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É o Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador, hoje com o João Lourenço. Bom dia, João.

Bom dia, Carlos.

E hoje regressa o campeonato. O Benfica já está nos Açores para defrontar o Santa Clara.

Os encarnados chegam às ilhas de bruma com um regresso e uma ausência. O extremo belga Lukebakio está de regresso. Já o médio norueguês Fredrik Aursnes lesionou-se no treino e está fora das contas das Águias. Na antevisão à partida, e novamente apenas à BTV, Mourinho assegura o regresso de mais uma opção para o ataque encarnado.

Lukebakio vai para jogar, o Rios e o Bah iniciaram aquele período que se alongará por mais, não sei, uma semana, duas semanas, mas é bom, porque neste momento já estão a trabalhar com a equipa. Banjak e Zé, os dois integrados também sem qualquer tipo de problema.

Por estes dias, a enfermaria do Seixal estava lotada. Aursnes junta-se a Dedic, Richard Rios e Alexander Bah. Quanto ao jogo, Mourinho elogia os açorianos, mas deixa um alerta: o Benfica precisa de pontos agora.

Eles precisam de pontos, mas acho que nós precisamos mais do que eles. Eles têm uma boa equipa, obviamente que estão naquela situação, mas vão sair. Não me parece que seja uma equipa para ter problemas. Nós sim, nós precisamos muito de pontos para podermos olhar para cima. E olhando para cima, somos nós que desesperadamente precisamos de pontos.

Já do lado do Santa Clara, o treinador Petit diz que o Benfica tem individualidades muito fortes, mas prefere olhar para o conjunto insular.

Sabendo que amanhã vamos defrontar um adversário que está na luta pela titular pelo título, mas nós temos que olhar mais para aquilo que é a nossa identidade, para aquilo que podemos fazer, sabendo que o outro lado tem muita qualidade, tanto em termos individuais como em termos coletivos, mas ter essa capacidade, saber os momentos de jogo, que vamos ter que ter a capacidade de ter a bola, saber quando não tiver os espaços que devemos fechar, saber os cinco momentos de jogo que são importantes e a concentração, a atitude, isso nós não podemos abdicar.

O estado do relvado pode ser um dos problemas. Petit esquece que quem se adaptar melhor ao tapete verde do Estádio de São Miguel pode ganhar o jogo.

Nós estamos cá há 10 dias, penso eu. Tivemos nove dias de temporal, onde só tivemos ontem uma aberta de sol. É claro que os relvados se tornam muito mais difíceis e a equipa que se adaptar melhor àquilo que é as condições do relvado pode estar preparada. Mas nós temos vários cenários daquilo que pode ser apresentado pelo Benfica. Trabalhamos, mas como eu disse, acho que o nosso foco tem que ser mais naquilo que nós também temos que fazer, temos que ter personalidade, não podemos ter receio de ter bola, sabendo que o campo também a adaptação pode ser essencial.

Partida marcada para às 18h30, mas a emissão especial da Rádio Observador, Carlos Pedro, começa um pouco mais cedo.

15 minutos antes, às 18h15. Vai contar com o relato de Miguel Cordeiro, comentários de Gabriel Alves, João Pinto e Pedro Henriques. Vicente Figueira vai conduzir a emissão em estúdio. Falamos agora das eleições do Sporting, João. Frederico Verandas ou Bruno Sá, um deles vai ser o próximo presidente dos Leões.

Este último candidato, o empresário de 45 anos, entregou as mil assinaturas durante a tarde desta quinta-feira no Estádio José de Alvalade, quer um Sporting mais amigo dos sócios e não tão virado para os chamados clientes.

É o afastamento dos sócios, que nós caminhamos no Sporting clientes, eu defendo muito os sócios. Pois é, a tal ausência de projeto desportivo que eu não queria estar a falar agora que estamos a meio do campeonato, a prejudicar os jogadores, a equipa de futebol, todas as competições que estamos inseridos. São essas duas coisas, basicamente, uma série de episódios que se passaram com os sócios. Eu defendo muito o reunir da família sportinguista novamente.

Bruno Sá garante ainda que os atletas leoninos querem ter sempre os adeptos ao lado para vencer.

A questão que eu faço muito é uma das questões que eu muitas vezes penso. Nós não temos que pensar o que é melhor para mim, para o presidente. Temos que pensar o que é melhor para os atletas. Se fizer essa pergunta aos capitães das equipes, sabem a resposta. O que ajuda os jogadores a estar mais perto da vitória? Eu penso que é receber todos os adeptos e haver apoio. Agora, dentro das regras definidas pelo clube, sempre.

As eleições do Sporting estão marcadas para o dia 14 de março.

E na Liga das Nações, Portugal já conhece os adversários do grupo A. João, a equipa das Quinas deve levar um casaquinho para estes jogos.

E olha, só de pensar nos países que a equipa das Quinas vai, até me deu um arrepio só de pensar no frio. Dinamarca, Noruega e País de Gales. O selecionador nacional já reagiu ao sorteio. Roberto Martínez aponta para os desafios destas equipas e também do calendário que se avizinha.

Equipas como a Dinamarca e a Noruega, jogar em novembro fora de casa pode ser um desafio, mas respeitar muito o talento dessas equipas. O nosso desempenho precisa estar ao máximo nível. Com certeza, acho que o maior desafio é a primeira vez que há dois estágios para seis jogos. Então o estágio de setembro, outubro é conjunto, são duas semanas com quatro jogos.

Portugal é a única seleção com dois títulos desta Liga das Nações, um palmarés que, para o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, é para aumentar já no próximo ano.

A seleção portuguesa, como eu tenho dito, sempre que entra em qualquer competição, entra com esta ambição para ganhar. E é isso que nós vamos fazer, não vendo nesta altura grupos fáceis, a curiosidade de, na altura de inverno, irmos jogar contra equipes nórdicas, mas com esta ambição de que queremos fazer bem e com a nossa seleção temos a certeza que vamos dar uma belíssima resposta.

Declarações de Pedro Proença ao Canal 11. Vamos recordar pelo menos os quatro grupos desta Liga das Nações. Grupo A1: França, Itália, Bélgica e Turquia, classificado como o grupo da morte. Grupo 2: Alemanha, Holanda, Sérvia e Grécia. Grupo 3: Espanha, Croácia, Inglaterra e República Checa. E, por fim, o grupo Portugal, composto também por Dinamarca, Noruega e País de Gales.

Romamos agora até Espanha para falar da primeira mão das meias-finais da Taça do Rei e, João, houve goleada em Madrid.

Quatro gols em apenas 45 minutos. É a história desta partida entre Atlético de Madrid e Barcelona. A equipe "colchonera" goleou os blaugrana por 4 x 0. Uma contagem aberta por um mau atraso da defesa culé, neste caso por Eric García, o central da equipe da Cidade Condal, ao minuto seis. Oito minutos depois deste autogolo, aparece o primeiro gol da partida, concretamente do Atlético de Madrid, da assinatura de Antoine Griezmann. O terceiro gol surge da assinatura de Lookman, que foi assistido por Julián Álvarez, minuto 33. E por fim, aparece já nos descontos da primeira parte, o gol de Julián Álvarez, também com a assistência do avançado nigeriano Ademola Lookman. A segunda mão destas meias-finais entre Atlético de Madrid e Barcelona joga-se em Camp Nou no próximo dia 3 de março. E Carlos, que dia é hoje?

É sexta-feira 13, um dia de azar.

Não vais passar por baixo de escadotes, pois não?

Não.

Mas não é bem desse dia que eu estou a falar. Hoje é o dia de todos nós.

O dia dos maus jogadores de futebol, é?

Fala por ti, amigo. Eu ainda dou uns toquezinhos, mas hoje é o Dia Mundial da Rádio. Podia estar aqui a fazer grandes preâmbulos, esplendorosos discursos. Não tenho jeito para isso e vou dar a voz.

Nem tempo.

Nem tempo. Mas vamos dar a voz a quem tem esse tempo e quem tem esse dom. O dom de nos trazer o desporto rei à Rádio Observador. Eu ontem mandei uma mensagem por WhatsApp a todos os narradores daqui da Rádio Observador a perguntar uma questão muito simples: qual foi o jogo que mais marcou narrar e o porquê? Este foi o resultado. Vamos ouvir.

O primeiro foi o meu primeiro jogo sozinho na rádio. Um Nacional-Benfica com reviravolta aos 93 minutos. Incerteza até o último segundo e para quem relata, isso é ouro.

Há uns anos, no jogo que acompanhei de uma competição concelhia, o único local onde havia visão sobre o relvado era no topo do balneário. Para lá chegar, foi necessário pedir uma escada a um senhor que ali perto estava a podar umas árvores, uma escada em madeira. Mais tarde, foi necessário que o senhor voltasse lá para que eu pudesse descer. Recordo-me que ainda esperei uns 30 minutos.

Foi o Portugal-Espanha para a final do Europeu de futsal em Liubliana, Eslovénia. E apesar dos dissabores que essa final trouxe à seleção portuguesa, a verdade é que é sempre um orgulho.

Foi o Irlanda-Portugal, até porque foi o meu primeiro jogo no estrangeiro, em Dublin, lá no Aviva Stadium, que ele tinha uma acústica brutal.

O meu relato favorito e o relato que levo na minha memória e que vai ficar para sempre na minha memória, é o relato da final da Liga das Nações de 2025, em que Portugal ganhou. Portanto, relatar uma conquista da seleção nacional é sempre algo que fica para a história.

Já tive a oportunidade de fazer clássicos, dérbis, a seleção portuguesa, mas acho que talvez o que mais me marcou foi um Boavista-Benfica no Estádio do Bessa, porque foi o meu primeiro relato ao serviço da Rádio Observador.

Recordo-me do jogo da final da Taça da Liga este ano, do Vitória frente ao Sporting Braga. É o que me fica na memória mais recentemente, por tudo o que aconteceu nesse jogo. Um dérbi do Minho, por ser uma final inédita e pelo jogo que foi. Muita emoção do início ao fim, com uma reviravolta também nesse jogo.

Um grande obrigado ao Miguel Cordeiro, ao Alexandre Luna Pais, ao Diogo Varela, Bruno Martinho, Manuel Conceição Carvalho, Ricardo Loureiro e Vítor Tomé por pelo menos darem um minuto das suas vidas a esta pequena brincadeira também, acima de tudo, este pequeno memorial daquilo que foi estes últimos anos, acima de tudo, da Rádio Observador a cobrir o desporto rei. E certamente vai continuar na antena da Rádio Observador por muitos mais anos ou pelo menos ainda por hoje, porque às 18h15, como falaste, Carlos Pedro, há essa emissão especial do jogo desta 23ª jornada, Santa Clara-Benfica, um jogo que vai certamente ouvir aqui na Rádio Observador e toda a análise, certamente, tanto hoje como nos próximos dias, aqui nos vários programas de desporto da Rádio Observador.

Exatamente. Emissão especial às 18h15. O jogo arranca às 18h30 e o Vamos à Bola regressa na próxima semana. Bom fim de semana, João.

Bom fim de semana, Carlos.