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Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". O primeiro de janeiro, meu nome é Guilherme Fonseca e comigo está a minha stupidíssima mulher. Está para ali a gozar comigo. De maneira que as pessoas que estão a ouvir este podcast não percebam que eu estou a ser gozado.
Não estou.
Rita da Nova.
Estou feliz.
Estás feliz?
Estou feliz.
Queres que eu te tire essa felicidade em dois segundos?
Ui, então vá lá. O que é que vais dizer?
Scrabble.
Bom, malta, acabou aqui. Esta para mim foi a gota.
Foi com uma palavra, foi muito giro.
Apanhei uma abada no Scrabble.
De quem?
Tua.
Pois.
Cabrãozinho. Estávamos a falar outro dia com a nossa amiga Márcia e ela estava a dizer que a resolução dela para 2026 é deixar de ser a bigger person, ou seja, deixar de ser a pessoa que numa discussão se comporta de forma-
Já não vou discutir, vou compreender o lado dessa-
Percebo perfeitamente e vou adotar, inclusivamente neste podcast. Foste tu um cabrão comigo no Scrabble.
Cabrão? Não. Fui muito bom.
Por isso mesmo. Olha, antes de irmos a isso.
Eu gostava que ficasse aqui bem claro que eu dei uma abada no Scrabble a uma das mais promissoras escritoras deste país.
Mais do que isso, mais do que promissoras escritoras. Isso estou-me a cagar. Eu sou muito boa no Scrabble, e isso irrita-me. E tu jogas Scrabble há três, 15 dias. Eu é que te ensinei a jogar.
Rita, desculpa lá, só dizer uma coisa. Tu quando dizes: "Eu sou muito boa", esse tempo verbal está correto? Vamos corrigir.
Não, os meus tempos áureos do Scrabble não passaram. Eu inclusivamente estou a pensar em instalar uma app para estar a jogar sozinha, para treinar.
Não sei se treinas assim não estando a jogar contra mim.
Não, obviamente.
O grande desafio está aqui, do outro lado desta mesa.
Eu não quero continuar este assunto. Tens outro?
Tenho vários.
Eu também tenho.
Por onde é que tu querias começar? Por bom ano, dizer às pessoas obrigado.
Queria dizer: "Olha, que lindo, estão aqui em 2026 a ouvir-nos", que tecnicamente é a mesma semana que 2025.
É, mas não é. O mundo muda completamente. Na escola, as crianças já estão a escrever 2025 e até que a ponta do cinco fazer um seis.
Por acaso este ano dá jeito.
Pois dá.
O cinco transforma-se num seis.
Seis para sete já não dá.
Já não dá. Já temos o corretor.
Seis para oito dava. Por que que não cagamos em 2027 e passamos para 2026?
Não, eu gosto de anos ímpares.
Ok. Então pronto, eu vou dizer ao governo para não se saltar o ano, porque a minha mulher gosta de anos ímpares.
Pois a minha mulher gosta tanto, coitadinha, façam-lhe lá o favor.
Entraste bem no ano?
Entrei bem no ano. Queria perguntar como é que tu estás, se te sentes bem para este 2026.
Eu sinto-me fortíssimo.
Fortíssimo. Já não estamos doentes.
Já não estamos doentes.
Parece que a doença ficou toda na semana passada.
Eu ainda estou um bocadinho compingo.
Também estou.
Mas ontem tivemos um jantar de aniversário em que a comida tinha algum picante e eu senti-me a desentupir. Ou seja, picante é a melhor coisa do mundo.
Picante é a melhor coisa do mundo. Queria perguntar-te também, Guilherme Fonseca, meu amor, coisa boa da minha vida, qual é a habilidade que tu queres aprender em 2026? Eu apanhei-te o piu a semana passada.
Não tem mal. As pessoas estão habituadas a que eu seja maltratado. O Scrabble é o meu porto seguro.
Coitado, ó Guilherme.
Tu sabes que eu tenho sempre uma coisa que meto na cabeça que quero aprender a fazer de um ano para o outro. O ano passado era malabarismos. E eu quis aprender a fazer malabarismo, eu aprendi a fazer malabarismo, fiz malabarismo à frente das pessoas. As pessoas pagaram bilhete e viram-me a fazer malabarismo. Agora, este ano, eu tenho um novo objetivo, eu quero aprender a fazer outra coisa, que tem a ver com destreza mental, mas também física, manual. Eu quero aprender este ano-
A bater uma com a mão esquerda.
Isso eu já consigo.
Desculpem. Ela estava aqui no canto e eu pensei: "Rita, não digas, deixa". Mas eu não consegui.
Deixar, sim. Eu quero aprender a resolver o cubo de Rubik.
Ok.
É o meu objetivo para este ano, porque fascina-me as pessoas pegarem naquela coisa e começarem a mexer para os lados, todos autistinhas com aquela porcaria, a resolver aquilo, e eu também quero resolver. Eu não sei como é que se faz, eu olho e aquilo parece interessante, eu quero aprender a fazer aquilo.
Eu tenho uma pergunta para ti e espero que não me leves a mal.
De todo.
Ok.
Se eu tenho problemas maiores na vida.
Não. O ano passado tu aprendeste a fazer malabarismo, que é uma coisa difícil.
Sim.
Relativamente difícil.
Com treino, acho que qualquer pessoa no mundo consegue fazer malabarismo.
Com treino, qualquer pessoa consegue. Em 2026, tu queres aprender a fazer o cubo do Rubik, que com treino também acho que qualquer pessoa que tenha o mínimo de noção consegue. A minha pergunta para ti é: por que então os programas da máquina de lavar a roupa são tão complexos para ti?
Não, eu agora já aprendi, agora faço sempre o mesmo na mesma temperatura.
Estás a ver? Isso é errado. Uma coisa que é tão simples que é aprender os programas da máquina, ainda por cima nós temos um quadrozinho com os símbolos que vêm nas etiquetas, exatamente o que é que significam, à frente da máquina. Sabes aquele meme do Drake, em que na primeira foto está a dizer que não, mas na segunda está a apontar e a dizer que é? Máquina de lavar a roupa: não. Cubo de Rubik: sim. Não entendo.
É engraçado, eu consegui descobrir a cura para o câncer eventualmente, em 2029 vai ser a minha cena.
E a máquina de lavar a roupa continua a ser um mistério para ti.
Mas atenção, eu aponto numa nota os programas e eu faço os programas.
Sinto que a máquina de lavar a roupa É um teste com consulta.
Eu faço a consulta a ti.
Não, tens uma cábula.
Na parede.
Na parede. O professor deixa usar apetrechos.
Já sei. Agora, carga mista, 30 graus, tudo lá para dentro. Se não houver roupa branca, nem cuecas menstruais da minha mulher, carga mista, roupa lá para dentro, 60.
Não! Não lavas a roupa a 60 graus, vais estragar a roupa.
Então é tudo a 30 graus, carga mista. Excelente, já aprendi, já sei.
Portanto, vamos acompanhar a tua missão de cubo de Rubik.
Sim, senhora. Rita, há algumas tradições que tu costumas fazer, nomeadamente comes sempre as passas e pedes desejos em cada passa. Não vou entrar por aí porque os desejos são secretos.
Claro, obviamente, é como o voto.
Tu tens algum objetivo para este ano? O que é que esperas deste ano e o que é que queres de 2026?
Olha, 2026 é um ano em que eu entro sem resoluções. Sem nada.
Ok. Tu no ano passado, por exemplo, tinhas a cena de ir ao cinema uma vez por mês.
Exatamente. Não cumpri 100%. Quero continuar essas pequeninas coisas. Aliás, na verdade, estou a mentir, não é sem resoluções. Eu faço um bingo de pequenas resoluções com as minhas amigas.
Ok.
Mas este ano ainda não o fiz.
Ok.
Portanto, talvez tenha essas pequeninas coisas que gostava de fazer.
O que é que vais fazer? Quando é que vais estar com elas para fazer?
Não sei, ainda não combinamos.
Se calhar a primeira resolução tem que ser combinar as resoluções.
Mas gostava muito de continuar a ir ao cinema pelo menos uma vez por mês e gostava de, como já falei contigo, de termos pelo menos um date mensal os dois. Vamos os dois jantar fora, vamos os dois fazer qualquer coisa.
Concordo 100%.
Ou vamos os dois a um sábado de manhã passear e depois almoçar, porque acho que é uma coisa que nos está a fazer alguma falta, sobretudo tendo em conta este final de ano em que andamos sempre família para aqui, família para ali. Ainda assim, nós fomos para uma cabana outra vez.
Queres ir já para aí? É que eu ia dizer o meu.
Desculpa, pensei que era o cubo de Rubik.
Não. É só porque eu gostava de ter mais dates contigo. Eu acho que vou ter um ano profissionalmente totalmente alinhado para ser um ano fixe, porque o programa vai continuar e eu tenho não só o meu espetáculo, que eu estou com muita pica para fazer, porque já estou a pensar em início e fim, já estou a começar a fechar o embrulho do espetáculo. Estou entusiasmado e gostava que as pessoas fossem, como também vou abrir o espetáculo do Ricardo. Agora já é público, porque já falámos disso no meu "Má Ideia". Portanto, eu também vou andar a fazer 10 minutos para abrir o espetáculo do Ricardo, eu e o Manuel Cardoso. Portanto, também estou com pica para isso. Quanto mais datas o Ricardo abrir, mais salas eu vou fazer a abrir para ele. Acho que vai ser muito giro, até porque se tudo correr bem, também vamos viajar. Portanto, eu estou entusiasmado com isso. Mas eu fiquei contente com a cena dos nossos dates e de nós termos tempo para nós. Por exemplo, nós oferecemos a nós próprios uma auto prenda. Nós oferecemos uma Nintendo Switch a nós próprios. Foi auto prenda de casal para o casal.
É verdade.
E ontem passámos a tarde a jogar Mario Kart os dois e foi muito giro.
E Kirby.
E Kirby.
Que é o melhor jogo da Nintendo de sempre, muito subvalorizado. Divertidíssimo, fofíssimo.
Ya.
Amo Kirby.
Eu gostava de estar um bocadinho mais na minha bolha contigo, porque nós fomos para a cabana, que vamos falar agora. Espera aí, o que está a acontecer? Fala.
Não, nós fomos para a cabana. Está aqui alguma coisa a passar-se estranha, um barulho tipo de escavação. O que será que é isto? Deve ser o meu escritório, devem ser os gatos no meu escritório. Vamos confirmar agora se foram ou não. Vou confirmar aqui com a Regi. Terão sido os gatos no meu escritório? Foram os gatos no meu escritório.
Então, eu não sou dado a racismos, mas a nossa gata preta foi ao teu escritório e estava a brincar com aquela matriosca de raposas. A segunda mais pequena estava no chão e ela andava alegremente a ferrar a raposa.
Muito bem, Bagairinha.
Pronto, mas eu não sou dado a racismos, atenção a isto, mas foi de facto ela.
Pronto. Fomos para a cabana, desta vez em Portugal.
Já tínhamos feito em setembro no teu aniversário, fizemos-
Na Irlanda
...dois dias sem telefone.
Não, tecnicamente fizemos 36 horas, ou seja, nós em setembro fizemos check-in numa sexta à tarde e fizemos check-out num domingo de manhã. Não interessa, foi tipo mini fim de semana. Foram 36 horas, mais ou menos.
36 horas. Nesta já foram mais, foram 56.
Nesta fizemos mesmo dois dias completos sem telemóvel, sábado e domingo. Entrámos na sexta, saímos na segunda.
E foi espetacular.
Foi inacreditável.
Eu acho que é uma das coisas que eu quero também fazer mais este ano.
100%.
Porque foi ótimo para ler, porque eu li dois livros, ao mesmo tempo que foi bom para trabalhar, porque eu estive a fechar estas últimas coisas que faltavam do meu espetáculo. Não interessa pormenores. E é espetacular estar completamente desligado, sem telefone e num sítio que tinha cavalos.
Era muito giro. Eu sei que nós na altura falámos aqui, tu disseste: "Quero passar a introduzir isso, ao fim de semana estar sem telemóvel, estar sem ecrãs em casa", mas isso é mais difícil. Em casa é muito difícil.
É bastante mais complicado.
Portanto, eu acho que essa lógica de irmos para um sítio de propósito, estarmos só os dois, sem telemóveis, levamos os nossos livros, levamos o nosso Scrabble embora.
É que lá que nós jogamos Scrabble, já tínhamos jogado na Irlanda e jogámos agora cá, é o nosso jogo de retiros sem telefone na cabana. E ainda bem que tu não tens telefone, porque eu tenho a certeza que ias ligar a advogados para te divorciares.
Não, eu passei-me mesmo. Eu estava chateada contigo, mas eu estava mais chateada comigo
Eu percebo. Quando perco, também fico mais chateado comigo do que com as pessoas que estão a ganhar.
Eu não quero mais falar sobre este tema.
Foi muito engraçado, vou só contar mais uma história do Scrabble.
Não interessa, ninguém quer saber.
Nós na Irlanda jogámos o inglês.
Sim.
Aqui jogámos o português. Levaste a bada nos dois. Não é questão da língua. Eu sou o superior bilingue. E o que acontece?
Porque eu andei numa escola que aos três anos eu aprendi inglês e depois aquilo tinha autonomia de educação e eles davam-nos umas coisas especiais. E nós éramos todos tão inteligentes, ricos, privilegiados, por isso é que éramos inteligentes, pois os nossos paisinhos tinham dinheiro para pagar o inglês quando nós tínhamos dois anos e nem sabíamos pôr uma espeta na boca.
O que acontece? Nós estávamos a jogar e a certa altura a Rita diz assim: "Espera, há aqui uma regra, deixa-nos só ir ver as regras". E nós descobrimos que se uma pessoa usasse as sete letras que tem ao mesmo tempo, de uma vez só, ganhava 50 pontos extra. Então, imediatamente no jogo a seguir, eu fiz isso com a palavra embaraço. E então eu passei os dias seguintes e as horas seguintes a perguntar à Rita se tudo era um embaraço, só para saber. Rita, estás a sentir algum embaraço?
Festas de anos de crianças, era uma coisa que eu queria falar aqui contigo. Festas de anos de crianças, era uma coisa que eu queria por acaso falar.
Ok, porque a tua irmã esteve embaraçada e agora teve uma criança.
Vais levar com esta garrafa na tromba, Guilherme.
Vamos concentrar. O Duarte, o nosso sobrinho, fez um ano. E a passagem de ano foi a festa de anos dele, porque ele teve a indecência de nascer no dia 31 de dezembro.
Fomos para casa dos pais do nosso cunhado e depois no dia um foi a festa de aniversário do Duarte. E para mim é fascinante o conceito de festa de aniversário para uma criança de um ano.
Porque aquilo não é para ele. Ele não se vai lembrar de absolutamente nada.
Só que tudo era para ele, tecnicamente. Ou seja, a decoração era para a criança, o bolo era do gênero da criança, as decorações, as comidas, era tudo infantil.
Mil balões, que ele adora.
Mil balões, mas depois quem estava a usufruir disso tudo eram os adultos. Achei fascinante. Achei interessante porque de facto ele estava a meia marimbar para tudo. Davam-lhe prendas, ele olhava dois segundos e depois era do gênero: "Ok, agora quero ir pôr esta bola de plástico na boca". E pronto.
São 50 pessoas que se reúnem por causa de uma criança de um ano, que não vai ter qualquer memória do que aquilo está a acontecer e que a única coisa que fazem é conversar entre si, bacões, enquanto a criança anda pelo chão.
Ya, e nos colos das pessoas.
Ya.
Mas achei fascinante. A minha irmã é educadora de infância, portanto, tudo para ela é um motivo para fazer decorações.
Mas a tua irmã estava a dizer: "Isto é tudo muito giro, mas ele ainda nem pediu coisas, decidi eu. Quando ele pedir, eu não sei se vou ter paciência".
"Agora quero a festa da Bluey, ou agora quero a festa do não sei o quê." Mas eu acho que isso é mais giro. Honestamente, acho que é mais giro quando eles começam a ter noção e a pedir alguma coisa e depois tu, em conjunto com eles, escolhes o tipo de coisas que queres ter na festa.
Ya.
Acho isso mais giro.
Pois, porque já tem mais a identidade deles. E também quer dizer que já estão numa altura em que já conseguem ter mais memória do que está a acontecer.
Já não são burros.
Eu tenho a certeza que a criança Duarte de um ano não faz qualquer ideia hoje que teve uma festa no dia 31.
Claro que não. Ele hoje nem sabe que fez cocó há 10 minutos.
Pois, nada, zero. Ele já nos reconhece. Quando ele nos vê, ele já fica do gênero: "São aqueles, eu gosto daqueles", e pede colo. Não faz isso com estranhos. Mas eu acho que isso é o limite da memória dele, é "eu conheço estas pessoas".
Mais ou menos. Ele tem aquela memória de sabe onde é que estão as coisas em casa, sabe quem é que nós somos, sabe que temos gatos, ou seja, isso é uma coisa que ele é louco pelos gatos.
Uma coisa te garanto, ele não vai saber que eu estive a cortar sandes triângulo durante duas horas.
Vai, porque eu conheço-te. Todos os anos quando ele fizer anos, tu vais recordar: "Olha, na tua festa de um ano".
Pois, o teu tio esteve a cortar sandes triângulo.
Não foi duas horas, foi 15 minutos. Mas pronto, queria falar aqui porque acho que é interessante. Os pais dão-se a um trabalho, que eu acho fofo, mas é um bocadinho...
Ya, mas na verdade, isto é preciso ser dito. Só houve sandes triângulo porque eu já tinha dito à tua irmã que uma festa de criança tinha que ter sandes triângulo. E ela disse: "Olha, Guilherme, lembras-te quando disseste que uma festa tinha que ter sandes triângulo? Pega aqui neste pão de forma". E eu estive a fazer sandes triângulo. E eu acho que da minha memória é essencial numa festa de anos de uma criança sandes triângulo. O resto eu estou me a cagar. Há pessoas que gostam de gomas, há pessoas que querem folhado de salsicha.
Mini folhado de salsicha é a minha especialidade.
Mini folhados, foi o que tu estiveste a fazer. Agora, sandes triângulo, não há nenhum outro evento que tenha sandes triângulo de pão de forma sem côdea cortadinho. Não há. É só festas de crianças.
Aquele chá inglês também tem. Quando vais tomar o chá inglês.
Pois é, tem aquela sandesinha de pepino.
Ya.
Pois, é verdade. Mas também é um bocado uma festa de uma criança.
Exato, sim. Não é a sociedade britânica toda uma criança. Olha, outra coisa sobre termos ido. Eu percebi uma coisa sobre nós os dois.
O que é que tu percebeste?
Uma coisa boa.
Ok. Fico sempre contente quando são coisas boas.
Nós somos especialistas, atenção, especialistas, esta é a palavra, em conquistar avós.
Pois somos.
A avó é mal disposta para toda a gente, não vai ser para nós. A avó é bruta com toda a gente, não vai ser para nós, porque nós sabemos conquistar a avó.
Nós conquistamos bem avós, mas sabes que isso é uma extensão de outro superpoder que eu tenho.
Claro que tu tens.
Posso? Que é, no meu historial de namoros, quando eu conhecia mães, as mães adoravam. Rita, não houve mãe de namorada que não me tivesse adorado. Eu sou o conquista mães
Está bem, mas podemos voltar às avós. É que eu acho que é diferente.
É completamente diferente, mas é uma extensão do meu superpoder.
Porque eu acho que para as mães é fácil.
Olha, começa.
Para as mães é fácil se fores um homem. Se fores um rapaz que trata tão bem a filhinha.
Não, erro. Tu tens de tratar bem a mãe, depois tratas mal a filha. Tu estás a falar sério. Eu depois dou um workshop de como conquistar a mãe da nossa namorada.
Certo, pronto. Mas com as avós, há ali uma linha que é periclitante. Ou seja, há ali uma linha que é: tu tens de ter conversa para aquela avó, mas não podes mostrar àquela avó que queres ter conversa com ela.
Não. E não pode ser demasiado tipo: "A avózinha, está tão bom o doce que a avó trouxe". Não pode ser pandering. As avós percebem. As avós são gatos.
Ya.
Tu não podes querer demasiado a atenção da avó.
Exatamente.
Tu tens de deixar que a avó venha até ti.
Tens de mandar um elogio para o ar.
E sem perceberes de quem é.
Exato.
Do género: "Esta altria está ótima, isto é de quem?"
Que incrível altria.
"É da avó, ok. Parabéns, está muito boa."
Parabéns, está muito boa.
Não é do género: "Avó, a sua altria..." Porque elas percebem. As avós percebem quando estão a ser-
Depois, quando as avós começam a contar histórias da sua infância, da sua juventude.
Que normalmente são histórias de superação e horríveis.
Claro. Ou quando as avós começam a explicar como é que se faz uma receita.
Ouvir até o fim.
Ouvir sempre até o fim.
Exatamente.
E ir fazendo um comentário pontual ou uma pergunta pontual. Não podes estar só a ouvir. Claro, não podes estar só a ouvir.
Este teu talento também te vem de seres sempre a aluna querida do professor, estou a sentir.
Não, porque a aluna querida do professor é a aluna que põe a mão no ar. E este talento não é daí.
Não, mas é uma mistura de mostrar interesse no que a pessoa está a dizer com a quantidade certa de perguntas.
Este talento para mim é como é que eu quereria ser tratada.
Ah.
Porque eu sou uma avó.
Tu és uma avó, ya. Tu identificas-te.
Eu identifico-me.
Ya.
Portanto, queria só dizer que nós somos especialistas em conquistar avós.
Ok.
Gostei muito de confirmar essa nossa suspeita e, portanto, se precisarem de ajuda para conquistar avós dos vossos namorados, vossas namoradas, maridos, mulheres, amigos, contactem-nos.
Eu sempre fui melhor a conquistar as mulheres da família das pessoas com quem me dou, fosse namoradas ou cunhadas, etc. Porque eu, homens, é onde eu tenho um corte. Porque eles começam a querer beber. Pais de namoradas era assim, falar de futebol. E eu: "Desculpem lá, não acompanho".
Por isso é que eu acho que tu te dás bem com o meu pai, porque o meu pai também é assim.
Sendo que eu fui ao futebol com o teu pai.
Sim.
Ou seja, também não é por aí.
Ou seja, mas esse não é o ponto da conversa.
Não, de todo, porque o teu pai não é tipo o Copas e: "Então e agora o Benfica, estamos em terceiro, 10 pontos do primeiro". Não tenho. Eu estou a par, eu sei isto que acabei de dizer, mas eu não estou por dentro. Agora, mães e avós, ó minha amiga.
Estão lá.
Convidem que eu vou.
Portanto, se quiserem, nós vamos às vossas festas de família convosco.
Nós montamos decoração.
Não, não montamos para as pessoas.
Pensei que estavas a oferecer um serviço nosso.
Não, estou a dizer que vamos em modo coach de boxe, estás a ver?
Ah, ensinar?
Sim, estamos lá.
Estamos no canto da sala com uma toalha, um balde para cuspir.
Vá, força. Vai.
Segundo round. Tu conquistas a avó, vai lá. Mas excelente. Foi muito giro, foi uma boa festa. E foi uma boa entrada no ano.
Foi uma boa entrada. Foi uma entrada calma, acima de tudo.
Ya.
Queríamos então ir a e-mails?
Sim, só agradecer-te, porque acho que é interessante também. Agradecer-te teres me convidado para ir ao LivrAte falar contigo dos melhores e dos piores livros do ano.
Pois é, já nem me lembrava, é verdade.
Queria te agradecer, porque foi um convite que eu gostei. Eu não estava à espera de ser convidado para uma coisa de livros, porque não é muito.
Meu Deus, estás a ver? Estás a fazer comigo o que queres fazer com as avós e com as mães, mas não está a resultar.
Não, estou a agradecer. Não imaginaria que eu seria a pessoa que tu quererias para fechar o ano em livros.
Acho muito giro, sobretudo porque o episódio já saiu, tem duas horas, é um bocadinho longo, mas a comunidade LivrAte adorou que tivesse duas horas.
Pois, eu é que já ganhei o papel de vilão aqui deste podcast de dizer que eu acho que nós temos que apontar à meia hora e se formos até aos 40 é esticar.
Mas é impossível falar dos melhores e dos piores livros que lemos em 2026 em meia hora. Para dar bom conteúdo, para falares bem dos livros, é impossível em meia hora.
Eu acho que dava, mas tudo bem.
É impossível em meia hora. E achei que era giro falar do que é que de bom se leu, ou mau também, nesta casa.
Ya. Alguns nós lemos igual, outros lemos diferentes.
Se quiserem, podem ouvir.
Está lá. Mas queria te agradecer. Acho que fica bem também uma pessoa ser convidada para as coisas agradecer.
Não tens nada que agradecer.
Tu queres ir a e-mails?
Vamos a e-mails. Queria recuperar a nossa dúvida do e-mail da semana passada. Já não me lembro do nome do rapaz, mas vou aqui ver.
Benavente.
Não, da Alyssa Stederet.
Pois é, temos de responder a isso.
É verdade, porque ele mandou um e-mail a dizer que a amiga e o suposto namorado, o cara com quem a amiga andava, nunca mais se viam.
Para quem não ouviu, fazem um resumo, só para as pessoas perceberem.
Esse rapaz é amigo de uma rapariga, mandou um e-mail a dizer: "A minha amiga está com um cara há não sei quanto tempo, nunca mais atam nem desatam, já fazem vida normal, mas não pedem nenhum..." Estão a ouvir este elefante? Espero que eu só. Guilherme, se queres que eu continue, não podes assoar-te quando eu estou a falar, nesse tom, que é mesmo um tom de: "Vou te chatear". É mesmo um tom de ganhei no Scrabble. Pá, que para mim... Pronto. Ele então mandou este e-mail. A amiga já estava com o rapaz há muito tempo, mas não atavam nem desatavam no sentido de oficializar a relação. Surgiu a dúvida. O Gui achava que eles nunca se tinham envolvido.
Eu deduzi pelo e-mail, pois obviamente recebemos um follow-up de esclarecimento.
Eu achava que têm toda uma vida de namorados, só não Há um pedido oficial, porque eles dizem que não são namorados.
E confirma-se a tua teoria.
Confirma-se a minha teoria.
Isto é scrabble, tu ganhaste.
Não, isto é a interpretação de texto, portanto, claro que eu ganhei.
Não é escrita de palavras. E então diz assim: "Boa tarde, Rita e Guilherme, depois de ter ouvido o episódio desta semana, percebi que não expliquei bem a situação da minha amiga. Ela e o rapaz em questão agem e fazem tudo como um casal, já se tendo por isso envolvido". Já houve mamance da boca. "A questão é que a minha amiga é muito teimosa, inclusivamente já me disse que quer ter a conversa com ele, mas não quer ser ela a ter a iniciativa de oficializar a coisa. Por favor, ajudem-me com esta situação". É exatamente o que eu disse na semana passada, que é um stalemate. Eles estão parados no tempo porque ela quer tomar a iniciativa, mas não quer ser ela a começar. E ele se calhar nem sequer tem essa vontade, mas eles não conversam. Portanto, eles estão os dois, há um ano e tal, se eu me lembro do e-mail.
Mas eles namoram, só não têm uma etiqueta.
Mas por que estás a pôr etiquetas nas coisas? Se calhar para ele eles não namoram. Se calhar ele tem outras relações ao mesmo tempo.
Não me parece.
Não sei.
Precisamos de mais notícias sobre eles todas as semanas.
Eles têm que falar um com o outro.
Claro, mas eu percebo a preocupação deste amigo. Mas é o que é. Tu já falaste com a tua amiga, já lhe disseste que é para ela ter iniciativa, ela não tem.
Ya, ela não quer ter iniciativa.
É a vida. Deixa estar.
Essa é a nossa resposta.
Pelo menos é a minha, é a vida, deixa estar. Namora, não namora. Pronto, e quê?
O problema é este: já estamos no final de 2025, quase um ano e meio depois, e eles ainda não namoram. "Já tentei ter esta conversa com a minha amiga várias vezes, no entanto, nenhum dos dois toma a iniciativa". Pois, é isto.
Para iniciativa já nos basta a Liberal. Segue.
"É que ele já é convidado para planos do grupo. Nós gostamos dele e damo-nos superbem".
Se dão bem, se ele é convidado, se tudo corre bem.
Sabes o que eu acho? Eu acho que coletivamente este grupo de amigos tem que começar a tratá-lo por namorado da.
Ya, ou isso.
E se eles tiverem resistência? Eles perguntam assim: "Então eu sou o quê?"
Mas à frente dos dois?
Não, claro.
Que é para os confrontar.
Eu estou a dizer à frente deles, que é para os confrontar. Tipo: "Olha o namorado da não sei o quê". Chega aqui. "Ai, eu não sou namorado, não sei o quê". Não, és o quê? Desculpa. "É que nós ainda não estamos juntos". Não, és o namorado. Olha, ó namorado, vai lá ali. Oficializem vocês.
Nem lhes chamam o nome, chamam só namorado. Namorado da.
Como eles não oficializam, vocês oficializam por eles.
Mas volto a perguntar, por que estas pessoas têm de oficializar uma coisa?
Para facilitar a comunicação.
Não. Ele não tem um nome?
Não.
Pronto.
Não tem nome.
Não tem nome, ok.
Em terapiadecasalpodcast@gmail.com, que é onde vocês podem enviar todas estas questões, dúvidas e problemas da vossa relação que nós falamos e ajudamos aqui, as pessoas não têm nome.
Pronto. "Olá, Rita e patudos".
Espera, eu nem estou aí. Não estou mesmo.
Não.
"Olá, Rita e patudos". Ya, eu não estou neste e-mail. Está bem, então respondes tu à tua amiguinha.
Este e-mail chama-se "To contact or not to contact".
Amiguinho, para o caso de eles não saberem.
É amiguinho.
Amiguinho.
Nós chamámos a este rapaz Benedict, que é um dos protagonistas do "Much Ado About Nothing".
Nós chamámos? Eu não tenho nada a ver com este e-mail. Tu chamaste.
"Olá, Rita e patudos. Peço desde já desculpa pela extensão deste e-mail. Há três anos acabei a minha última relação". Ele está mesmo a abrir cartas, vocês não têm noção.
Eu tenho aqui cartas da Ascendi, das portagens. Eu vou abrir as cartas. Se é Rita e patudos, é para ti.
Mas tu és um patudo.
Vá, continua.
"Peço desde já desculpa pela extensão deste e-mail. Há três anos acabei a minha última relação por vontade da minha ex-namorada, que não imaginava um futuro comigo. Desde então, tenho tido relações casuais, mas nunca nada sério. Acho que lá no fundo, sempre tive esperança de que um dia poderíamos voltar a estar juntos. No fim de semana, encontrei-a num festival completamente por acaso, com o que assumi que fosse o novo namorado".
Ok.
"Cumprimentei-a, falámos".
Mas atenção, não sabe.
Não sabe, assumiu. "Cumprimentei-a, falámos durante um, dois minutos, despedimo-nos amigavelmente e não a vi mais durante o dia".
Ok.
"Na manhã seguinte, acordei com mensagens dela enviadas às 3:00".
Ui.
"Que davam a entender que a nossa interação tinha voltado a despertar alguns sentimentos".
Ui.
"Tentei continuar a conversa, mas o facto de ela me dar ghost levou-me a crer que ela se tinha arrependido de enviar as mensagens. Quem nunca cometeu um erro depois de uns copos, que atire a primeira pedra".
Verdade.
"Cheguei à conclusão que o melhor era cortar a conversa e despedir-me de vez para evitar interferir na relação atual dela. Ficou explícito que não a ia contactar mais".
Ok.
"Achei que estava a fazer o melhor para todos, mas agora sinto-me arrependido por não ter dito exatamente o que sentia. Será que li mal a situação e que drunk actions igual a sober thoughts? Devo aceitar a minha escolha e seguir com a vida ou quebrar a promessa que fiz e ser 100% aberto com ela na esperança de que isso nos possa juntar de novo? Agradeço desde já a vossa ajuda e desejo-vos muito sucesso nesta tour que se avizinha". Isto foi enviado antes da tour. "Abrachos".
Pois. Eu depreendi que isto era um e-mail ligeiramente mais antigo.
Por causa de festivais.
Cruzámo-nos no festival, não foi no interland.
Podia ser.
Podia ter sido.
No festival da castanha.
Como eu não tenho nada a ver com este e-mail, eu vou deixar que tu comeces a responder.
Eu acho que uma coisa muito interessante é que é muito comum. O que foi?
Eles são os dois arrependidos. Ela mandou a mensagem às 3:00 e depois deu ghost porque se arrependeu de ter mandado. E ele disse: "Não me contactes mais, vamos deixar de falar, porque eu não quero interferir na tua relação". E depois arrependeu-se. Eles estão os dois arrependidos.
Eles estão os dois arrependidos.
Isto é uma bonita história de amor que pode estar aqui.
Sim, mas não te esqueças que há uma terceira pessoa envolvida no meio disto tudo.
Será que há? Ele não tem a certeza. Ele acha que era um namorado. Ele não tem a certeza de nada.
Ele pode perguntar, de facto.
Mas agora ele já disse que não queria contactar mais.
Ok, ele já disse que não queria contactar mais, mas eu acho que não há mal nenhum A esclarecer. Dizer: "Olha, eu sei que tinha dito que não te ia contactar mais, que não queria interferir com a tua vida, mas eu preciso de saber. A pessoa com quem tu estás é namorado? Eu voltei a pensar em ti, eu preciso de me resolver. Como é que é?".
Tenho uma ideia melhor.
Claro, vais fazer merda, não é?
Não. É fazer exatamente a mesma coisa que tu acabaste de dizer, mas também às 3:00 a.m., que justifica mandar mensagem.
Eu acho que esse é que é o problema destas duas pessoas.
É o alcoolismo.
Não. Também. É o "mandei, mas arrependi-me, dada a hora, se calhar, pode estar implícito que..." Não. Isto tem de ser 9:30 h da manhã. Sentas-te.
Não, mas 9:30 h da manhã também pode parecer que vieste no after.
Não, 9:30 h da manhã de uma segunda-feira.
Ya.
Resolve problemas.
Cheguei ao trabalho.
Bom dia. Agora que estou sentada à secretária do meu trabalho.
Per my e-mail.
Per my last e-mail. Bom dia. Olha, é isto. E mensagem ou e-mail por pontos.
Ok.
Vi-te no dia X, pensei isto, não sei o quê. É isto, nós temos que passar a ser mais diretos.
Não sei se a pessoa com quem tu estavas era uma relação ou não, mas se não for, eu gostaria de me aproximar de ti. Tive saudades quando te vi, gostei de te ver.
Já tinha pensado em ti.
Já tinha pensado nisso, senti com a tua mensagem às 3:00 a.m. que também era isso que tu poderias querer.
Exatamente.
Eu só tenho vontade. Responde-me.
Eu preciso que me digas. Tens vontade? Sim ou não? Não tens? Ok, obrigada, boa tarde. Vou seguir a minha vida finalmente.
Ya, mas fiquei a pensar, etc. Não sei o que mais. Eu acho que tem que ser isso.
Tem de ser assim.
Ou então apanhar uma grande bebedeira e mandar uma mensagem às 3:00 a.m
Não, não incentives a bebedeira.
Eu incentivo. Ainda por cima eu não bebo em janeiro. Eu estou sequinho. Fomos a um aniversário, eu estive a beber aguinha o jantar todo. Parecia um alcoólico em recuperação. Isto não se faz. Deixa as pessoas beberem.
Não, Guilherme. As pessoas podem beber, mas depois não mandem mensagens. É que isso é a pior coisa.
Eu percebo.
Essa mensagem noturna.
É porque tu estás a mandar uma mensagem que até queres mandar, mas usas o álcool para te desculpar.
Claro. Pior do que isso-
Assuma as tuas ações
...exato, pior do que isso é a mensagem que foi mandada às 3:00 a.m., que tu não viste e foi apagada.
Ah.
Isso ainda é pior.
Não. Eu sou contra isto do apagar.
Isso ainda é pior.
Ya.
Portanto, até podíamos estar a lidar aqui com o caso pior. Eu acho que as pessoas têm de ser diretas. É o quê? É o que tu querias? Quando mandaste mensagem, querias o quê?
Ya, conta-me lá. É o quê?
Sabes ao menos o que querias? É que se não sabes, eu também não sei.
Eu não vou saber por ti.
Exatamente, para resolver os dois.
Ya.
Eu acho que tem de ser assim.
Conversem.
Que é para o nosso Benedict também avançar na vida.
E até porque o Benedict parece uma pessoa respeitadora, porque ele disse: "Se aquilo é um namorado, eu afastei porque eu não quero estar a intrometer-me numa relação". Sendo que quem está a querer que ele se intrometa, claramente era ela com aquela mensagem às 3:00 a.m., se o sentido era, de facto, esse de se reaproximar.
Sim, que depois também há um bocado essa, que é: ela talvez queira que ele se intrometa.
Para justificar a vontade dela.
Exatamente. E para não ir numa de ser ela a falar diretamente com a pessoa com quem pode estar, dizer: "Olha, eu ainda estou presa na minha relação atual". Porque se o outro aparecer no cavalinho branco e a salvar, intrometendo-se na relação.
Getaway car, não é?
A culpa não é dela.
Pois.
Muito bem.
Eu a acabar isto com uma referência à Taylor Swift?
We were driving in the getaway car. There were sirens in the beat of your heart.
Rita, não comes a cantar, senão ainda causas aqui um embaraço.
Olha, Guilherme.
terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem mandar todas estas questões, estes problemas, todas as dúvidas que vocês têm. Começámos um ano novo e de certeza que há coisas que vocês querem resolver ou resoluções que vocês precisam de ajuda, que vocês precisam de resolver coisas na vossa vida. terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem mandar estas coisas. E vocês agora vão fazer o seguinte: vão ouvir o "Livra-te", em que eu fui o convidado, em que fiz os melhores e os piores livros deste ano com a minha mulher.
Do ano passado.
Do ano passado, 2025. Vão comprar bilhetes para ver o "Amigável", que é o meu espetáculo de stand-up comedy deste ano, e depois vão beber outro café, que vocês estão a precisar.
Ou então não, se a vossa resolução for deixar de beber café.
Ya, então não bebam outro café.
Façam o que quiserem.
Ya, vocês estão por vocês. Adeus. Até para a semana.