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E então hoje temos no Três Toques, no menu: fãs inconvenientes, um guarda-redes punido por defender com as mãos na sua própria grande área e um adepto que testou os limites da tecnologia. Vamos começar por uma campeã olímpica, agora dos Jogos Olímpicos de Inverno. Foi uma das maiores estrelas destes Jogos Olímpicos que se realizaram em Itália, a norte-americana Alysa Liu. Ela conquistou o ouro na patinagem artística há menos de um mês, mas não vai competir nos Campeonatos do Mundo de Patinagem Artística, que estão programados agora para Praga, na Chéquia. É uma decisão que já aconteceu com outros atletas, mas a patinadora deu uma explicação para esta decisão, porque diz que tem sido perseguida nas redes sociais por um fã.
Um stalker.
Um stalker, alguém perturbado, que não só a perseguia nas redes sociais, mas também a perseguiu até ao carro. Isto quando ela chegou ao aeroporto depois dos Jogos Olímpicos, quando regressou a casa. Então decidiu fazer uma pausa e o seu nome não consta da lista de participantes da União Internacional de Patinagem. De facto, isso já aconteceu anteriormente, mas outras estrelas da patinagem artística, norte-americanas, que competiram nos Jogos Olímpicos vão participar. E será uma pena para os adeptos da modalidade que a grande estrela, aquela que brilhou mais alto, não esteja presente. Mas aqui está a justificação para isso não acontecer. De facto, às vezes os supostos fãs levam as coisas um bocadinho longe demais. Quem levou também um bocadinho longe demais a interpretação das regras foi um árbitro brasileiro no campeonato da Amazônia, no jogo entre o Manaus e o Parintins. E este árbitro marcou um penalti a favor da equipa visitante, depois do guarda-redes da equipa da casa ter defendido um remate com as mãos.
Como é que é? Perdão.
O guarda-redes.
Mas ele enganou-se.
Houve um remate e parece que estava ali um defesa também à frente e o árbitro deve ter achado, é a única explicação plausível a isso, ou então recebeu um pagamento extra. Não, confundiu-se, achou que deve ter sido o defesa a fazer falta, a defender com as mãos, mas não, as imagens depois mostraram.
É o mesmo guarda-redes.
É o mesmo guarda-redes a fazer aquilo que é um gol.
Mas tem luvas.
Tem luvas.
Como é que se confunde?
Pois, não sei o que estás a dizer.
Não reverteu.
Não reverteu, porque é isso, não havia VAR.
Quem não tem VAR.
Não tem VAR. Quem não tem VAR.
Tem medo.
Tem medo. E quem tem medo, compra um VAR. Supostamente não havia, porque as imagens são claras. Portanto, se houvesse VAR, a decisão teria sido revertida, porque estamos a falar de um penalti. Ou então, aconteceu a mesma coisa que aconteceu na Alemanha, num jogo entre o Preußen Münster e o Hertha.
Espera aí. Paulo, está bem?
Preußen. Isto é da Prússia. É uma equipa da Prússia contra o Hertha.
O Paulo diz que sim com a cabeça.
Contra o Hertha de Berlim. E o que é que aconteceu aqui? Aqui havia VAR, o árbitro ia verificar um penalti contra a equipa da casa, o Preußen Münster, e não conseguiu. Provavelmente, o árbitro brasileiro também teve o mesmo problema. Não, acho que naquele jogo do Campeonato da Amazônia não havia mesmo VAR. Aqui havia VAR, mas o que é que aconteceu? Isto já estávamos em tempo de descontos na primeira parte. O árbitro foi chamado pelo VAR para verificar o lance. Quando chegou ao monitor, o monitor não estava a funcionar. Já vimos coisas parecidas cá em Portugal, mas aqui havia uma razão, não é técnica, para explicar este apagão. É que foi um adepto.
Que se encostou ao interruptor.
Não se encostou. Ele entrou em campo e foi desligar o aparelho.
Foi mais intencional.
Não.
Entrou com o telemóvel na mão, dizer: "Dá aí um carregador, dá aí uma ficha."
"Aquilo ali está a fazer mau contato." Não, ele entrou e depois com a ajuda de outro adepto voltou para as bancadas, mas teve tempo de saltar para dentro do campo, aquilo está no relvado, ao lado da linha lateral. E ele entrou e desligou para o árbitro não poder confirmar. O árbitro ainda esteve um minuto à espera, mas depois acabou por deixar ser o vídeo-árbitro a decidir, porque ele não teve forma de confirmar.
E vai acontecer alguma coisa a esse adepto?
Se fosse cá em Portugal, eu acho que seria condecorado. Na Alemanha é provável que fique proibido de entrar no estádio e de se aproximar de instalações elétricas.