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André Maia, muito boa tarde e bom ano. Acho que já se pode começar a dizer insistentemente esta frase: bom ano.

Dá para dizer até meio de janeiro, normalmente.

Mais ou menos. Acho que ainda se tolera. Até aos Reis, não? Talvez. O Tiebreak de hoje é um especial resumo do ano, por assim dizer. E para já, tens um tema para olharmos: o Sporting campeão.

Sim, acaba por ser um pouco inquestionável, tendo em conta que passou muito tempo desde a última vez que o Sporting tinha sido campeão. Foi uma espera de 19 anos até que o clube de Alvalade se sagrasse novamente campeão nacional. Foi aquilo que marcou, e essa corrida do Sporting, essa maratona para ver se Rúben Amorim aguentava ou não no primeiro lugar, foi aquilo que mais marcou a época desportiva e culminou com esse momento do Sporting a ser campeão, que foi marcado também por nós na Rádio Observador.

Olha o Sporting dentro da grande área, Nuno Santos, cruzamento, golo!

Ouvimos aqui o relato do gol de Paulinho.

Está aberto o marcador em Alvalade.

Na altura, relatado pelo nosso jornalista João Filipe Cruz, e numa altura em que também os estádios ainda estavam sem adeptos, e daí não ouvirmos também este ecoar que, felizmente, ultimamente já temos ouvido nos nossos relatos. Mas foi o João Filipe Cruz e também o Miguel Videra, que tem estado aqui conosco, que fizeram o relato deste jogo e foi depois aquilo que vimos, as ruas completamente cheias, principalmente em Lisboa, mas um pouco por todo o país. Depois também com essa polêmica em relação aos festejos, mas foi aquilo que marcou o ano principal. Mas houve outros temas, desde a detenção, por exemplo, de Luís Filipe Vieira, quando ainda era presidente do Benfica, desde até à questão da organização ou não dos Jogos Olímpicos, à própria realização dos mesmos, até à eliminação de Portugal, por exemplo, do Europeu. Mas aqui ouvimos esse que para mim é o grande momento do ano, a consagração do Sporting como campeão nacional.

Muitos anos depois, 19, não é? 19 anos depois, o Sporting campeão é um dos momentos que marca seguramente o desporto em 2021. E agora avançamos para o momento do ano. Há aqui um, obviamente, em destaque e fizeste bem em destacar o nome Mia Schetta, primeiro português a estrear-se na NBA.

Sim, foi no dia 17 de dezembro de 2021, portanto, não entrou por pouco neste nosso Tiebreak. Foi no dia 17, já na madrugada, dia 18 em Portugal, já era dia 18 no nosso país, e o Golden 1 Center, em Sacramento, viu então essa estreia de Mia Schetta. O primeiro português da história na NBA entrou no jogo entre os Sacramento Kings e os Memphis Grizzlies, numa partida em que os Sacramento até foram derrotados, mas fica para a história com o Schetta aos 22 anos. Ele já tinha sido escolhido para o draft seis meses antes. Ficou na posição número 39, esteve ali seis meses de espera. E ouvimos aqui também esse momento da estreia do português.

Acima de tudo, estar preparado para fazer o...

Não era este o som.

Não era este o som, mas temos outro momento para compensar, que é o teu, Nelson.

O meu momento do ano é a última curva da última corrida de Fórmula 1 que dá o campeonato a Max Verstappen e que deixa Lewis Hamilton ali a morrer na curva, não na praia, mas é um momento interessante. Tens também aqui um-

E aí temos o som certo, acho eu.

Vamos ver.

Tem de tentar lutar, tem de tentar estar dentro da pista. Com Lewis Hamilton rápido a tentar responder a Max Verstappen. Verstappen vai tentar manter aquela linha de trajetória pelo interior da curva número 11, com Lewis Hamilton a não conseguir. E Verstappen pode ter segurado o mundial de pilotos, o seu primeiro mundial de pilotos. Consegue segurar, porque Lewis Hamilton tem de voltar ao box.

Eu imagino a bolsa de oxigênio que o Óscar deve ter precisado para fazer este relato.

Mas a verdade é que eu acho que isto também não é um momento só deste ano, é um momento da história da Fórmula 1. Acho que não há memória, pelo menos para nós, que não vivemos há tantos anos. Sim, depois de um ano também tão atribulado. Com os dois pilotos a chegarem empatados.

Acho que há uma questão muito interessante em relação à Fórmula 1 desde há dois anos para cá também, e eu sei que isto pode ser um bocado polêmico, mas há uma Fórmula 1 antes da Netflix e depois da Netflix. A chegada do Driving to Survive. E tu percebes que esta última corrida parece um argumento escrito já para a próxima série. E estamos todos à espera que surja o Driving to Survive.

A Netflix deve estar a esfregar as mãos, de certeza.

Claro, de lançamento da próxima temporada, porque este momento será, não sei, guionistas talentosos não teriam escrito esta trama da maneira que ela aconteceu.

Completamente. Avançamos para o número.

Avançamos para o número e tens um aqui que também me interessa. São quatro as medalhas olímpicas, é a melhor prestação de sempre de Portugal nuns Jogos Olímpicos.

Sim, é inegável. É outro dos casos que podia estar não só no momento, como podia estar no tema do ano, como podia estar, neste caso, no número. Preferimos pôr no número que são quatro medalhas para Portugal, quatro medalhas olímpicas. A melhor prestação não se faz só, atenção, pelas medalhas olímpicas, se bem que sim, obviamente que essas quatro medalhas são o principal.

Os diplomas também.

Exatamente. E neste caso, para além das quatro medalhas olímpicas, ganhamos 15 diplomas olímpicos, que para quem não sabe, é a distinção que é entregue aos primeiros oito classificados de cada evento. Ora, Portugal ganha uma medalha de ouro com Pedro Pichardo, depois de muitas críticas, também de muitas polêmicas, consegue finalmente chegar ao topo com a camisola portuguesa. Tivemos esse ouro para Pedro Pichardo, tal como Nelson Évora tinha conseguido em 2008. Tivemos depois a prata para Patrícia Mamona no triplo salto também, portanto, o triplo salto este ano foi realmente o ano de sonho para a modalidade. Tivemos o Jorge Fonseca com bronze e a quase ter um bocadinho mais, e tivemos depois o Fernando Pimenta também com o bronze No K1 de 1000 metros, nesse recorde olímpico, também conseguiu uma semifinal e estabelecer esse novo recorde olímpico. Portanto, um ano de sonho para Portugal em termos de Jogos Olímpicos. Também acompanhamos aqui na Rádio Observador e não vamos esquecer, mas há aqui outros números. Eu, por exemplo, apontei aqui. Podíamos estar também a falar e podemos destacar muito rapidamente também o fato de termos o Stephen Curry a conseguir bater o recorde do número de triplos da história da NBA, já que falamos há pouco do Mia Skata. Não só bateu o recorde, como ainda o aumentou e já ultrapassou a marca dos 3000 triplos, que é uma coisa absurda. Conseguiu 3000 triplos agora na última derrota dos Golden State Warriors frente aos Denver Nuggets. São vários números do ano. E já agora, também deixar aqui muito rapidamente, porque há pouco a minha primeira ideia para fazer este tie break era, como habitual, termos também a memória do ano, se bem que a memória do ano era um pouco estranho, tendo em conta que é algo que aconteceu há pouco tempo, mas decidi também dar aqui uma referência. A memória do ano, podemos falar também de algumas estrelas do desporto que nos deixaram e aqui acho que merecem também esse destaque. Não só o Neno, que é muito acarinhado por muitos portugueses, mas principalmente pelos vitorianos, pelas gentes de Guimarães, e que também se despediu assim um pouco de surpresa. Também o Alfredo Quintanilla, guarda-redes do Futebol Clube do Porto. Também um pouco surpresa.

Sim, é um assunto que marca o ano, claramente.

Completamente. E ali na altura, no início do ano, também tivemos o jogador do Alverca, que infelizmente também, durante um jogo, ainda por cima, o Alex Apolinário também não sobreviveu a um ataque cardíaco durante uma partida e portanto foi um início também ali algo atribulado, mas são também jogadores atletas que vão ficar na memória não só deste 2021, mas na memória de todos os adeptos, o Neno de Vitória, o Alfredo Quintanilla no Futebol Clube do Porto e também obviamente o Alex Apolinário e outros. Também o Tengarrinha, o perdemos durante agora já mais no final do ano e portanto também fica essa menção para esses atletas que muito nos fizeram saltar da cadeira e do banco e do sofá e que se despediram de nós também neste 2021. Esperemos não perder muitas grandes estrelas. Em 2020, no final, também tivemos Maradona. Esperamos que 2022, nisso, seja um bocadinho mais leve.

Muito bem, está feito este tie break especial do ano. É também a última edição de 2021. Obrigado, André Maia.

Obrigado. Até já. Bom ano.

Rádio Observador