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Este é o Som do Três Toques, hoje com o António Raminhos, o Luís Filipe Borges e o Marco Horácio, que desde sexta-feira tem um novo podcast aqui na Rádio Observador: Homens de uma Certa Idade. Homens que sabem muito de bola.

E eu fiquei de folga. Hoje quero ver-vos agora. Vamos lá.

A dar toques.

Gostamos muito de bola e é preciso dizer, Raminhos acho que concordarás comigo, somos ambos benfiquistas, mas vamos fazer um elogio ao nosso amigo sportinguista, o Marco, que gosta muito de bola, mas é civilizadíssimo.

Ao contrário de nós.

Ao contrário de vocês.

Isso não tem graça nenhuma, desculpem.

Ser civilizado.

Ser civilizado.

Não, ele torce genuinamente na Europa e essas coisas.

Eu já fui pior.

Acho que é importante o Porto ganhar uma-

O Borges é o menos civilizado

...os pontos de Portugal no ranking.

Diz o Marco Horácio.

E vou largar aqui uma bomba: eu vejo bola muitas vezes, agarrem-se, sem som.

Que tristeza.

E meto Vivaldi de fundo.

O Artur Jorge era ópera.

Trabalhar mais, trabalhar bem, fazer coisas bonitas.

E mesmo à velha.

Meu caro menino.

Então e que histórias nos trazem? Quem é que começa?

Posso começar eu?

Sim, Luís.

É muito rápida.

Aliás, estivemos a falar sobre isso ontem, não foi?

Pois foi. O extraordinário mercado que a superestrutura do meu clube fez. Trouxe um suplente do Como.

Como!

O Como é uma equipa italiana. E também é a forma como eu inicio todas as questões que tenho sobre o Trubin, que são muitas. Como é que gastamos 12 milhões nisto? Como é que ele não vou aqui jogar no Benfica?

É um bom guarda-redes, não é?

Eu acho que o Benfica é um pouquinho como ir às compras com fome. Quando vais às compras com fome, compra tudo. Compra tudo o que não precisa. E o Benfica foi um bocado assim no mercado.

De cada vez que passa uma bola ao Trubin, eu sofro de estresse pós-traumático. Vejo sempre a bola a bater nos cornos do Rafinha. O que eu ia dizer, em vez de Belottis, em vez de Arturos Cabrais, há um senhor, que nós até conhecemos bem, que se chama Óscar Cardoso, que aos 41 anos continua a metê-las lá dentro.

Tem uma certa idade e afinal...

Que bela ponte, Carla.

Verdade, é um homem de uma certa idade.

E amanhã há um jogador que entra numa certa idade.

Pois é verdade.

Cristiano Ronaldo.

Está bem, mas vamos continuar a falar de Óscar Cardoso. Que saudades que eu tenho de Óscar Taquara Cardoso. Tenham cuidado.

Mas sabes que ele tem um talho no Paraguai e que é visitado por adeptos do Benfica quando vão ao Paraguai, não sei vou fazer o quê.

Comprar chouriço.

Vão lá fazer compras. Há malta que vai a Espanha encher gasolina e há outros que vão ao Paraguai comprar carne.

Ele joga no Libertad. Sinal que a atual direção do Benfica queria libertar deles e fez dois gols ainda agora na última jornada. Grande Taquara. Um homem deve ter ganho muito dinheiro no Benfica, não deve ganhar mal.

Não deve ter ganho muito, se vai abrir um talho.

Pois é, se tem um talho.

Empregou uma cadeinha de talhos.

Realmente, o Fábio Coelho também gosta de pesca. Um vai para a pesca, o outro vai.

Acho legal.

O Óscar Cardoso esta é ópera.

Não tem lá umas sapateiras ilegais.

Isso ainda era mais estranho, ter sapateiras ilegais num talho. Isso se calhar estava mesmo a induzir.

Num talho tinham de ser ilegais as sapateiras.

E mais, mais histórias.

António Raminhos, traz uma história.

De um desporto que eu adoro: futebol americano. Nunca vi.

Eu gosto de ver o Super Bowl.

Não gosto.

Eu já vi, mas não percebi.

Eu não percebo.

Por isso é que vejo, é para não perceber.

O Super Bowl é aquele desporto muito rápido que acontece no meio dos anúncios.

Eu gosto de rugby, mas há muito desporto nos Estados Unidos que o que importa é ter violência. Por si só é um jogo bom, o futebol americano, mas eles acharam: "No meio disto vamos ter que meter porrada". E metem porrada. Beisebol, a mesma coisa. É pá, o gajo só bater num taco e se alguém der com o taco na cabeça de alguém, vamos fazer. Hóquei no gelo, mesma coisa, tem que haver sempre tareia.

E o golfe?

O golfe não.

Quando é que vamos começar a falar de desporto, exatamente?

O Super Bowl joga-se no domingo, entre os esqueça Cities e os Philadelphia.

Os Chiefs.

Os Chiefs, exatamente.

Tu percebes de rugby.

Eu gosto de ver o Super Bowl. Gosto de ver aquele último jogo. Eu por acaso acho um desporto fixe. Tenho pena das paragens, está sempre a parar.

Pois, aquilo para muito.

Mas o quarterback gosta dessa posição, que é uma das grandes diferenças em relação ao rugby, que é uma espécie de maestro de orquestra. Acho interessante. E depois há um homem de uma certa idade.

Tu gostas mesmo disto.

Eu só vejo o Super Bowl.

Gostavas de ter um podcast sobre futebol americano.

Era incapaz. Só conseguia dizer o que estou a dizer.

Somos xadrez.

Tom Hardy jogou até aos 43, 44, sem pagar olhar.

O Borges gostava de ter um podcast.

Tom Brady.

O Tom Hardy também é capaz.

O Tom Hardy também ganha coisas, mas é no juiz.

O Tom Hardy é do Venom, não é?

É. Mas isto por quê? Porque no Super Bowl, chega a esta altura e há sempre as apostas. E então há um conjunto de apostas estranhas que existem no Super Bowl e saíram ontem as odds e as apostas. Portanto, há apostas como: vai um jogador ou treinador chorar durante o hino? Sim, não está a pagar muito. Está a pagar mais o não. Será que vai ser usado um piano no hino? Será que vai ser usado um piano?

Sim.

Perguntas interessantes.

Mais importante de todas: será que o Travis Kelce vai fazer o pedido de casamento à Taylor Swift?

Até agora, nenhuma dessas apostas está relacionada com o desporto em si.

Vai haver uma falha de energia? Porque houve o ano passado. Sobre outro desporto, vai haver um quarterback fazer uma receção, que é uma coisa super inédita, um quarterback receber a bola. Pois, normalmente eles só distribuem. Acho que em todas as Super Bowls, só quatro vezes é que isto aconteceu.

Que bom!

Ainda bem que viemos.

Ficas feliz agora, Marco.

Ficaste com vontade de ver, não ficaste?

Sim. Vou largar a gala da TVI, que é tão boa também, para ver.

António Raminhos, foi um excelente toque. Obrigado pela tua participação.

Marco Horácio.

Sou eu.

Este é o melhor toque.

Tu já sabes?

Mais ou menos.

O Bruno é o editor dos Três Toques, tem que saber tudo.

Artur Cabral, jogador do Benfica, acho eu, ainda.

Parece.

Continua. Faz-me lembrar um bocado quando eu tinha 17 anos, que ninguém me pegava. É um bocado como o Artur Cabral. Ia entrar num prédio-

Mas agora tens uma mulher mais nova.

Agora tenho. Não sei se sabias que tinha 20 anos. Fica aqui o reparo. É só 20 anos mais nova que eu. Gira todos os dias.

É da idade do Artur Cabral.

É um bocado mais nova.

Mas mais rápida.

Mais rápida.

Desmarca-se melhor.

Muito mais rápida. Mas no último jogo da Estrada Amadora-Benfica, ele ia entrar num prédio quando avisaram que o estádio era do outro lado.

Ele ia tocar às campainhas.

Levantou uma série de dúvidas, uma delas é a seguinte: imaginem, ele entrava dentro do prédio, entrava para dentro do apartamento. E a minha pergunta é: será que ele era titular?

Não, ele não estragava. Ele ia sentar no sofá, estava habituado a estar no banco.

Eu acho que ele estava à procura de um sofá para ver o jogo mais confortável, em vez de estar no banco.

Vê melhor que no banco, no banco tu tens sempre aquilo ao nível do relvado. Se ele estiver em casa de alguém, está a ver a transmissão.

E está mais confortável, estava quentinho. Outro cenário é que se o Artur Cabral tivesse conseguido entrar dentro do prédio, o mais certo era aparecer o Bruno Lage e pôr o Pavlídis no lugar dele. Era o mais certo. "Vou pôr é o Pavlídis e o titular". Portanto, o Cabral está mesmo à procura de uma casa nova.

Mas imagina uma pessoa estar em casa, tocam à campainha, abres a porta e é o Artur Cabral.

"Onde é eu estava a espiar aqui, não está vendo ninguém aqui."

O gajo a dizer: "Olha, a casa de banho é ali ao fundo. Pode ir lá, pode sair lá andar."

Eu acho que o Artur Cabral é daqueles casos que nem a jogar PlayStation em casa sozinho é titular no Benfica.

Três Toques hoje com António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio. São os autores de "Homens de Uma Certa Idade", o novo podcast para ouvir todas as sextas depois do jornal das 11 da noite.