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Sem falta da Rádio Observador, 34ª jornada em que acompanhámos aqui na Rádio Observador, em simultâneo com o jogo do Sporting, a vitória do Benfica em casa do Estoril por três bolas a uma, num jogo que foi apitado por Miguel Nogueira, Pedro Henriques, e um jogo que acredito que também não tenha sido um dos mais exigentes da época, embora também não tenha sido particularmente fácil.
Tem bastantes lances, tem bastantes casos de lances que ocorreram e tem um caso que acaba por vir aposentar um pouquinho a nota do árbitro. Minuto três, começa bem a decidir na área. Minuto três, na área do Estoril, não há qualquer infração do Bakker sobre o Pavlidis. O Pavlidis fica a pedir um pênalti, mas depois percebe-se que o Felix Bakker, acho que é assim que se diz, de forma legal acaba por desarmar o jogador grego do Benfica, porque ele desarma de forma legal. Como? Tocando com o pé direito apenas na bola e, portanto, não tocando nem arrastando o Pavlidis. Logo no minuto seguinte, o Scheldrup fica a pedir pênalti, mas o árbitro assinala falta do Scheldrup sobre o Ricardo Sanches. E tem razão, porque o Andreas Scheldrup está, isto portanto é na área do Estoril, e o Scheldrup estava a pedir falta sobre ele, pênalti, mas é o Scheldrup que por trás carrega e derruba o Sanches, tirando o jogador do Estoril da jogada. E portanto, falta atacante bem sancionada e sem motivo para apontar pênalti. No minuto sete, o gol do Richard Rios, porque na construção da jogada, no corredor esquerdo, quando a bola é passada para o Scheldrup, que depois acaba por fazer o cruzamento, assistência pra área, ele está claramente em jogo, porque o campo do Estoril tem as câmeras a um nível mais baixo e, portanto, não tem aquela visão superior. Parecia que o Scheldrup estaria ali no limite, mas depois, como engano, lá está a tal ilusão, o Scheldrup está em jogo por 1,38 metro, 138 centímetros, portanto, é bastante. E portanto, gol legal por parte do Benfica, que foi o primeiro. Depois ao minuto 15, o segundo gol dos encarnados, também arbitrado por Ubah, também não há qualquer infração ao nível de fora de jogo. Quando o Tomás Araújo faz o passe, assistência ou cruzamento para o Ubah, ele está claramente em jogo, tem mais de dois adversários entre ele e a linha de baliza. Depois, ao minuto 21, há uma situação em que o Rafa fica a pedir, ele no limite da área, teria sido sob o risco, portanto, seria pênalti, porque no limite da área. Uma falta do Ricardo Sanches sobre o Rafa. O Rafa dá um toque de habilidade como ele sabe fazer e faz um túnel, faz passar a bola para baixo das pernas do Sanches, mas quando faz esse toque de habilidade, troca as pernas, ele próprio desequilibra-se e acaba por chocar com o jogador do Estoril. Portanto, para mim, não há infração do jogador do Estoril. Há contato até mais promovido pelo Rafa no ato da finta, do drible, em meter a bola para baixo das pernas do que propriamente outra coisa qualquer e por isso, sem motivo para infração, sem motivo para pênalti. E depois, dois lances que são impactantes. O minuto 22, cartão amarelo bem mostrado ao Gonçalo Costa. Uma bola que vai ser cruzada pra área, do lado esquerdo pro lado direito, e o Gonçalo Costa, que está completamente fora da jogada em relação ao Alexander Bah, puxa-lhe a camisola quando ele vai entrar na área. É fora da área, livre direto, não é uma clara oportunidade de gol, a bola ainda vem pelo ar, vem longe. Falta aquele fator, pelo menos esse fator falta, que é se a bola não está dominada ou dificilmente podia dominar, e depois a bola até vai pro guarda-redes, que até parece-me que agarraria sempre a bola, mesmo que o Bah não fosse agarrado. E portanto, neste aspecto, livre direto e cartão amarelo. Só que 11 minutos depois, eu acho que é evidente em termos de televisão, porque pro árbitro é difícil, se calhar eu lá faria o mesmo ou não teria a capacidade de acertar. É que fica um segundo cartão amarelo pro mostrar ao Gonçalo Costa, que com a mão esquerda aberta, faz um gesto deliberado e acerta em cheio na cara do Prestianni. Não é bem um estalo, porque estalo teríamos a falar de agressão, mas é aquela mão aberta e aquele chega pra lá que acerta mesmo em cheio no Prestianni. E para mim, é claro, aliás, não é para mim, é um lance clarinho pra cartão amarelo, seria o segundo e obviamente que teríamos o Estoril a jogar com menos um, porque o Gonçalo Costa era expulso. Relembrar, uma vez mais, que o protocolo do VAR não permite intervenções em segundos cartões amarelos, mesmo com isso de expulsão, só em cartões vermelhos diretos. E pronto, arrumamos a primeira parte. Na segunda parte já foi tudo correto e coisas mais básicas. Minuto 47, Ubah é bem advertido porque ao vir por trás agarra e puxa a camisola do Bergraoui e, portanto, o complemento é anti-desportivo por este agarrão e puxão bem sancionado disciplinarmente. Minuto 52, cartão amarelo bem mostrado ao Lassimi Kante, assim que é, André Lassimi Kante, acho que é assim que se diz. Eu acho que ele na camisola só tem André, que na disputa de bola com o Ubah acaba por ser negligente na abordagem e acaba por acertar no calcanhar do jogador do Benfica. Portanto, decisão correta, cartão amarelo. Minuto 66, o penúltimo lance e o último cartão amarelo, neste caso pro Guitan, que com o pé direito pisou o pé esquerdo do Dalot, ou seja, uma entrada fora de tempo, aquele pisão clássico, já chegas tarde e pisaste e torce o tornozelo. Portanto, cartão amarelo bem mostrado por esta entrada negligente ou mais concretamente por este pisão. E finalmente, ao minuto 68, Prestianni vê cartão amarelo no momento da substituição. Aquilo que me parece, até também pela indicação que os nossos colegas deram lá direto, porque depois na transmissão não é assim muito evidente, é que ele estava afastado em relação à linha de meio-campo e quis sair pela linha de meio-campo, onde estava entrado o seu colega. E eu relembro que a lei é muito clara, os jogadores têm que sair pelo sítio mais próximo de onde se encontram e é por isso que ele acaba por ver o respectivo cartão amarelo. E com isso varremos aqui os lances todos.
E resta saber que nota merece Miguel Nogueira Pedro.
Também vou dar cinco, porque há uma expulsão que fica por fazer. Não tem impacto, porque o Benfica acaba por, aliás, sentiu-se sempre que tinha o jogo controlado, três gols quase de rajada, tudo muito cedo e, portanto, o jogo acaba por não ser de grau de dificuldade muito elevado. Mas há uma expulsão que fica por fazer. O Gonçalo Costa, com o maior do jogo, era expulso e, portanto, o Estoril ficaria reduzido a 10. Agora, pelo lado positivo, os outros cinco cartões amarelos foram todos bem mostrados, assim como os três gols, dois deles, e sobretudo foram, aliás, dos quatro, todos eles boas decisões, nomeadamente ao nível do fora de jogo. E, portanto, do resto, a equipe de arbitragem esteve bem. Há esta falha e por isso vou dar uma nota cinco, porque fica aqui uma expulsão por fazer do Gonçalo Costa.
Está dada a nota pra Miguel Nogueira, o árbitro deste jogo entre Benfica e Estoril, vitória do Benfica por três bolas a uma. Está feito o Sem Falta deste jogo e também os Sem Falta de todas as jornadas do campeonato de 2025/2026. Vamos ter ainda Taça de Portugal.
Temos Taça de Portugal, do Benfica-Porto, do Sporting-Torreense.
Amanhã temos Taça de Portugal feminino. Depois também na próxima semana vamos ter o Sporting-Torreense. Havemos de ter também mundial, Pedro, mas o que é certo é que desta edição do campeonato é tudo. Um grande abraço.
Um grande abraço. Obrigado a todos os observadores. Obrigado.