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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. Começa agora mais um Termómetro da Rádio Observador, hoje com o jornalista da editoria de lifestyle. Olá, Mauro Gonçalves, bom dia.

Olá, muito bom dia.

E trazes frescas e boas?

Trago frescas e boas. Começamos mesmo por frescas. Elas muito frescas. O tema continua a dominar a atualidade. O Príncipe Philip, marido de Isabel II, morreu na passada sexta-feira, aos 99 anos. O funeral, que fugirá bastante ao aparato habitual, realiza-se no próximo sábado. Entretanto, o fim de semana ficou marcado pelas reações emotivas dos filhos.

Pois vai, e quando falas em emotivas, pensa-se imediatamente no Príncipe André, que fala do impacto que a morte está a ter na mãe, na Rainha.

Sim, segundo André, Isabel II está perdida nos seus pensamentos, isto parafraseando, e sente um grande vazio na sua vida, também aqui citando o príncipe. Recordo que a monarca conheceu aquele que viria a ser o seu marido quando tinha apenas 13 anos, ou seja, há mais de oito décadas. O casal completaria 73 anos de casamento em novembro deste ano. É uma vida.

É mesmo. Mas Mauro, há declarações também dos outros filhos.

É verdade. O Príncipe Eduardo focou precisamente esta relação entre os pais também, dizendo que eles sempre se apoiaram um ao outro, destacando ainda a capacidade que tinham de rir das coisas. Carlos, o herdeiro do trono, discursou publicamente e num tom ligeiramente mais oficial, e salientou a falta que o clã já sente do príncipe nesta perda tão recente, bem como o seu devoto serviço à Coroa, à família e à nação.

Claro, e depois há também a Princesa Ana, que é conhecida por ter uma relação bastante cúmplice com o pai. E aqui há algumas horas de visão da The Crown também, não é?

Exatamente. Acho que tanto na série como fora dela, acho que era, de certa forma, a menina do papá. No caso de Ana, as declarações surgiram através de uma entrevista previamente gravada para ser exibida após a morte do Duque. A Princesa afirmou: "Sem ele, a vida seria completamente diferente", destacando também a forma como Philip acompanhou, e incitou mesmo, o avanço tecnológico dentro da própria monarquia britânica.

E depois deste frio, que não podia ser mais frio, vamos ao morno, Mauro.

Sim, é o morno com temperaturas ainda assim bastante negativas, tenho a dizer. Falamos de novas revelações sobre a conturbada vida de Maria Callas, fruto de uma investigação feita pela escritora Lindsey Spence, que teve acesso à correspondência da cantora, nunca antes tornada pública até aqui.

É, e já andam por aí algumas notícias que revelam que terá havido indícios de violência e também de aproveitamento por parte da família.

É, sim, a parte mais chocante é mesmo a questão da violência sexual de que terá sido vítima por parte de Aristóteles Onassis. Callas terá sido, segundo é agora alegado por esta autora, drogada e abusada sexualmente por este durante a união, que durou grande parte da década de 60. Sobre o contexto familiar, a autora partilha um episódio perturbador em que a mãe de Callas terá tentado vendê-la a soldados nazistas em troca também de serviços sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, esta mesma mãe terá tentado tirar, obviamente, partido da lucrativa carreira de cantora lírica de Callas.

Isto é só um avanço de uma nova biografia, não é?

Sim, o livro chama-se "Cast a Diva: The Hidden Life of Maria Callas" e tem lançamento marcado para o dia 1 de junho.

Vamos a assuntos mais leves? Isto está pesado, o ambiente está pesado.

Está. Bem, chegamos por fim a um tema mais leve, mais animador. Passamos de relance pelos prêmios BAFTA, uma cerimônia que aconteceu ontem à noite entre Londres e Los Angeles. O grande vencedor foi Nomadland, que arrecadou as estatuetas de melhor filme, melhor realizador, melhor fotografia e ainda de melhor atriz para Frances McDormand. Isto tudo a duas semanas dos Oscars, por isso vai lançado.

Bom presságio. Está ali no caminho correto. Mas Mauro, aposto que também estiveste a olhar para a passadeira vermelha.

Claro que sim, não consigo evitar. O desfile de vaidades continua a ser feito à distância, como sabemos, o que não tem impedido que algumas estrelas se destaquem pela positiva. A britânica Vanessa Kirby tem se apresentado de forma absolutamente irrepreensível nesta temporada de prêmios. Ontem não foi exceção. Vestida com uma criação de alta-costura Versace, Cynthia Erivo, Priyanka Chopra e Renée Zellweger também se destacaram pela elegância.

Vou ver as imagens. Não vi nada, confesso.

Temos tudo no site.

O jornalista do lifestyle Mauro Gonçalves nesta viagem ao mundo dos famosos, com mais um Termómetro das manhãs 360, acontece sempre depois das 10h30. Até amanhã, Mauro.

Até amanhã.