Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Pedro Henriques, mais uma vez bem-vindo.

Boa tarde. Boa noite, neste caso é boa noite. Começámos tarde e acabamos de noite.

É verdade. Fábio Veríssimo no Porto-Aves. Décimo minuto, primeira situação e tu escreveste aqui: "Sem falta. Sporting foi malicão", mas na realidade é o jogo anterior e estava aqui. Minuto 18, é o gol do Futebol Clube do Porto.

Sim, no Porto-Aves, e é deste jogo que vamos falar primeiro, porque preciso fazer os dois seguintes. Minuto 18 é o gol do Futebol Clube do Porto. Para dizer que no momento do passe do João Mário para o PP, o Eric Veiga, que é o número dois do Aves, está a colocar o PP em jogo. É ele que depois, quando a bola entra na baliza, acaba por levantar o braço a pedir inicialmente um possível fora de jogo, porque era ele que estava na marcação do PP. Mas o gol é legal, não há fora de jogo do PP nesse tal passe do João Mário, portanto, tudo certo nesse primeiro gol.

Minuto 45, aqui um cartão amarelo para o Rodríguez. Bem dado?

Sim, Nacho Rodríguez, e acaba por ser importante. Ou seja, é a acabar e depois a começar a segunda parte, como vamos ver os dois lances seguintes. Este cartão amarelo é bem mostrado, é uma bola metida em profundidade, embora ali sobre a zona do meio-campo, e o Nacho Rodríguez o que faz é envolver com o seu braço esquerdo, numa fase inicial quase a nível do tronco, mas depois a subir para a zona do pescoço e fazer um género de gravata, aliás, foi a expressão utilizada até no direto, a fazer uma gravata ao jogador do Futebol Clube do Porto. E esta gravata que foi feita ao Samu acaba por ser antidesportiva, incorreta, até com algum perigo, porque também de alguma maneira o Samu tentou meter a bola para um lado e sair pelo outro quando fez o domínio. Entre o comportamento incorreto e antidesportivo pela entrada que o Nacho tem, envolvendo o braço ao nível do pescoço, quer também por cortar aquilo que poderia ser, se não fizesse falta, uma saída com velocidade, embora ainda a 50 metros da baliza, mas tinha o corredor aberto, o cartão amarelo é bem mostrado.

E logo a abrir a segunda parte, vem para a rua. Um minuto do jogo da segunda parte.

Exatamente. E também não há gestão possível. Como vamos ver um pouquinho mais à frente, eu acho que há cartões que mesmo que nós justifiquemos como corretos e não consigamos dizer que o árbitro errou, muitas vezes temos cartões que podem ter alguma gestão. Este é daqueles que não têm gestão e é importante reforçar isso, porque no fundo, este é um momento crucial do jogo, porque é o início da segunda parte e uma equipa fica com menos um, e sabemos o impacto que isso tem. É uma entrada em tesoura sobre o Moura, no corredor esquerdo do ataque do Porto, corredor direito da maneira como o Aves estava a defender. Não é tanto pelo perigo que podia criar se o Moura passa, embora estivesse no corredor e pudesse depois centrar a bola ou tentar entrar para a área lateralmente. É mesmo pela entrada. É uma tesourada, uma entrada dura, negligente, que não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato, que é a definição de negligência, e que é passível de cartão amarelo. Portanto, sendo o segundo, correta esta expulsão.

Foi para a rua então o central uruguaio. Depois, minuto 50, amarelo para Vasco Lopes. Também aqui é bem dado.

É por protesto. Aqui é por protesto. Começa aqui aquilo que depois é a minha crítica em relação aos jogos, que são facilmente controlados e controláveis e que os jogadores não complicam. É lógico que podemos sempre defender quando um jogador protesta, faz aquele gesto com o braço, não aceita uma decisão do árbitro, neste caso foi um lançamento e ele queria falta. A questão é que quando os jogadores também aceitam o árbitro na perspectiva de o respeitarem, muitas vezes não chegam a este ponto. E às vezes nestes lances, em que o jogo está perfeitamente controlado, uma pitadela mais forte e fazer aquele gesto de calma, falar com o jogador. É que o Fábio Veríssimo nunca consegue fazer isso e portanto o que ele faz é ser reativo. Ele é bom em termos reativos, porque realmente o jogador faz ali um movimento, um gesto de protesto e portanto tudo correto, mas o difícil é ser proativo ou mesmo perante estas situações, uma pitada mais forte e falar com o jogador. Não há hipótese, ele quando mostra este cartão amarelo da maneira que mostra, com alguma reação até de agressividade, chateado com o jogador por ter feito aquele protesto e não estar a respeitá-lo, nunca mais vai dar uma palavra a esse jogador, nunca mais vai ter a possibilidade de que o jogador se possa numa jogada segurar. Não há hipótese, se ele faz aquele gesto, eu não me meto nestes cartões, eu só estou a dizer é que podia ser muito mais proativo na maneira como se gere o jogo. E deixa-me só acrescentar isto. A acabar a primeira parte com esse cartão amarelo, que é muito bem mostrado, que dissemos que depois dá o segundo no início da segunda parte. Repara, ele dá o amarelo e acaba o jogo. Nem deu descontos. Não é que esteja errado, o árbitro achar que não há descontos. Agora, dares um amarelo numa situação de comportamento desportivo e logo a seguir apitares e terminares o jogo, sob o ponto de vista plástico, daquilo que é a imagem, não fica bem. Deixa bater a falta, depois o amarelo e terminas a seguir, porque não fica bem em termos daquilo que é a gestão do jogo. E é nestas coisas que eu acho que o Fábio não é forte. De qualquer maneira, eu vou aceitar este cartão amarelo, mas acho que era um daqueles que podia ser perfeitamente evitável.

Seguindo ainda na segunda parte, 10 minutos, mais um amarelo, agora para o central Jorge Teixeira.

Sim, eu na altura vi a imagem em repetição do plano fechado, uma entrada sobre o PP, pareceu-me que tinha sido um choque, porque o PP ficou muito maltratado. Eu depois tive que recuperar atrás e como também era um lance apenas cartão amarelo e como não há expulsão deste jogador, não volto a falar nele, mas depois em plano aberto é bem mostrado o cartão amarelo, porque se percebe que o Jorge Teixeira, e quando eu digo plano aberto é ver a jogada no corrido, logo como está a ser transmitida. E percebe-se que o Jorge Teixeira tem uma intenção, que é ver o PP a correr e vai chocar contra ele de propósito. Ou seja, aquele choque que existiu e que parecia ser normal em plano fechado, quando se vê em plano aberto, vê-se ele a olhar para o PP, a desinteressar-se da bola e a ir ao contacto. E portanto, este cartão amarelo é bem mostrado.

Minuto 60, amarelo para um jogador do Porto, o médio Álvaro Varela.

Sim, é sobre o Vasco Lopes. Agora o Vasco Lopes está a tentar sair em contra-ataque, ou pelo menos em ataque rápido, porque era uma saída da sua área e aquilo que o Álvaro Varela faz com o braço e com a perna que estica do lado esquerdo é destruir a possibilidade desta saída. E portanto, aqui uma falta tática bem mostrada o cartão amarelo.

Ainda falta analisar dois lances amarelos, o primeiro dos quais ao minuto 88, Tomás Pérez vê amarelo.

Eu vou te dizer, eu como árbitro não mostrava cartão amarelo, mas também é fácil defender, porque é já próximo da área, o Akinola vai fugir entre os jogadores do Futebol Clube do Porto e o Tomás Pérez chega para lá com a mão e depois a seguir cai mesmo em cima dele. Portanto, é sempre defensável com esse critério apertado que o árbitro tem. Mas é daqueles lances que não tem grande perigosidade, porque não obstante ser próximo da área, o jogador não vai conseguir fazer nada de muito importante no sentido da perigosidade, porque ele está rodeado de vários jogadores. Aliás, ele está entre dois jogadores e não vai fugir propriamente na direção da baliza, embora próximo da área. Portanto, é fácil justificar o cartão amarelo, até pelo critério, mas muito honestamente eu não mostrava este cartão.

Cartão amarelo final é para André Franco.

Uma rasteira absolutamente normal, que dentro do critério apertado, o árbitro tem que ir ao encontro, porque é parecido com outros lances em que ele mostrou o cartão amarelo. Mas não tendo mostrado, por exemplo, no minuto 88, este no 94 também passava muito bem. É uma falta, sim, é uma rasteira, e para mim é absolutamente normal, não era necessário mostrar cartão amarelo.

Nota final para Fábio Veríssimo.

Olha, é um jogo fácil de arbitrar. Nós praticamente não temos casos técnicos de área.

É mais atitude, é o que tu vais criticar.

Exatamente, é sobretudo esta relação difícil que o Fábio tem com os jogadores e com o jogo. Eu vou dar nota positiva, nota 6. Mas é uma nota, porquê? Porque daquilo que é o momento mais importante, que são os dois amarelos, sim, e a expulsão do jogador, eu acho que isso é mesmo momento de destaque. Portanto, eu diria que a expulsão do Rodrigo é perfeita, no sentido de duas boas decisões da equipa de arbitragem. Isso é o mais relevante e importante. Eu diria que esse é até mesmo o momento do jogo. De resto, não tens lances de área, tens depois toda esta relação. Isto é um jogo fácil, que tens sete cartões amarelos e, no meu ponto de vista, não faz sentido. Ou seja, esses sete amarelos não correspondem à facilidade e àquilo que foi o grau de facilidade dos próprios jogadores que colocaram no jogo, na relação com o jogo propriamente dito, e portanto, uma coisa não joga com a outra. Agora tenho que dar nota positiva porque, convenhamos, não há erros. A expulsão, que é o momento decisivo, é correta. O golo do Porto é legal e não há aqui uma sessão de pênalti, ou um vermelho que ficasse por mostrar ou mal mostrado. Portanto, nesse aspecto, naquilo que é essencial, esteve bem, é mesmo nessa relação. De qualquer maneira, nota positiva, 6, com destaque principal para os dois amarelos a acabar e a começar a segunda parte, que são realmente decisões relevantes, importantes e bem decididas.

Nota 6 atribuída então pelo Pedro Henriques para a arbitragem do Futebol Clube do Porto AVS. Fábio Veríssimo foi o contemplado com esta nota, que fica também disponível através do podcast da Rádio Observador.