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Touchdown! Unbelievable!

A edição de hoje do Jornal de Desporto da Rádio Observador é com o jornalista João Lourenço. Bom dia, João.

Bom dia, Miguel.

Começamos com Portugal, que termina a preparação para o Campeonato do Mundo com 100% de vitórias.

E com uma vitória em Leiria, neste caso, frente à seleção da Nigéria. Um resultado exatamente igual à partida inicial desta preparação da equipa das Quinas para o Campeonato do Mundo. Vitória por 2 x 1 frente à Nigéria. O primeiro gol surgiu dos pés de Pedro Neto, ao minuto 23. Poucos minutos depois, a Nigéria empatou por intermédio de Akor Adam. Já no segundo tempo, Chico Conceição arranca da direita pro meio, chuta em arco e o esférico apenas termina na baliza da equipa nigeriana. No final da partida, Martínez só tinha motivos para celebrar.

Muito satisfeito com os dois jogos. Normalmente, é muito difícil poder utilizar os 26 jogadores. Conseguimos isso. Digo difícil, porque não há normalmente a possibilidade de fazer 11 substituições. É a primeira vez, antes de uma prova como o Mundial, de poder fazer isso. Utilizamos isso muito bem. Dá mais exigência ao grupo.

O selecionador nacional afirma que esta partida frente à Nigéria pode já ter dado pistas sobre o primeiro desafio no Campeonato do Mundo.

Todos os adversários são diferentes. Hoje a Nigéria mostrou o que o Congo pode fazer, ataques muito rápidos, tem uma equipa que arrisca muito. O jogador africano tem capacidade, acredita muito e não precisa de cobertura para arriscar nos duelos. Isso é dar uma oportunidade ou criar uma oportunidade. Então o aspecto de poder antecipar o que pode acontecer num duelo é um aspecto importante para o jogo do Congo. Mas, em geral, era apanhar ritmo, executar conceitos, muitos aspectos de bola corrida.

Nos dois jogos de preparação, todos os jogadores foram usados e destes 26, apenas 11 vão entrar de início frente ao Congo. Miguel, quer saber o 11 inicial frente à equipa do Congo?

Eu gostava, não me digas que tens uma bola de cristal.

Não, mas o Roberto Martínez tem uma resposta pra ti. Continua à espera.

Continuo a dizer, sou muito chato para isso. Não há um 11 inicial. Agora o futebol moderno há 26 jogadores que podem ajudar a seleção. O que era importante agora, neste período, é preparar todos os jogadores. Sinto as nossas ideias de como jogar contra o Congo são muito claras, mas há muitos jogadores que podem executar essas ideias.

E um desses 11 pode ser Matheus Nunes, o lateral direito da seleção diz que se o Roberto Martínez quiser, ele pode jogar em qualquer lado do campo.

Onde o mister quiser que eu jogue, eu vou jogar. É assim que funciona no clube, é assim que funciona na seleção. O que eu posso trazer é ajudar os meus colegas a cumprir o nosso objetivo, que é ir ao Mundial e ser campeões.

Já o central da equipa das Quinas, Tomás Araújo, refere que o grupo está unido para ir à conquista da taça desejada.

Nós sabemos que temos um grupo muito forte, com muita qualidade. Agora é trabalhar diariamente. Acho que estamos bem. Claro que podemos melhorar sempre um bocadinho, mas acho que estamos bem e vamos chegar até o fim.

A seleção portuguesa que viaja já na próxima sexta-feira, às 14h30 da tarde, para Palm Beach, na Flórida, deve chegar aos Estados Unidos por volta das 19h, hora portuguesa.

E é ainda na cidade do futebol que a equipa das Quinas vai assistir à cerimônia de abertura do Campeonato do Mundo.

E é o jogo de abertura entre México e a África do Sul, no mítico Estádio Azteca, na cidade do México. Esta cerimônia de abertura, que vai contar com nomes conhecidos da música mundial, como Shakira. É de recordar também que este recinto, o Estádio Azteca, vai fazer história. É o único que já integrou três Mundiais na história. Quem não pode integrar as bancadas deste Campeonato do Mundo são os adeptos com menos possibilidades financeiras, isto porque os preços dos bilhetes têm subido drasticamente. Ora, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirma que a culpa da subida galopante destes preços são os mercados de revenda, que são totalmente legais nos Estados Unidos.

O nosso preço de entrada por bilhete, que é de 60 dólares, é menor que qualquer um dos desportos americanos na fase de playoff. O nosso preço de média é abaixo de 500 dólares. O Mundial vai ser assistido por 6 bilhões de pessoas. Então, em termos de importância, o Mundial é muito mais importante. Há outro fato: quando colocamos estes bilhetes à venda, eles vão para o mercado secundário, o que é absolutamente legal.

O melhor remédio mesmo é acompanhar o Mundial aqui na Rádio Observador. Reportagem nos Estados Unidos, com a autoria do jornalista Miguel Cordeiro, e o regresso do Minuto 90, o único programa na rádio portuguesa onde vai poder saber o que se vai passar nos 104 jogos deste Campeonato do Mundo. Já começa nesta madrugada, à boleia do jornalista Diogo Varela, tanto a partida entre o México e a África do Sul, como também a partida da Coreia do Sul.

E vai começar hoje a loucura dos jogos do Mundial pra acompanhar aqui na Rádio Observador. Passamos para o futebol de clubes, porque Rui Costa vai hoje finalmente explicar o que realmente se passou na temporada passada do Benfica.

Com o presidente do Benfica a proceder a um balanço da temporada 25/26, bem como os esclarecimentos sobre a atualidade benfiquista. Conferência de imprensa a partir das 18h, no Estádio da Luz. Vai certamente fechar o capítulo Mourinho, que foi oficializado no Real Madrid esta semana e quem também já foi oficializado no emblema encarnado foi Marcos Silva. Certamente haverá muitas questões para o presidente encarnado para descobrir as respostas esta tarde no Estádio da Luz.

Falamos ainda sobre o Leça, João, que se sagrou campeão na quarta-feira.

E sagrou-se campeão do Campeonato de Portugal, vitória da equipa do Distrito do Porto sobre o Vitória de Cernache. Um jogo que apenas ficou decidido nas grandes penalidades, 5 x 4 no final, tanto no tempo regulamentar como no tempo extra, o jogo ficou empatado a uma bola. Na reação ao triunfo, Mica, treinador do Leça, não esconde o orgulho nos jogadores.

Orgulho por esses jogadores, orgulho pelos nossos adeptos, orgulho por tudo aquilo que nós fizemos ao longo da época, pela nossa estrutura, por todas essas pessoas que estão envolvidas no nosso dia a dia. De vez em quando, ou na maior parte das vezes, não aparecem aqui diante das câmeras. Mas sim, orgulho, feliz, muito feliz por conseguir um título muito importante pra nós

Já Natan Santos, da formação do Vitória de Cernache, técnico desta formação da Beira Baixa, afirma que o cansaço foi fator-chave no desfecho da partida.

Tivemos que gerir substituições em função disso, não daquilo que nós achávamos que era importante para o jogo, mas em função da capacidade que eles tinham para continuar em jogo. Malta a jogar lesinada. Muito grato, muito orgulhoso de tudo aquilo que eles fizeram e uma palavra de apreço também para o público, que foi incansável na forma como nos apoiou durante os 120 minutos.

Um Leça campeão do Campeonato de Portugal, perante bancadas do Jamor bem compostas no Estádio Nacional, tanto adeptos do Leça como do Vitória de Cernache. As duas equipes vão estar na Liga 3 já na próxima temporada. Viajamos novamente para os Estados Unidos, João, mas neste caso para falar de NBA. Os New York Knicks fizeram história nas finais da prova. E quase que iam mandando abaixo o Madison Square Garden. Uma vitória por 107 x 106. Isto para dizer que foi histórico, visto que ao início do terceiro quarto a equipa de Nova Iorque perdia por 29 pontos. Ora, com esta recuperação, totalizando os 107 x 106 pontos do resultado final, a equipa de Nova Iorque faz a maior recuperação da história da NBA no que toca a partidas das finais. O melhor em campo foi claramente Jalen Brunson, o jogador da equipa dos New York Knicks somou 36 pontos, cinco ressaltos e sete assistências. Também dar conta de OG Anunoby, que fez o ponto decisivo desta partida, somou 33 pontos, quatro ressaltos e uma assistência. Já do lado dos San Antonio Spurs, houve claramente em destaque o poste Victor Wembanyama, o jovem atleta francês somou 24 pontos, não chegou para pelo menos empatar esta eliminatória, que vai ter jogo cinco, que pode ser decisivo na madrugada de sexta para sábado. Jogo no Texas, em San Antonio, que pode dar o título até aos New York Knicks 53 anos depois. E agora, Miguel, vou-te perguntar aquilo que nenhum de nós gosta de fazer.

Mas vais perguntar na mesma.

Até porque estamos aqui muito em aprendizagem. Alguma vez carregaste num botão errado nessa mesa de som que tens aí à tua frente?

É capaz de já ter acontecido, sim. Embora eu não queira admiti-lo, mas acho que já deve ter acontecido.

É porque podem estar a ouvir aqui este programa, por isso é melhor não admitir. Mas quem não teve hipótese de não admitir foi um técnico de som no jogo amigável desta semana entre Argentina e Honduras. Ora, o técnico de som estava encarregue de colocar os hinos nacionais, colocou tudo direitinho no hino das Honduras e perante a perplexidade de Leo Messi e de Enzo Fernandes, que estavam no banco, a música que saltou não foi o hino.

Também não é mau.

Não, tem muito bom gosto e até porque a música é argentina, é dos Los Palmeras, "Bombon Asesino". Esta banda que até faz furor nas redes sociais por causa de um espetáculo antes de uma partida de uma final da Copa Libertadores. É uma banda da capital argentina, de Buenos Aires, e uma das músicas mais famosas deste grupo foi colocada de forma muito breve, cinco, seis segundos, apenas para soltar algumas gargalhadas, tanto no banco como alguma perplexidade nos jogadores que estavam já alinhados para entrar de início.

Houve reação nas bancadas?

Houve alguns assobios muito leves, até porque alguns adeptos da Argentina também acabaram por começar a dançar antes do próprio hino nacional. O que é certo é que podemos dizer que a campeã do mundo arranca com o pé em falso nesta temporada do Campeonato do Mundo. Pode ser que continue assim.

Era para nós.

Em caso de apanhar a Argentina, Portugal pode calhar com a equipa Alviceleste nos quartos de final. Seria um bom duelo entre Ronaldo e Messi, mas a mim não me apetece muito ver o Messi a ganhar.

A mim também não, sinceramente.

Até porque um já ganhou. Não precisa.

Não precisa de mais. E nós precisamos.

E nós precisamos, acima de tudo, de ouvir 1 minuto 90 a partir de agora, todos os jogos do Campeonato do Mundo para acompanhar aqui na Rádio Observador.

Fechamos este "Vamos à Bola" com "Bombon Asesino". A edição do "Vamos à Bola" de hoje foi com o João Lourenço.