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Está no ar o Três Toques, sempre com Júlio Magalhães.

Está no ar.

Oi.

Hoje, vocês deixaram isto para mim, as queridas mentiras. Pego eu na bola.

Ninguém acredita se não falares.

Pois, pego eu na bola e não é para dar toques na bola, mas para falar de quatro rodas e a sério. Alta velocidade. Estamos a falar de Fórmula 1. Júlio, vamos a isso?

Vamos lá.

Eu acompanho estas coisas e percebi que vai haver um grande prémio. Imaginem em Las Vegas, não é?

É mesmo. Nem mais. Vamos lá então despachar estas coisas. É sexta-feira, temos que animar. Ontem foi anunciado que em 2023, portanto, no próximo ano, uma das provas de Fórmula 1 vai ser em Las Vegas, mas é Las Vegas mesmo, nas ruas da cidade. Vai ser ao fim do mundo.

Pois vai.

E claro, como não podia deixar de ser, vai ser uma corrida noturna. Lá em Las Vegas, tem que ser à noite.

De outra forma não fazia sentido.

Aliás, há uma frase que diz: "O que se faz em Las Vegas, fica em Las Vegas".

Dia feio aquilo.

É, dia feio. Ora, os pilotos da Fórmula 1 reagiram nas redes sociais. Max Verstappen, por exemplo, disse que os pilotos podem não acordar para a corrida e sugere que se faça um intervalo duas semanas antes e depois desta corrida.

Ele já está a imaginar o jet lag que vai ter em Las Vegas.

Para se adaptarem a Las Vegas e depois duas semanas para descansarem de Las Vegas, porque aquilo também não vai ser fácil. Valtteri Bottas considerou épica esta decisão e disse que foi lá uma vez e prometeu nunca mais voltar. Sebastian Vettel diz: "Tenho a certeza que são vários os pilotos que vão gastar dinheiro nos casinos". Enquanto Daniel Ricciardo disse que ia abandonar a Fórmula 1, mas agora já nem abandona, só porque quer ir a Las Vegas. Vocês já foram a Las Vegas?

Não.

Não.

Não? A sério? Bem, aquilo é museus, livrarias, estátuas, escultura.

E viste o Elvis?

Vi toda a gente. Vi os Beatles.

E não casaste em Las Vegas? Não aproveitaste.

Eu casei-me acho que foi lá. O que se faz em Las Vegas, fica em Las Vegas.

Estás a falar agora tudo em primeira mão.

Aquilo é só cultura. Uma coisa que eu estranhei é que nos museus, nas livrarias e tudo, havia máquinas de jogo. Era a única coisa.

Eu conheço umas pessoas que casaram em Las Vegas.

Eu também conheço.

Se calhar conhecemos os mesmos. Depois trocam essas impressões.

No meu caso, já não.

No meu caso também não. É o mesmo caso.

Depois trocamos cartão.

Está bem. Vamos ir ao Três Toques. Mas eu já lá fui duas vezes, por acaso. E até gosto daquilo. É um sítio diferente.

São uns banhos de cultura.

São uns banhos de cultura. É um sítio diferente, por acaso. Porque depois à volta tens muita coisa também.

E nunca tinha ouvido falar em cultura quando se fala em Las Vegas.

É máquinas de jogo, casinos.

E museus. Muitos museus. Mas eu só para incomodar aqui o pau, também vou aos Estados Unidos. Ou melhor, vou à China.

Pronto, está bem.

Tinha de ser, então vim para o outro lado. Júlio, explica qual é a última novidade da NBA na China, porque eu até quero que sejas tu a dizer, só para ver a reação do Paulo.

Está bem. Vocês já não se lembram.

Vocês que me viram esta expressão.

Eu na altura falei disto. Ainda cá não estava, foi há um ano e meio, mas falei. O diretor-geral de Houston Rockets, que foi para o Twitter dar força, nessa altura, aos protestos pró-democracia em Hong Kong. Luta pela liberdade, força Hong Kong. Isto sabem o que valeu? Bom, eu digo.

Não deve ter corrido bem.

Os chineses não gostaram. Várias empresas chinesas cortaram sua ligação à NBA e o governo chinês cancelou todas as transmissões dos jogos da NBA na China, o que motivou não só uma queda brutal de receitas, como uma gigantesca diminuição de espectadores. Já havia sanções nesta altura, não era só agora. Um ano e meio depois, já não se fala em Hong Kong, o tempo tudo cura, palavra leva-os o vento. Esquece lá o passado e segue em frente. E vai daí a NBA voltou às ecrãs da televisão estatal chinesa. Ontem milhões já puderam ver em direto a vitória dos Clippers sobre os Utah Jazz, por 121 a 115. Há reações nas redes, uns a dizer que a televisão estatal ajoelhou-se perante a NBA e que até hoje nem sequer pediu desculpas, mas a grande maioria aplaudiu a decisão, como um dos utilizadores a dizer: "Adoro o meu país, mas tenho que ver os jogos da NBA". A China é, de facto, um mercado gigantesco. Vocês já foram à China?

Não.

Já fui a Chinatown. A Chinatown também já fui.

Eu já duas vezes à China também.

E o que acontece na China, fica na China?

Não, na China não. Tem câmeras em tudo que é lado.

É um perigo.

Só Pequim tem mais de 40 mil câmeras a vigiar a cidade. Mas é uma cidade espetacular e o país também. Vale a pena ir visitar a China. É um continente. Vocês sabem aquela do, para vosso Três Toques, havia um jogo, mas isto tem a ver, não é pejorativo, tem a ver com o facto de eles serem mil milhões. É só uma piada, as pessoas vão no carro também.

Claro, e no trânsito, precisam. E não pensarem no preço da gasolina.

Um jogo de futebol numa cabine telefónica.

Como?

Um jogo de futebol numa cabine telefónica entre chineses, 11 contra 11. Às tantas, uma das equipas sofre um golo e diz o guarda-redes: "Pois, vocês vão todos lá para a frente." Isto é só para sexta-feira.

Tinha tantas razões para pegar a bola.

Isto é só porque eles são muitos milhões, mas vale a pena ir à China, que é um país fantástico.

Pois, acredito. Quero trazer aqui um momento insólito, divertido também, porque estou aqui nesta onda da sexta-feira e da boa disposição. Conta aqui a estas ilustres pessoas, uma história da conferência de imprensa ontem do Carlos Carvalhal, que vai jogar com o Benfica daqui a umas horas.

Muito bem. Vamos então, é para aligeirar isto.

Não fomos ao Qatar com o Carlos.

Não fomos ao Qatar.

Sim, aligeirar, que isto é muito sério.

Hoje é o sorteio, a Carla sai para o sorteio.

Sim. Ela está um pouco ansiosa.

Vamos a esta conferência de imprensa também para aligeirar, para irmos para o fim de semana. E temos uns coisas para ouvir. Vamos lá. Ontem o Carlos Carvalhal fez a conferência de imprensa de antevisão do Braga-Benfica, que é hoje. E às tantas, depois de ter dito que vai ser um jogo difícil, aquelas coisas mais, o jornalista perguntou-lhe o que ele achava da substituição do Nelson Veríssimo no Benfica, porque está se a falar do novo treinador do Benfica, e se ele achava que isso ia afetar o Benfica. Vamos ouvir a pergunta e logo a primeira resposta do Carlos Carvalhal. Está bem?

Nuno Bragança, T1. Muito se tem falado de uma eventual substituição no comando técnico do Benfica. Pergunto se acha que isso pode destabilizar o balneário da equipa encarnada amanhã e jogar a favor do Braga no jogo.

Bem, é assim, eu conheço o presidente Salvador desde os 18 anos, quando ele se estava a perfilar como o presidente do Bairro de Nossa Senhora da Encarnação. As nossas famílias-

Acho que não vale a pena continuar.

Claro

...os filhos dele andaram a estudar com os meus. Já conheço o presidente, que na minha opinião tem sido o presidente do Sporting Clube Braga, nos 100 anos de história, mais impactante e com um trabalho absolutamente fantástico no período da sua vigência. E para dizer o quê? Que na altura que eu fui contactado, eu vou só relembrar que eu tinha uma proposta de um dos melhores clubes, quiçá, do mundo, pelo menos dizem assim, em que iria auferir cinco vezes mais o vencimento daquilo que vim do fundo auferir em Braga.

Pronto, temos de parar os contagens.

A seguir, o Carlos Carvalhal ainda justificou mais, que foi dizer ao presidente Salvador que atingiu todos os objetivos. Vamos ouvir esse som pequeno também.

Aquilo que me oferece dizer nesta altura é que, perante os desafios que foram lançados pelo nosso presidente, eu e a minha equipa técnica, os meus jogadores e o Sporting Clube Braga, nós conseguimos superá-los todos.

Pronto, até aqui. E isto vinha a durar já há dois minutos e estou só a tirar bocadinhos. Portanto, perguntaram sobre o Nelson Veríssimo e o Carvalhal.

E ele responde sobre o presidente Salvador.

Sobre o Salvador.

Até que o assessor de imprensa do Carvalhal diz: "Ó mister, olhe que é sobre o outro." Então vamos ver a parte final da conferência de imprensa. Qual é o tema?

Na minha ótica, que sou suspeito, tem sido um trabalho absolutamente fantástico. Ficam algumas coisas pelo caminho, pudera.

Isto ainda é sobre ele.

Mas acho que o que foi feito, que é o lado positivo, tem sido extraordinário. Respondendo à questão.

Que o assessor está lhe a dizer.

Eu sei. Não, eu sei, eu sei o problema. Do Benfica. Desculpem, pensei que era a minha mudança. Eu estava tão focado que me iam fazer a pergunta da situação que foi mal esclarecida numa entrevista para um jornal turco, que eu já tinha preparado a resposta. Eu nem ouvi a questão. Mas agora deixe-me completar, que iam-me fazer esta pergunta e eu depois respondo essa, está bem?

Portanto, ele fez o trabalho de casa, preparou aquilo e ouviu.

Exato. Ele já sabia que lhe iam fazer a pergunta dele sair que vinha no jornal turco.

O sócio estava concentradíssimo na questão.

Agora vamos ter de o aclarar.

Nem ouviu a pergunta. Pronto, já está. Era isto que eu vos queria trazer para irmos sexta-feira, de fim de semana. Palpites.

E já foste a Braga?

Depois. Vocês já foram.

Era a tua deixa.

Ainda há tempo para os palpites?

Vá, rapidamente, sim. Vamos lá.

Começou o campeonato de palpites outra vez. Paulo Ferreira, Braga-Benfica.

Braga-Benfica, portanto, é em Braga, não é? 2-2.

2-2.

Eu dou 2-1.

Maria João, 2-1. Carla?

0-1.

Sporting, Paços de Ferreira.

3.

2-0.

2-0. Carla?

Como é que está o Paços de Ferreira?

Está bem.

Está em nono. Capital de móvel.

E já foram a Paços de Ferreira? O Sporting também está bem, não está, Abraão?

Não, o Sporting está também.

Está tudo bem.

O Paços de Ferreira é nono.

Sabes que já não os vemos há 15 dias, que não se devolvem.

Isso também é verdade. 2-1.

2-1.

3-1.

3-1. Pronto.

Está feito?

Está feito. Na segunda, o Porto só joga na segunda.

Depois fazemos.

Portanto, é feito na segunda. Pronto, gostei muito.

Tu já foste ao Porto? Júlio Magalhães e o Três Toques da Rádio Observador, segunda-feira, a nova edição. A de hoje fica disponível em podcast.