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Esta é a tarde política da Rádio Observador. Boa viagem, bom regresso a casa, bom fim de semana. Vamos saber quais são as notícias em destaque agora no Jornal das 7, Luiz Soares.
A preocupação do Presidente da República com o estado da democracia em Portugal. António José Seguro receia que os partidos forcem eleições para tentar resolver um problema e acabem por agravá-lo. O ministro da Administração Interna espera que os protestos pela habitação marcados para amanhã decorram com normalidade e também dentro da legalidade. Mais à frente: um museu Ricardo ao qual vamos ter que tirar o chapéu.
Para entrar? Já vai explicar. E depois das 19h, "Fora do Baralho", com o Zazas do comentário, e logo depois, na hora das 19h, vamos ter futebol, a Casa Pia x Sporting, a contar para a Primeira Liga. Quanto ao estado do tempo para este fim de semana, é um fim de semana que convida a passeios. Vamos ter céu limpo e calor em todo o território continental. As máximas previstas pelo IPMA para amanhã, sábado: 22 para o Porto, Braga 25, Viseu 22, Aveiro 18, Coimbra 24, Leiria 25, Santarém 27, Lisboa 26, Setúbal 27 e Faro 24. Jornal das 19h na Rádio Observador, com Luiz Soares. O Presidente da República está preocupado com o que considera ser a tentação dos partidos de querer ir a votos e dessa forma aprofundar os problemas do país.
António José Seguro receia que os partidos forcem eleições para tentar resolver um problema e acabem por agravá-lo. É o estado de espírito do presidente depois das audições parlamentares em Belém esta semana. Aos partidos com assento parlamentar, o presidente está preocupado com a incapacidade dos partidos falarem entre si para encontrar soluções e acredita que os vários protagonistas políticos estão focados apenas no curto prazo. Teme também, António José Seguro, que um ciclo de eleições consecutivas possa agravar a fragmentação política e também os bloqueios do país. Ao que apurou o Observador, esta foi uma das principais mensagens que António José Seguro quis deixar durante as audiências aos partidos com assento parlamentar, que decorreram esta semana. António José Seguro foi dizendo que vê os próximos tempos como muito difíceis e desafiantes para a democracia, porque sente que os partidos estão cada vez mais entrincheirados e disponíveis apenas para falar sozinhos. De resto, essa foi uma ideia manifestada também de viva voz hoje em Leiria, durante uma conversa com jovens.
Muitas das vezes, o que eu vejo nos partidos é o passa-culpas. É um jogo de trica partidária que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas. Eu não peço que os partidos abdiquem de ser o que são, que não tenham e não lutem pelas suas ideias, isso é bom. Aquilo que é o dever do Presidente da República, neste momento, é de exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e que sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas.
António José Seguro, que esteve hoje de visita a duas escolas requalificadas em Leiria, depois da passagem da Depressão Cristina. Num discurso dirigido aos mais jovens, o presidente assumiu que está preocupado com a falta de coesão social no país e responsabiliza a classe política pela ausência de soluções.
E pode ler mais sobre estas preocupações do Presidente da República num artigo que faz manchete no site do Observador a esta hora. É assinado pela Inês André Figueiredo e pelo Miguel Santos Carrapatoso. Entretanto, o líder do PS ouviu o Presidente da República e concorda com a análise de Seguro.
Ainda assim, José Luís Carneiro diz que tem feito o possível para alcançar consensos, nomeadamente com as cartas que escreveu ao governo.
Eu estou totalmente de acordo com o senhor Presidente da República. Como bem sabem, há mais de um ano atrás escrevi ao Primeiro-Ministro propondo o trabalho conjunto e comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre a habitação e também sobre a saúde. Eu peço que recuperem esses textos que eu mandei ao Primeiro-Ministro para verificarem que não é agora que eu estou a falar dessas preocupações e dessas prioridades.
Nestas declarações esta tarde em Lisboa, o secretário-geral do PS afasta também a ideia de um eventual bloco central por considerar importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre PS e PSD.
O ministro da Administração Interna veio, entretanto, apelar à tranquilidade entre os manifestantes pelo direito à habitação, já a pensar nas manifestações agendadas para amanhã.
Manifestações em Lisboa e também no Porto. Luís Neves espera que decorram dentro da normalidade e também da legalidade.
Que haja toda a tranquilidade, que é isso que deve suceder. Toda a tranquilidade, todo o respeito pela Administração Todos os direitos pelos motivos que estão subjacentes às manifestações. Foi o que eu ali disse, tenho andado a dizer isto há vários dias. Por isso, espero que tudo decorra dentro da normalidade e dentro da legalidade.
Declarações de Luís Neves aos jornalistas nos Passos Perdidos no Parlamento, depois ter sido ouvido a propósito do orçamento do próximo ano. Para amanhã estão marcadas mais duas manifestações pela habitação, pelo menos em Lisboa. A manifestação sai do Largo do Carmo, às 16h, em direção ao Rossio, onde o Movimento Acampada de Lisboa promete voltar a montar tendas. O Movimento pela Habitação Acampada do Porto promove uma manifestação amanhã, também à tarde, com desfile da Praça da Batalha até à Praça Dom João I.
O ministro-adjunto e da Reforma do Estado garante que o novo regime jurídico de urbanização e edificação, que entrou em vigor no início deste mês, já está a dar resultados. Diz Gonçalo Matias que os prazos de resposta para licenciamentos estão a reduzir de 200 para 50 dias.
É o que diz o ministro que está a ser ouvido esta tarde no Parlamento, também no âmbito da apreciação, na especialidade, do orçamento para o próximo ano. Na intervenção inicial, Gonçalo Matias falou da plataforma Licencia, que está a ser criada para agilizar e desmaterializar processos de licenciamento na habitação, com o objetivo de reduzir os tempos em até 70%.
Todos os estudos demonstram que uma das causas para a crise na habitação foi a demora nos licenciamentos e, portanto, os licenciamentos mais rápidos são um instrumento importante para combater a crise da habitação. O nosso objetivo é reduzir em 60% a 70% os tempos de licenciamento com utilização de inteligência artificial e de tecnologia.
Garantia deixada pelo ministro da Reforma do Estado, que sublinhou que o novo regime jurídico, que está em vigor desde o dia 1 de outubro, já está a ter efeitos com uma diminuição dos prazos de licenciamento de 200 para 50 dias.
E no dia em que ficámos a conhecer o ranking das escolas, os diretores de algumas das melhores escolas do país consideram que as condições que os professores enfrentam na escola pública podem ser um dos fatores que explica porque os colégios privados conseguem ocupar as primeiras 43 posições deste ranking.
É isso que se vê no ranking do Observador. Por exemplo, o ranking do ensino secundário mostra que entre os primeiros 50 lugares só há três escolas públicas. A primeira, na posição 44, as restantes são privadas. No Explicador desta tarde, João Trigo, diretor do Colégio Privado Efanor, o terceiro classificado no ranking do Observador, explica as diferenças nas condições do ensino público e do privado.
A partir do momento em que eu posso selecionar os meus professores, definir as condições de trabalho, definir até remunerações, eu tenho aqui ferramentas que a escola pública não tem para poder ter um corpo docente mais homogéneo e seguramente que uma parte da explicação destes resultados passa por aí. Costumo às vezes dizer que a escola pública é um pouquinho mais aleatória, pode ter muito bom, mas também pode ter muito mau.
João Trigo, diretor do Colégio Efanor, em Matosinhos. Já Rui Paiva, diretor da Academia de Música de Santa Cecília, o quinto classificado na lista, é mais otimista quanto ao futuro da escola pública.
Um aluno que tenha condições em termos familiares para, digamos, de organização familiar, de foco no ensino, algum acompanhamento em casa e que tenha vontade de trabalhar, vai seguramente encontrar na escola pública excelentíssimos professores que vão corresponder a essa vontade. Claro que depois se levantam outros problemas, como a densidade cruzeiro de cada turma e um conjunto de outras circunstâncias. Mas a minha ideia fundamental é que sim, é possível fazer um bom percurso na escola pública.
Rui Paiva, diretor da Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, que esteve com João Trigo, diretor do Colégio Efanor, em análise ao ranking das escolas no Explicador da Tarde Política.
E há outras notícias a marcar esta tarde.
Quatro pessoas tiveram de ser assistidas no aeroporto do Porto após ter acontecido uma despressurização na cabine do avião em que seguiam. Fonte do INEM adiantou à Lusa que o alerta foi dado pelas 15h40. Das quatro vítimas sofreram crises de ansiedade, apenas uma queixou-se de fortes dores de cabeça e foi conduzida ao hospital. De acordo com a CNN Portugal, em causa um Boeing 737, que tinha partido de Marraquexe, em Marrocos, seguia com destino a Brest, em França, quando foi registada a ocorrência. Diana Ramos, atual diretora do Jornal de Negócios, será a próxima diretora da Agência Lusa, ao que apurou o Observador, e já confirmou também o Conselho de Administração da Agência Lusa. Vai substituir Luísa Meireles, que este mês deixou o cargo de diretora da Agência de Notícias. A União Europeia e o Canadá anunciaram hoje o lançamento de uma aliança para o futuro. Uma aliança que tem como objetivo aprofundar a cooperação em vários setores, desde a economia ao digital, com a promessa de desenvolver também uma associação cada vez mais estreita entre os dois blocos. E neste final de tarde, Ricardo, já sabemos qual é o museu do ano.
Qual é?
O Museu da Chapelaria, em São João da Madeira.
Sim.
Foi distinguido com o prémio Museu do Ano 2026, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.
Um museu dedicado a chapéus.
Ora, nem mais. Fundado em 2005, é o único espaço museológico da Península Ibérica inteiramente dedicado à história e à fábrica industrial do chapéu, atividade que marcou São João da Madeira ao longo do século XX. Este museu está instalado na Fábrica Nova, que foi fundada em 1914 e encerrada em 1995.
E há mais premiados ou não?
Há, sim. O Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa, e o Museu Nacional da Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche, eram finalistas, receberam menções honrosas. Mas o certo é que o Museu da Chapelaria foi o grande premiado com o Prémio Museu do Ano e é caso para dizer: chapeau!
Muito bem, Luís Soares.
Português.
Muito bem. Luís Soares vai regressar às 19h30.