repetições, a bola terá resvalado no ombro e indo, mesmo batendo no braço. A questão é que ele está com o braço que não está firme, se estivesse firme, significava que estava tentando interceptar a bola, está ao longo do corpo e relativamente próximo. Ele está inicialmente aberto e depois junta-o e está a tentar fugir para trás. Ele está todo a fazer o movimento de quem não quer acertar nem tocar e a desviar e a tirar o braço, percebendo que está a tentar ir com o corpo, porque a bola está a fugir. Eu com estas imagens e sem melhores imagens, sem melhores repetições, eu não consigo ter a certeza 100% que há uma interceção de braço na bola para dar penalti. E é por isso que dou aqui claramente o benefício da dúvida, quer ao árbitro e sobretudo ao VAR, porque reparem, o VAR tem não só estas três imagens, como tem todas as que quer. Pode ampliar, pode parar, pode fazer exatamente tudo o que dá para ter a certeza de se a bola bateu no ombro e depois rolou para o braço, se chegou a tocar efetivamente no braço, a tal volumetria. Ele tem essas hipóteses. E se o VAR tem essas hipóteses, analisou e deixou seguir, eu tenho que dar claramente o benefício da dúvida, porque não tenho melhores imagens do que aquelas que foram mostradas e que não me dão certeza. Por isso, dou claramente o benefício da dúvida, com muitas dúvidas, mas que vou dar como decisão de não ser penalti.

Faltam apenas três lances aqui para análise. Aos 58 minutos, o cartão para Carreras. Bem dado?

Sim, o jogo está interrompido e ele tem o complemento incorreto e desportivo, deixou-se ir na onda e empurrou o Diomande. Cartão amarelo por esse complemento desportivo, tal como há bocadinho aquela questão sobre o Otamendi, mas também aqui o Diomande fez aquilo que o Otamendi fez, projetou-se para o chão como se aquilo que lhe acontecesse fosse muito maior que aquilo que realmente aconteceu. E portanto, esta tendência que os jogadores têm, de fundo, tentar ludibriar, enganar um bocadinho, para darem a entender que realmente a entrada ou o toque é maior. Não faz sentido, eles sabem que há televisões. Se realmente forem agredidos ou se for maior, estão lá as imagens para provar, não têm que o fazer, até que não fica correto. De qualquer maneira, é só um empurrão e este só, entre aspas, é um complemento desportivo punido com amarelo e foi bem punido.

Entretanto, sem pênalti, mais um lance de grande área e nem do António Silva, nem do Tomás Aroux. Ninguém toca com o braço.

Exatamente. É uma que dá uma repetição, depois a bola até sai para canto, que é um remate do Geni Katame, em que a bola vai entre o Tomás Aroux e o António Silva. Nenhum deles tocou com o braço, isso é a certeza que se tem e, portanto, boa decisão de não ser pênalti.

Finalmente, sem pênalti de Diomande, mesmo a puxar, minuto 90.

Sobre o Di María, é aquele lance em que o Diomande, que é maior e é mais alto, vai corpo a corpo com o Di María, até vai um passo à frente, o que dá a ideia que até tem a posição ganha, e o Di María, no contacto, é menos forte e acaba por cair. Uma vez mais o Diomande, já com o Di María em desequilíbrio e na queda, e portanto, já sem consequência, ou seja, a queda não foi consequência de mais nada, foi consequência do contacto de corpo, ainda tem a tentação de colocar a mão sobre as costas do Di María, que, como já está em desequilíbrio, já está em queda, não é por causa dessa mão que ele cai. Mas arrisca sempre muito e à semelhança do que tínhamos falado num dos primeiros lances. De qualquer maneira, sem pênalti e boa decisão.

Então que nota é que dás ao João Pinheiro?

Olha, é um jogo que tem 27 faltas, 10 do Sporting, 17 do Benfica, dois cartões amarelos, bem mostrados, ao Max Aroux e ao Carreras. Fica ao minuto 38, efetivamente, o cartão amarelo por mostrar ao Geni, pela entrada sobre o Carreras. Acaba por ser um jogo com um pênalti bem assinalado, um de dúvidas, mais dois de área que foram bem decididos. Portanto, é um jogo que até tendo pouca coisa, em termos de quantidade, tem vários lances de área e eu acho que a equipa de arbitragem, mais o VAR, estiveram bem nas suas análises e decisões. E tratando-se de um dérbi, que é sempre um jogo de grau de dificuldade superior, eu vou dar uma nota positiva, uma nota 7, porque realmente eu acho que, e isto na perspetiva que o João Simões obviamente não fez pênalti, que efetivamente é uma boa arbitragem, uma arbitragem intuitiva e por isso nota 7.

Nota sete dada então pelo Pedro Henriques para a arbitragem da final da Taça da Liga, uma vitória do Benfica na marcação de pênaltis depois de 1 x 1. Ao final de 90 minutos, o Benfica ganha por 7 x 6. Pedro, fica também disponível o teu "Sem Falta" através de podcast da Rádio Observador. Um bom fim de semana.

Até amanhã, que amanhã é Nacional-Porto.

É verdade, amanhã é verdade. Exatamente. Amanhã, a partir das 15h, há realmente o retomar dessa partida entre o Nacional e o Futebol Clube do Porto. Então até amanhã.

Um abraço.

Grande abraço.