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Tem sido uma semana para esquecer para o jogador português do Manchester United, Bruno Fernandes. Já tínhamos falado aqui do resultado do jogo contra o Como, para a Liga dos Campeões, 4 x 1. Bruno Fernandes foi substituído durante a segunda parte, saiu muito aborrecido com o treinador e no final fez mesmo críticas diretas à tática utilizada pelo treinador, o que normalmente é considerado pelos jogadores, treinadores e pessoas ligadas ao mundo do futebol como uma espécie de sacrilégio. Podes fazer quase tudo, só não podes criticar publicamente as escolhas do treinador. Faz sentido. Ia dizer o mesmo. Faz sentido. Claro, faz sentido. E por isso é que Bruno Fernandes está a ser alvo de críticas de quase todos os comentadores de futebol em Inglaterra e muitos deles, ou quase a totalidade deles, antigos jogadores. Joe Cole, que por exemplo jogou sob as ordens de José Mourinho no Chelsea, veio dizer precisamente isso: está a questionar as táticas e não interessa se tem ou não razão. Pois, mesmo que tenha razão. Isso é sacrilégio. Foi o sentido de todas as críticas. Podes não concordar, podes achar que foi a tática errada, mas deves dizer isso internamente ao treinador. Marcas um cafezinho com ele. Exatamente. Ou então por WhatsApp. Toma uma balinha. Por WhatsApp eu acho que é capaz de resultar. Daqui a nada temos uma história sobre WhatsApp, treinadores e jogadores, que é mais engraçada do que esta de Bruno Fernandes. Também houve críticas de outros jogadores que disseram, por exemplo, que isto nunca teria acontecido no tempo de Sir Alex Ferguson, quando era treinador do Manchester United, que era conhecido pelo secador. O secador era quando ele ao intervalo berrava na cara dos jogadores. Então era conhecido como o secador e não havia nenhum jogador, por muito grande fosse o seu estatuto, que escapasse às fúrias, à ira de Alex Ferguson. É conhecido um episódio em que ele atirou uma chuteira que bateu na cabeça de David Beckham. Bem. E magoou mesmo, a sério. Mas também era um treinador que tinha um estatuto que lhe permitia. Mas a imagem dele era até de um avô fofinho. Pois era. Era muito simpático. E uma figura muito paternal. Sim, paternal, mas que de vez em quando era paternal naquele sentido das fúrias. É o paternal à antiga. Lá está, era um que também fazia as coisas dentro de casa. Exatamente. E ninguém sabia. Ele muitas vezes criticava não os jogadores, mas as arbitragens, fora, e era duro nessas críticas que fazia. E soube-se depois que dentro, no sossego do balneário, era capaz de dar mesmo daquelas duras aos jogadores, só que ficava tudo ali fechado no balneário. E foi isso que recomendaram ao Bruno Fernandes, que ele, enquanto capitão ainda por cima, devia ter ainda mais essa responsabilidade de não vir criticar as escolhas do treinador, porque obviamente isso fragiliza o treinador, não só aos olhos dos outros colegas de equipa, mas também perante a opinião pública. Deixou-o numa situação bastante difícil, além de já estar numa situação difícil por causa dos resultados. Mas não foi apenas isto que correu mal a Bruno Fernandes. É porque enquanto estava a decorrer o jogo em Itália, a mansão de Bruno Fernandes, a casa de Bruno Fernandes em Manchester, foi assaltada. Não é a primeira vez que isto acontece com jogadores. Aliás, fala-se na existência aqui de um gang, que é o gang dos dias de jogo, que tem precisamente essa atenção, ver quando é que os jogadores não estão em casa, porque estão a jogar fora do país ou longe, e assaltam as casas nessa altura. Mas só em Manchester ou em toda a Inglaterra? Em vários locais de Inglaterra, mas já aconteceu, por exemplo, ao Rúben Dias, que joga em Manchester, no City. Aconteceu ainda este ano. Ainda não se sabe se a mulher de Bruno Fernandes e os dois filhos do casal estavam em casa. Isso ainda não foi divulgado pelas autoridades, mas o alerta foi dado por um vizinho que viu três homens em movimentações suspeitas no jardim da casa e as autoridades terão chegado rapidamente ao local, mas já não a tempo de apanhar estes assaltantes, os assaltantes de dias de jogo. A situação é um bocadinho diferente daquela polêmica com as declarações de Bruno Fernandes, esta é um bocadinho mais séria. Mas esses assaltantes, pelo menos têm uma certeza, sabem onde é que está o dono da casa, não é? Naquela altura. Naquela altura. Ele não vai aparecer de surpresa. Já aconteceram casos cá em Portugal, porque normalmente estes assaltos são feitos a casas de jogadores, em que estavam em casa, como aconteceu com o Otamendi, quando ele estava no Benfica, a casa dele na Aroeira, creio, foi assaltada quando ele e a família estavam dentro de casa. Neste caso, para evitar também situações mais tensas, que também não serão desejadas pelos assaltantes, eles assaltam as casas quando não está ninguém. Quando eles estão a contar na televisão, claro. Agora não sabemos se a família estaria ou não em casa, mas Bruno Fernandes, obviamente, não estava lá. Vamos falar agora de uma separação que está a dar muita polêmica no mundo do tênis. Era um dos casais mais famosos do tênis mundial, o tenista francês Gaël Monfils e a tenista ucraniana Elina Svitolina separaram-se há pouquíssimo tempo. Isto foi anunciado e surpreendeu toda a gente, porque era um dos casais, the power couples, aqueles casais de celebridades, e neste caso, de celebridades do tênis, dois tenistas. Ele já quase no fim da carreira, mas Svitolina, neste momento, ainda é a sexta tenista do ranking mundial. Ninguém esperava este desfecho, porque eles apareciam regularmente juntos e ele ia lá acompanhar a mulher nos torneios e vice-versa, quando não estavam os próprios a competir. E agora, de repente, foi anunciada a separação e por isso também Gaël Monfils, que já tinha anunciado até o fim da carreira, apressou essa decisão de terminar a carreira e de não participar nos torneios que tinha agendados até ao final do ano. Tinha agendada também a despedida para o torneio de Paris. Provavelmente, já não vai acontecer essa despedida. E agora souberam-se mais detalhes sobre esta separação, dados pela própria Elina Svitolina, que tem muito que ver com a situação que se vive na Ucrânia. Ela disse num comunicado que fez que a Ucrânia significa muito para ela e que isso é do conhecimento público, mas que ninguém viu, diz a tenista, as noites sem dormir, as dúvidas, a sensação de que me estava a perder a mim própria aos poucos. Nós, por vezes, não temos noção do impacto que a guerra na Ucrânia está a ter nos desportistas ucranianos, neste caso, obviamente, apenas nos desportistas, é o que estamos a falar aqui, porque muitos deles têm família na Ucrânia, ou seja, vivem numa grande incerteza, numa grande angústia. Falou-se um pouco disso a propósito dos jogadores do Benfica, nomeadamente do Sudakov, e também como isso poderia explicar as questões de uma quebra no rendimento, por estarem a ser afetados psicologicamente por aquilo que se está a viver na Ucrânia. Neste caso de Elina Svitolina, isso também terá pesado na decisão de pôr fim ao casamento. Gaël Monfils, para já, não se pronunciou. Terminamos muito rapidamente com uma história verdadeiramente inacreditável, da qual já tínhamos falado aqui há uns tempos, mas agora foram divulgadas as mensagens do WhatsApp trocadas entre alguém que se fez passar pelo treinador português Luís Castro e um jogador colombiano, joga no Grêmio de Porto Alegre. E é uma história incrível. O jogador foi convencido por este burlão a passar cerca de 4.500 euros, que seria para a compra de cabazes alimentares para dar a uma instituição de caridade. Já se sabia que tinha acontecido esta burla, não se sabiam os pormenores e as mensagens trocadas. Eu sugiro que depois procurem, porque essas mensagens foram agora divulgadas. Entre os pedidos para que o jogador fizesse a transferência do dinheiro, há também, para reforçar a credibilidade da burla, questões técnicas, conselhos, aconselhamento do suposto treinador. Só para dar exemplo, ele fala, em vez de escrever flutuação, que era preciso flutuação, ele escreve frutuação. Enfim. Fruto. É preciso fruta. É muita fruta. É uma história inacreditável e com estes pormenores agora revelados, então torna-se ainda mais saborosa, menos para o jogador que foi burlado em 4.500 euros. Saborosa.