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Está no ar o "Três Toques" hoje. O Bruno está diferente, está com caracóis. Está, não está? E com bigode.
Com bigodes.
É o jornalista Carlos Pedro Alencar também.
Olá, tudo bem?
Então que histórias tens para nós?
Eu hoje venho falar primeiro de pessoas com azar. Frank Illet, lembram-se do nome? É o nome do adepto do Manchester United que ficou conhecido por fazer aquela aposta.
Isto de estar com caracóis, ele está com uma gadelha. Eu o nome não conheço, mas a gadelha.
E continua, já não sei se foi uma aposta ou um pacto com o Diabo, já não sei bem.
Eu acho que é ele que está a dar azar.
Eu acho que sim. É que a este ponto já toda a gente percebeu que sim, mesmo dentro do clube. O United é sempre uma caixinha de surpresas, nunca sabes muito bem com o que é que vais contar, mas a verdade é que desde a saída de Rui Namorinho, a equipa ainda não perdeu. E entre 17 de janeiro e 7 de fevereiro ganharam quatro jogos. Faltava um para os tais cinco jogos. Foi ontem contra o West Ham do português Nuno Espírito Santo e o jogo, para infelicidade deste adepto e também dos restantes do Manchester United, terminou empatado a um golo.
Estava a acabar uma série de cinco, não é? Vai ter que recomeçar agora.
Vai ter de recomeçar agora.
O cabeleireiro que lhe cortar o cabelo vai ficar muito famoso. Se é que ele não corta em casa, pode cortar.
Há também a outra dúvida: quem é que vai cortar o cabelo a este jovem? A verdade é que Frank Illet assistiu à partida numa sala com um grupo de amigos, até deixando no ar a possibilidade de ser um dos amigos a cortar o cabelo. Ele estava mesmo confiante que ia ser ontem. Os amigos vestiram-se a rigor, não só com camisolas do Manchester United, mas também com direito a perucas, em solidariedade com o amigo, e transmitiram o jogo em direto para todo o mundo através de uma plataforma de streaming.
Carlos, ele fez um vídeo há dias, não é? A falar sobre este jogo de ontem, a dizer: "É desta!" E depois a esfregar as mãos, "Será que é desta?"
Estava mesmo muito confiante. Eu acho que toda a gente estava confiante, até porque o West Ham está nos últimos lugares da tabela. Multiplicam-se, entretanto, os clipes dessa livestream, sobretudo no momento em que o United leva o gol, com Illet a ficar desiludido. Eles depois marcaram já perto do final, marcaram também um gol antes que foi anulado e foi-se sentindo ao longo de toda aquela live. Eu não vi a live, mas fui recuando para ver os momentos mais importantes e foi-se sentindo sempre um sentimento de frustração por parte deste jovem. Portanto, hoje temos um novo vídeo na conta da United Strand, nas redes sociais, a dar conta do dia 494 sem cortar o cabelo.
Ele vai ter de ir ao supermercado. Não dá para mais nada. Vai ser a Rapunzel.
Exato, um ano e três meses.
Eu acho que podemos adotar esse nome.
Impressionante, um ano e três meses sem cortar o cabelo.
Um ano e três meses. Olha tu, Paulo.
Impressionante.
Ficavas com o cabelo até à cintura.
Eu basicamente já não corto o cabelo há este.
E vai mesmo chegar aos 500 dias, vai ter de esperar pelo menos mais um mês. Isto porque o United só joga no dia 23 contra o Everton e se daí em diante contarmos cinco jogos.
Se tudo correr bem.
Se tudo correr bem, o quinto acontece apenas a 20 de março.
Lá para a Páscoa.
E muito complicado, porque esta sequência que se avizinha é realmente difícil. Everton, Crystal Palace, Newcastle, Aston Villa e Bournemouth. E atenção que até o final do campeonato, e o United só joga campeonato, não tem outras competições, só faltam 12 jogos.
O que é que vai acontecer quando chegar o campeonato ao fim? Vai esperar pela próxima época.
Se não conseguirem, vai ter de esperar pela próxima época e vai ter um verão muito complicado pela frente, porque com aquele cabelo.
Ele só não deve estar muito arrependido, porque deve estar a ganhar também algum dinheiro com isto, não é?
Sim, mas enfim, o verão avizinha-se complicado. Agora, não vamos falar de verão, vamos falar exatamente do oposto, do inverno, falar de jogos de inverno, Jogos Olímpicos de Inverno, que vai decorrendo nas cidades italianas de Milão e Cortina d'Ampezzo, até dia 22 deste mês, e com duas histórias bastante diferentes. A primeira, de um atleta que foi proibido pelo Comitê Olímpico Internacional de utilizar um capacete revestido de fotografias de atletas que foram mortos durante o conflito com a Rússia. Um atleta ucraniano foi impedido de utilizar este capacete. A organização considera que o equipamento viola o artigo 50 da Carta Olímpica, que limita manifestações políticas durante a competição. E a sugestão passou por usar uma braçadeira preta, como acontece regularmente nos jogos de futebol. Vladislav Herashkovych, o nome deste atleta de skeleton, já disse que vai utilizar o capacete na prova, que está marcada para amanhã de manhã. Vai, portanto, contornar aqui a proibição do Comitê Olímpico Internacional.
Vai contornar, quer dizer, vai contrariar.
Contrariar, exatamente. Disse que o utilizou nos treinos e por isso vai utilizar o capacete quando for a valer.
Vai desafiar então a decisão.
Precisamente.
Vai chutar a bola para o outro lado.
Pois, e ele também alega a existência de várias manifestações políticas por parte de atletas dos Estados Unidos, por exemplo, uma bandeira russa num dos capacetes e sempre sem sanções. Portanto, é óbvio que se sujeita a uma desqualificação, mas a acontecer, acho que ficará o Comitê Olímpico aqui com uma imagem muito ruim.
Claro, marca um ponto e uma posição.
Aliás, o presidente ucraniano Zelensky também já se manifestou, acusou o Comitê Olímpico Internacional de trair os atletas que nunca mais poderão competir nestas provas, que acabaram mortos. Ainda nos Jogos Olímpicos de Inverno, a história de um medalhado que saiu a chorar, mas por outros motivos que não a conquista da sua primeira medalha, um bronze. Não se lesionou, teve uma prova quase impecável, ficou no terceiro lugar, mas falhou no amor. Não é que o norueguês Sturla Holm Laegreid em declarações-
Laegreid, o grande.
Em declarações à televisão pública norueguesa em direto, aproveitou para desabafar e disse isto: "É grandioso, é a minha primeira medalha olímpica e quero agradecer a todos os que me ajudaram. Há uma pessoa que talvez não esteja a ver isto. Há meio ano conheci o amor da minha vida e há três meses cometi o maior erro da minha vida e traí-a."
No momento.
Exatamente, no momento.
Escolheu a história, na flash entrevista a seguir à medalha, talvez?
Era uma prova de amor.
Foi exatamente à prova, ainda antes de receber a medalha.
Teria passado ali.
Eu queria que ela estivesse atenta, podia ser que assim a recuperasse.
Pois, terá passado por aí, porque ele depois disse que não tinha nada a perder ao contar o que aconteceu e que a decisão já estava tomada ainda na véspera. Disse também que após ter confessado a traição, passou a pior semana da sua vida, mas mesmo assim ainda foi a tempo de conseguir uma medalha de bronze.
Os gajos podem sorte em tudo. É a sorte no jogo e azar no amor.
Exatamente.
Aquilo era mesmo um tema, vocês reparem. No momento em que ele ganha uma medalha, a primeira medalha da vida dele, vem com esta conversa, vem desviar o assunto.
E durante todo o resto da entrevista, sem nunca revelar a identidade da ex-namorada, é preciso deixar aqui patente.
Mas ela saberá quem é.
Exatamente. E os amigos próximos também saberão quem é. Mas sem nunca revelar a identidade, pareceu-me que foi sobretudo um ato de desespero de alguém que está realmente arrependido.
Pode ser que ela reconsidere. Pode ser que ela reconsidere e que perdoe. Mas não se contou bem.
O problema é que neste momento há 12 mulheres a pensar: "Sou eu".
Pode ser.
Acho que ainda temos tempo de ir às Maldivas.
Há tempo do mundo para isso.
Diz-se habitualmente que no desporto não vale tudo para vencer, mas a realidade às vezes é um pouco diferente, seja aqui ou no outro lado do planeta. E nas Maldivas, um clube, o Green Streets, que não podia perder por mais de dois gols de diferença, senão descia de divisão. Ora, o que é que acontece? Acontece que nesta liga das Maldivas, uma derrota por desistência equivale a um resultado de precisamente 2 x 0. Já estamos aqui a imaginar o cenário. O que o jornal "O Jogo" nos diz é que o clube decidiu simular um surto de uma infecção intestinal, para não dizer outra coisa. O clube ainda avisou por comunicado antes do jogo começar e negou que tenha sido premeditado, mas a verdade é que temos que dar o benefício da dúvida, mas é no mínimo bastante suspeito.
Que surto.
O clube, que entretanto acabou por descer, em vez do Green Streets, acabou por apresentar uma queixa na Federação de Futebol das Maldivas, mas de nada valeu. O Green Streets só perdeu por 2 x 0, manteve-se na principal divisão e foi sancionado com uma multa e impedido de contratar jogadores durante um pequeno período, mas pior seria se tivesse descido de divisão.
Cumpriram os regulamentos, não é preciso mais.
O jornalista Carlos Pedro Couto, dos Factos. Obrigada, Carlos.
Obrigado.