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Depois de termos falado da tenista que não era bem tenista, da egípcia que não sabia servir, agora vou falar de um tenista. Este é profissional, não há a mínima dúvida.
Sabe servir.
Sabe servir, só não conhece bem as regras. Isto foi no Open da Austrália, ainda na fase de qualificação. Sebastian Ofner, deixa eu ver se estou a dizer bem o nome do senhor, Sebastian Ofner, um tenista austríaco, estava a ganhar no terceiro set, no set de desempate, e aquilo já estava no tie break. E ele chegou aos 7x1 e achou que já tinha acabado. Começou a festejar. Só que naquele que é chamado o match tie break, ou seja, o tie break que decide o jogo e não apenas o set, aquilo vai até aos 10. E o árbitro teve de o lembrar: "Ainda não está, amigo".
É que senão depois ganhou.
Não. Depois não ganhou, depois perdeu. Apesar de ter aquela vantagem, desconcentrou-se. Porque aquilo há ali uma descarga de adrenalina.
É foco e concentração.
Exatamente. E o outro tenista, americano, Nishesh Basavareddy, aproveitou essa desconcentração e ganhou. É triste, porque a vantagem não era pouca, de ser 7x1. Poderia conquistar facilmente um tie break, mais três. Mas não. Perdeu depois por 13x11. E isto porque, pelos vistos, desconhecia a regra da pontuação deste desempate.
Esqueceu-se, claramente.
Esqueceu-se.
Estava embalado pela emoção da vitória.
"Está quase!" O árbitro disse: "Não". Ainda no Open da Austrália, um bocadinho à margem. E este foi um amador, mas não é um amador como a tenista egípcia, e conhece bem as regras, porque estas até são fáceis. É um torneio em que cada jogo só tem um ponto. É só um ponto, só uma troca de bolas.
Lutas por um ponto, só.
Se ganhares o ponto passas à ronda seguinte. E ganhou um tenista amador. Quando eu digo amador, ele não participa em competições profissionais do ATP.
Mas tem experiência, joga.
Tem experiência, joga competitivamente, mas a nível amador. Chama-se Jordan Smith e eliminou, por exemplo, Jannik Sinner e derrotou Joanna Garland, que é a tenista número 117 do ranking feminino, na final. E ganhou, agora vejam bem, quanto é que acham que ele ganhou? E isto é um torneio.
Mas ganhou como, se era só um ponto? Quanto dinheiro ganhou?
Quanto dinheiro? Quanto dinheiro ganhou? Imaginem lá qual seria o prémio para este torneio muito peculiar. Um milhão de dólares australianos, cerca de 500 mil euros. Não é nada, é muito.
Para um amador, então ainda por cima.
Para um amador. Quer dizer, não tens de suar muito. É verdade que ele teve de vencer alguns dos melhores tenistas, mas conseguiu este feito e conseguiu engordar bem a conta bancária com esta vitória. Não é para todos. Eu ainda tenho esperança de um dia conseguir.
Começares a jogar lá no Barreiras.
É ponto a ponto, no Barreiras, no Fabril.
No quê?
Era o Fabril. O Fabril é que tem um campo de ténis. Vamos passar para o último toque. E este é mesmo um toque de futebol, que tem a ver com nepo babies, que também existem no futebol.
Sim, o Cristianinho.
Cristianinho. Mas por falar em Cristiano, este é um nepo baby de um antigo companheiro de equipa de Cristiano Ronaldo, mas que nos últimos tempos até o tem criticado bastante, não perde a oportunidade para disparar sobre Cristiano Ronaldo, que é o Wayne Rooney. O filho do Wayne Rooney joga nas camadas jovens do Manchester United, tem 16 anos, chama-se Kai Rooney. Aos poucos está a seguir as pisadas do pai. Ainda que o pai com 16 anos já fosse uma estrela no Everton. Kai Rooney ainda não é, mas já tem ali alguns tiques de vedeta. Ele tem um patrocínio de uma marca de chuteiras, que ele usa essas chuteiras. Pode-se dizer a marca ou melhor não? É a Puma. A Puma patrocina.
Ainda fosse Nike ou Adidas, agora Puma, não.
Puma não pode.
Pumbas. Timon e Pumba. Ele tem esse patrocínio, portanto usa nos jogos as chuteiras da Puma, só que não pode. Ele é que não pode usar. Não pode por quê? Porque a equipa tem outro patrocínio. Por acaso, deixa lá ver se eles dizem aqui. Não diz, mas ele já tem este patrocínio desde os 12 anos. Não sei se isto é por ser uma grande esperança ou se é por ter um apelido muito promissor. Ele continua a ser patrocinado por esta marca, mas quando joga pelos sub-16 do Manchester United, não pode usar essas chuteiras.
Tem de arrumar as chuteiras.
Logo.
Mas tem redes sociais, aposto. E é nas redes sociais que ele. Não.
Tem redes sociais.
Vai ao shopping com as chuteiras da Puma.
Aliás, e até o facto de não poder usar as chuteiras da Puma nos jogos dos sub-16 faz com que falemos das chuteiras da Puma. Só um bom exemplo do pai é que o pai diz: "Sim, senhor, é assim mesmo. Ele quando joga na equipa tem de fazer o mesmo que os outros fazem". Portanto, não há aqui pai ou pai, não há aqui avô de tismos. Portanto, parabéns ao Kai Rooney por ser um exemplo e ao pai também por dar o exemplo.
E à Puma, que faz boas chuteiras.
Boas, ótimas. E à Adidas. E à Nike.