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Olá, bem-vindos à "Vichy Suaze". Nossa sopa completou na última quarta-feira quatro anos de vida. Estão todos de parabéns, os que já saíram, o Pedro Nevides, a Rita Dinis, o José Pedro Mosos, a Rita Penela e o João Alexandre, e os comensais atuais, que é o Miguel Santos Carrapatoso, a Mariana Lima Cunha, a Inês André Figueiredo, o Miguel Vítor Dias, o Diogo Teixeira Pereira e eu, que sou o Rui Pedro Antunes. A história da "Vichy Suaze" é feita destas 11 pessoas, riso, todas, porque é uma equipa de futebol.
Parece um partido político, também vai se renovando com o tempo.
É feita destes 11, uma equipa de futebol, mas que felizmente aprecia menos as metáforas futebolísticas do que os nossos políticos.
O doutor António Costa é objetivamente o campeão dos impostos. O doutor António Costa será campeão em qualquer caso.
Tudo tem o seu tempo, e a seu tempo o PS fará essa escolha.
Ai, que horror. O Carlos Moedas é um fascista.
Da mesma forma que estive disponível para este trabalho na concelhia, estarei disponível se o Partido Socialista precisar de mim, mas este não é esse momento.
Ai, que horror. O Carlos Moedas é um fascista.
Isto tem um efeito de perturbação nas pessoas.
E todos nós sabemos que é mais fácil marcar o pênalti do que defender o pênalti.
Dos 11, hoje temos cá quatro, tantos como os anos que tem a "Vichy Suaze". Eu sou o Rui Pedro Antunes, sou editor de política do Observador e aqui ao lado tenho o Miguel Vítor Dias, que é repórter parlamentar, e as jornalistas da seção de política do Observador, Inês André Figueiredo e Rita Tavares. Até ver, ainda não fomos comprados pelo Ronaldo. Vai começar a "Vichy Suaze".
Será que as pessoas de seção de política também podem ser secionistas, como nas coletividades de esporte?
Eu consegui a virtude de trocar sempre a palavra que ia dizer a seguir antes. Em vez de ser jornalistas da seção, as secções da jornalista e por aí fora. Vamos começar. Passando as lamechices de que as pessoas não querem nada saber quantos é que nós fomos e somos, etc.
As pessoas querem é ser atendidas pelo SNS.
Exatamente.
Querem lá saber se o hospital é privado.
Isto isso há horas.
Nesta altura do ano, querem é ir pra praia.
Opa, espera aí que alguém é uma pessoa nova.
Eu não vou pra praia.
Vi um anúncio de uma operadora que era assim: dava minutos à borda e depois no fim eles estavam só falando. E estavam assim no meio das montanhas e diziam: "Lembra-s?- Mora ali". Sopa de couve de Bruxelas, é a primeira sopa que tenho para vos propor. Rita Tavares, vamos lá testar isso.
Não sei se vai dar, mas é a voz que tenho. Sopa de Bruxelas. É por causa desta questão, que surgiu mais uma vez esta semana com António Costa a tentar encerrar o assunto, pelo menos no PS, o assunto está a ser dado por encerrado, por enquanto. Falamos com alguns socialistas esta semana, eu e a Mariana Lima Cunha, e de fato, neste momento, há essa convicção de que ele quis fechar esta porta e que não podia fazer outra coisa senão fechar essa porta, que isso pode até funcionar como uma vantagem nesta altura, em termos dele surgir como garante de estabilidade, que é essa a frase que ele diz e que o presidente da República também acaba por sugerir, pelo menos na interpretação de António Costa, quando diz que se ele for para Bruxelas em 2024, interromper o mandato a meio, então convoca eleições. E os socialistas estão um pouco agarrados a isso. Alguns ainda leem que pode haver ali uma porta aberta e pode haver uma pressão e uma comoção, até há quem utilize esta expressão, uma comoção em Bruxelas que pressione António Costa de tal maneira que ele terá de ir, mas esse é um assunto que estão a tentar arrumar para daqui a um ano, fazendo até depender isso, de alguma maneira, da leitura dos resultados eleitorais das próximas europeias, porque se o PS tiver boas condições eleitorais nessa altura, então António Costa tem o respaldo, porque a estabilidade também acaba por ser o que é que pode acontecer ao país depois de uma saída dele. Se forem eleições, se o PS ganhar com um bom resultado, e as europeias podem dar um indicador nesse sentido, isso também pode ser utilizado como uma carta para justificar uma eventual ida para Bruxelas. Mas outra coisa mais engraçada que surgiu no texto do público quando António Costa fala da sua vontade de permanecer em Portugal, é uma parte final do texto onde é dito que o primeiro-ministro não deixa de parte que possa recandidatar-se em 2026. Esta parte da história, da narrativa, não é nova Já é uma coisa que tem vindo. Aliás, António Costa deu uma entrevista ao Expresso em dezembro passado e também deixava isso no ar, essa possibilidade. A questão é se isso é uma coisa que é verdade ou não.
14 anos.
Pois. E se nós formos ver ao histórico recente, numa entrevista ao Clube de Jornalistas que António Costa deu não há muito tempo, no final do ano passado, quando era questionado sobre a possibilidade de ir pra um cargo europeu e a primeira hipótese até era a Comissão Europeia, ele descartou a presidência da Comissão Europeia dizendo que quem está em funções executivas desde 95 não vai iniciar um novo ciclo de mais cinco anos em 2024. Ora, se alguém não quer ser executivo por cinco anos a partir de 24, por que há de querer ser executivo em Portugal por quatro anos a partir de 26?
E ficar nesse cargo até 2030, não é?
Fica um bocadinho esquisito e acho que é um gato escondido com o rabo de fora, porque de facto António Costa não fica nada pra lá de 2026, nem se vai recandidatar, mas nesta altura não pode dizer outra coisa, até porque fragilizaria os últimos anos do seu mandato em Portugal. Se dissesse já que os últimos dois anos do seu mandato seriam já a despedida e o país já estaria todo a pensar noutra coisa, ele quer evitar isso, claramente.
Eu estava a dar esse exemplo ontem quando estávamos ali com os microfones desligados, que era precisamente a Angela Merkel a queixar-se de como se desenvolveu tudo em torno e a grande dependência da Europa do gás da Rússia e de todas as movimentações militares que depois levaram à invasão da Ucrânia. E ela estava a dizer: "Eu não consegui fazer nada, porque já sabiam que eu ia terminar o mandato dentro de dois anos. Eu não tinha poder nenhum. Eu era chanceler, mas não tinha poder, não me respeitavam na Europa, não me respeitavam já dentro do próprio governo alemão". Respeitavam mais numa perspectiva de quase como ela estivesse de saída, quase como se fosse uma chanceler honorária, pelo respeito do cargo, mas não a respeitavam pra tomar decisões. E eu acho que António Costa teme um bocadinho que o final do governo dele-
Fica António Merkel.
Fica António Merkel. Ela esteve 14 anos à frente. Em 2026, ele poderia querer ser Merkel em termos de longevidade.
E a Merkel conseguia mandar na Europa sem ter um cargo europeu, coisa que António Costa não pode.
Sim.
Pela dimensão do país.
Mesmo que seja presidente do Conselho Europeu, não vai mandar assim tanto.
Eu só fiquei com uma dúvida, que é se o gato escondido com o rabo de fora é o Zé Albino, que assinou três anos esta semana.
Parabéns, Zé Albino.
Que é o gato do Rui Rio.
Foi um elemento muito decisivo na campanha eleitoral.
E acho que o responsável pelas relações internacionais do PSD e um vice-presidente da bancada deram os parabéns ao Zé Albino no Twitter. Luiz Paixão Martins já deve estar a falar.
Também já fez um post claro a dizer: "Bem-vindo, Zé Albino".
Ele que dedica umas páginas do livro dele ao Zé Albino, acho que deve estar muito contente com essa situação. Mas dizia eu que é normal que António Costa não queira ser fragilizado precisamente nesse final de mandato e que vá alimentando, pelo menos por agora, o tabu, até para suster estas conversas sobre a Europa. A tua Europa é esta, Miguel, a tua sopa de couve de Bruxelas?
Não, a minha Europa é de quem não quer ir à Europa, é de quem prefere apostar no campeonato nacional, que é Joaquim Miranda Sarmento, que disse que não queria ir à Champions e ficaria pela Assembleia da República. Batendo assim com a mão na mesa, ao fim de um ano, quase, de liderança parlamentar, mais de um ano já. Fez questão de fazer essa clarificação. Nós já tínhamos escrito aqui no Observador que ele ia ficar e que Luís Montenegro ia assegurá-lo. Aliás, Luís Montenegro diz que não dá votos de confiança porque confia desde o primeiro dia.
E reforçou, Miguel, deixa-me só dar esta achega, com uma declaração em ona no Expresso desta semana, na edição do Expresso desta semana, precisamente no sentido daquilo que nós já tínhamos escrito, que é que ia assegurar Joaquim Miranda Sarmento.
Exatamente.
Isto não é product placement, é mesmo que é importante pra análise.
Mas ainda assim, a meio da semana houve uma tese contrária, que foi do Diário de Notícias, que dizia que podia haver uma saída limpa pra Europa. E Miranda Sarmento, na reunião da bancada, ele que até opta por, ou pelo menos o histórico diz que tem procurado fugir aos conflitos e às tricas mais partidárias, digamos assim, nas reuniões da bancada, tem aproveitado para tratar apenas dos assuntos que vão ser discutidos no Parlamento. Ali fez questão de, no fim, dizer que não ia pra Europa e de agradecer até àqueles que acreditavam que ele podia ser um bom candidato, procurando ali dar um toque à ala crítica dentro da bancada e clarificando essa questão que até pode sair, mas pelo menos não está planeado nem está previsto que o faça.
Inês, a tua Europa também tem a ver com isto ou não? Qual é a tua sopa de couve de Bruxelas?
Eu quero uma sopa de couve de Bruxelas mais virada aqui para a Iniciativa Liberal. Vou aproveitar aqui este momento. Nós na semana passada falávamos da forma como tanto a IL como o Chega têm uma oportunidade nas eleições europeias, principalmente se o PSD continuar a não descolar do PS nas sondagens. E a Iniciativa Liberal deu esta semana mais um passo neste sentido. Rui Rocha esteve pela primeira vez na cimeira do Renovar a Europa, do Renew, que é o grupo dos liberais no Parlamento Europeu, e veio, digamos assim, de convicções reforçadas. Nós falámos com o presidente da Iniciativa Liberal depois dessa cimeira e até de ter tido um encontro com alguns dos membros mais importantes dos partidos liberais na Europa.
Artigo que será publicado esta sexta-feira à tarde no site do Observador.
Exatamente. O próprio Macron, Charles Michel. E o que Rui Rocha nos disse foi que a Iniciativa Liberal é reconhecida como, palavras dele, um caso de sucesso entre os parceiros liberais na Europa e que até vai ser usado como exemplo pra outros países da Europa que estão a tentar fazer crescer partidos liberais. Ora, mais importante do que isto é que à boleia deste boost de força que Rui Rocha foi buscar à Europa. A Iniciativa Liberal assume que quer ir mais longe do que tinha nos objetivos inicialmente previstos na moção estratégica, e Rui Rocha diz que o partido vai fazer tudo para eleger dois eurodeputados. Isto prova que a IL vai investir em força nestas eleições europeias, mas há uma questão que continua em cima da mesa, que tem a ver com o candidato e com o nome de João Cotrim Figueiredo continuar a ser discutido. O ex-presidente da Iniciativa Liberal é visto como alguém que tem perfil para o cargo. Na altura da convenção, quando o entrevistámos, não recusou essa ideia, disse que não era um objetivo que tinha, mas se o partido precisasse muito, ele poderia estar disponível. Mas este objetivo de eleger dois deputados podia também ser beneficiado se o primeiro candidato fosse alguém com a força que Cotrim Figueiredo tem, até pelo reconhecimento que tem na rua, mas também porque quando saiu da liderança da Iniciativa Liberal era, segundo uma sondagem da altura, o líder político mais bem avaliado do país. Para concluir, arrisco-me a dizer que dificilmente a IL tem alguém nas suas fileiras que conseguisse um melhor resultado na Europa do que João Cotrim Figueiredo neste momento.
A julgar pela popularidade que ele tem.
Exatamente.
Avançava rapidamente para a sopa de alface. Não é que tenhamos que perder muito tempo com esta sopa.
Alface também come-se rápido.
Também pode haver uma relação com a Europa, porque uma candidata que parece que pode ser candidata a tudo.
É verdade.
É isso?
Parece que sim, pelo que vai dizendo. Ontem estávamos a contar que estamos a falar de Marta Temido ser candidata ao PS de Lisboa. Eu tinha dito que tinha ouvido a entrevista dela ao podcast "Geração 70", um podcast da SIC, e ela numa resposta em que está a falar sobre o estado do país e a situação do país, faz questão, por si só, sem ninguém lhe perguntar, de voltar atrás para completar: "Bom, Portugal ou a Europa", como dizendo claramente que quer manter também essa porta aberta. Só sobre a apresentação de candidatura, achei só curioso Marta Temido apresentar-se ao PS de Lisboa com Duarte Cordeiro a dar-lhe a bênção por cima, que são os dois candidatos que estão na pole position pelo PS para a Câmara. Não sei se até lá aparecerá uma terceira via, mas estes dois parecem bem posicionados.
Muito bem, e eu gostei dela dizer: "E a Europa", porque, na verdade, está disponível para tudo. Não sei se é mais fácil na Europa, pelo menos a eleição está garantida.
Exato.
E ali só como vereadora, eventualmente, se Moedas estiver muito forte. Não sei se querem dizer mais alguma coisa da sopa de alface ou querem avançar na próxima?
Eu posso só dizer uma coisa, porque a minha sopa de alface não é essa. Decidi agora pôr aqui outra coisa. E eu acho que é mais um tema, que é esta parceria alfacinha contra Christine Lagarde e o BCE, que surgiu esta semana com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro a parecerem alinhados a criticarem a política monetária do BCE sobre as taxas de juro, que não param de subir e que já vinham sendo, de alguma forma, apoiados por Mário Centeno, que é o presidente do Banco de Portugal, o banco central português, e que tem vindo a dizer o quê? Que muito bem, foram aumentando os juros dos depósitos. Mário Centeno disse esta semana que vão continuar a subir, mas que nas taxas de juro aparece ali em tom de aviso a dizer: "É preciso ter calma, porque se isto continuar a seguir o verão, as famílias portuguesas vão ficar aflitas". Diria que Mário Centeno está um pouco distraído aqui, não é a seguir ao verão, as famílias portuguesas já estão aflitas há muito tempo. Os responsáveis portugueses chegam um bocadinho tarde, talvez, a este problema que os portugueses já estão a sentir há muitos meses. Mas vale tarde que nunca, chegaram agora e é em parceria. Não sei o que isto vai valer junto de Christine Lagarde. Não deve valer grande coisa, porque acho que nós não temos grandes créditos junto de Christine Lagarde, que já nos aplicou uma receita também dura quando foi o resgate da troika em 2012. Ela aparece aqui agora numa postura um bocadinho incompreensível nas declarações que faz em Frankfurt, quando fala da questão do aumento das taxas de juro, dizendo que é compreensiva com as famílias que estão a passar um mau bocado, mas a frase acaba aqui. E foi isto que Marcelo Rebelo de Sousa também veio criticar.
Ficamos sem tempo para a última sopa, que é a sopa do rei. Querem dizer mais alguma coisa?
Inês, por favor.
A minha sopa era ali na continuidade.
Pode ser também sobre se Pedro Nuno Santos vai aguentar mais do que a alface. Há esse desafio.
A Liz Truss.
Eu acho que Pedro Nuno Santos está para chegar, vai chegar agora. Por isso, espero que venha para durar mais do que a alface.
Para alimentar este programa.
Sim, é isso, é sempre muito engraçado quando Pedro Nuno Santos está cá, mas estamos mesmo sem alface.
Pode ser o king in waiting, por isso é que é a sopa do rei.
Tem uma expressão que aparece num texto que eu e a Mariana assinamos esta semana também sobre este assunto. Inês, leste o texto?
Para o foral.
Leste, Inês? Sim, leio sempre os seus textos, Marta Tavares. Muito bem.
E da Mariana.
Já agora que estamos aqui a falar de textos, ontem a Mariana escreveu-nos que a sabedoria popular ensina-nos como é que uma coisa que parece um pato, que é um pato. Que grasna como um pato, que anda como um pato, se calhar é um pato. Por isso, talvez Pedro Nuno Santos seja um pato. Vamos ver isso em 2026.
Muito bem, o Pedro Nuno Santos é como o "Melhor de Mim" e o Miguel Vieira está para chegar. E agora o noticiário e já vem de seguida a segunda parte da VigiSuave. Bem-vindos à segunda parte da Visto e Suave. Connosco temos novamente o deputado Tiago Barbosa Ribeiro, que já esteve na Visto e Suave. É também dirigente do PS no Porto, foi candidato à Câmara Municipal e é actualmente vereador em Feloures. Tiago Barbosa Ribeiro, bem-vindo.
Obrigado.
Começamos precisamente por uma questão mais nacional. O presidente do PS, Carlos César, já insistiu por estes dias que o governo precisa de uma remodelação. É mesmo necessária ou não?
Quem decide se a remodelação é necessária ou não é o primeiro-ministro. Eu ouço sempre com muita atenção as palavras do presidente Carlos César, de quem sou um admirador confesso e um amigo, e reconheço nele sempre muita ponderação e conselhos avisados para o governo. Mas quem decide se é necessária ou não uma remodelação é o primeiro-ministro. Eu creio que devemos desdramatizar o tema da remodelação. Já houve outras remodelações, certamente terá que haver remodelações, não especificamente até pelo desempenho dos ministros, mas por razões que se prendem com o desgaste das funções e portanto, se e quando ela surgir, o PS felizmente tem muitos quadros para assumir funções governativas.
Acha que está combinado entre o Carlos César e António Costa ou há mesmo aqui uma divergência?
Não, não considero que seja uma divergência. Não sei se há algum tipo de articulação de mensagem nesse sentido. O presidente Carlos César é alguém com muita experiência e com muita ponderação e muita visão política. Portanto, eu creio que os seus conselhos e aquilo que ele diz deve sempre ser ouvido com muita atenção, tal como aquilo que diz e faz o primeiro-ministro também, a quem não falta experiência e visão política. Portanto, creio que entre os dois o PS está bem dirigido.
E essa experiência política de Carlos César seria importante para dar um corpo político ao governo, ou seja, uma mudança orgânica que, por exemplo, fizesse de Carlos César vice-primeiro-ministro fortalecia o governo?
Eu creio que o contributo de alguém com a experiência do presidente Carlos César é sempre bem-vinda a qualquer função. Eu pude trabalhar com ele na tutela parlamentar e vi através da sua liderança, do seu papel, da sua experiência, o contributo muito positivo e muito importante que deu naquela legislatura entre 2015 e 2019. Creio que neste momento, pelo que ele próprio diz, não está disponível para funções executivas, está como presidente do partido, está como alguém que está no Conselho de Estado, está como alguém que vai intervindo na vida pública e portanto, creio que temos que respeitar essa posição, sendo certo que é sempre, obviamente, alguém que é muito considerado e ouvido dentro do PS e certamente dentro do governo, não tenho qualquer dúvida.
Ainda falando sobre a equipa governativa, perguntava-lhe aqui sobre João Galamba, que é um ministro que esteve em foco nos últimos tempos. Considera que ele está irremediavelmente fragilizado com todas as situações em que esteve envolvido? Acha que ele tem condições políticas para fazer trabalho nas infraestruturas?
Tem e creio que deve ser dado esse tempo ao ministro João Galamba. As situações que ocorreram foram situações que todos preferíamos que não tivessem ocorrido. Essa página está globalmente virada. Neste momento, o João Galamba tem dossiês pesados nas infraestruturas que tem que gerir no âmbito da CP, no âmbito da TAP, no âmbito do 5G e de uma forma geral naquilo que é sua tutela. E portanto eu acho que agora passado aquele período mais conturbado e irá dessa página que creio que neste momento ele deveria estar.
Você acha que a página está mesmo virada? Ainda na semana passada foi apanhado novamente em contrapé, quando veio falar por cima da comissão técnica independente que está a estudar a localização do novo aeroporto, pondo de parte a solução de Santarém, depois veio dizer que não tinha posto de parte, mas a verdade é que o ministro em funções considera que Santarém é longe e isso pareceu de alguma forma uma desautorização a uma comissão que até foi o primeiro-ministro que fez questão de estabelecer em acordo com o PSD. Um ministro assim, que quando fala acaba por criar polémica, é um ministro que não vai criar mais instabilidade no governo?
Não creio mesmo. Não digo isto, não creio mesmo. Relativamente a essa matéria, já teve a oportunidade de se referir o João Galamba que não quis colocar em causa o trabalho da comissão. Eu creio já agora sobre isso, que sobre localizações, não localizações, todos temos a nossa opinião e creio que devemos respeitar.
Mas ele é ministro, não é?
Ele é ministro e portanto terá que respeitar também aquilo que é o trabalho da comissão técnica e depois haverá uma decisão política sobre aquilo que seja o trabalho dessa comissão, em articulação com o maior partido da oposição. Relativamente ao João Galamba, eu creio que ele precisa agora de tempo para poder mostrar obra, como aliás mostrou, e creio que isso hoje em dia é consensual e no início das suas funções havia alguma, que reconhecemos, alguma desconfiança no âmbito, por exemplo, da energia. Foi uma pasta que ele geriu bem no setor. Creio que até pude ler no Observador uma avaliação na altura sobre esse seu papel e sobre aquilo que ele fez na pasta de energia. E portanto, o João Galamba é alguém que é muito inteligente, que é alguém muito trabalhador e alguém que tem que ter tempo agora, depois deste período inicial, que foi conturbado. Isso é reconhecido por todos, a começar pelo próprio. E portanto, agora acho que é preciso dar algum tempo para que esse trabalho possa ter visibilidade e reconheço aquilo que o primeiro-ministro também já disse Relativamente às remodelações e membros do governo, que a curva de aprendizagem nas pastas é sempre um tempo complexo e é um tempo que não pode ser desvalorizado quando falamos deste tipo de temas. Portanto, acho que é preciso colocar, neste caso, nos carris algo que diz muito da pasta das infraestruturas e é isso que todos esperamos, certamente, e o ministro Mário Centeno.
Olhando agora também para a situação do primeiro-ministro, acredita que António Costa fica até ao fim da legislatura? Questiono também se o fato de haver pressão internacional para sair não deve levar António Costa a ponderar essa decisão, até pelo prestígio que esse cargo europeu pode trazer para o país.
Essa é uma questão que é colocada com frequência e o primeiro-ministro já teve a oportunidade de a esclarecer por mais que uma vez. A última vez, se a memória não me falha, foi mesmo no início dessa semana. Já disse que não está disponível para cargos europeus e que está comprometido com aquilo que, e bem, foi sufragado pelo povo português, que é uma legislatura com estabilidade até 2026.
Vê com total clareza as palavras de António Costa?
Sim, ele recusou, quer dizer, por mais que uma vez esse caminho. Eu vou vendo e vou ouvindo, e percebo que neste momento, António Costa é alguém que tem um enorme prestígio internacional, conquistou por direito próprio. É alguém que está há oito anos no exercício de funções executivas em Portugal e que conquistou esse lugar por mérito próprio, por duas razões, essencialmente: pela sua competência, pelo seu trabalho e também por aquilo que foram as políticas desenvolvidas em Portugal.
Então também acha que António Costa é esse garante da estabilidade, que acha que não há alternativas, nem que seja dentro do PS, para assegurar estabilidade ao país se o primeiro-ministro decidir ir pra um cargo europeu?
Essa questão não se coloca, pura e simplesmente. Neste momento, é óbvio que o primeiro-ministro é o garante da estabilidade, porque tem uma maioria absoluta, porque já disputou três eleições legislativas em Portugal, o Partido Socialista tem vindo a ganhar as outras eleições sob a sua liderança, eleições a outros níveis de poder. Teremos eleições europeias para o ano e o PS entra nessas eleições, obviamente, para as ganhar. E cada vez que a oposição, sobretudo, agita essa ideia da saída do primeiro-ministro para a Europa, eu não tenho a certeza que percebam que estão a fazer-lhe um enorme elogio pelas razões que eu disse. É sempre um motivo de enorme prestígio ser considerado para uma função dessa natureza a nível europeu. E o primeiro-ministro, aliás, é público que já foi convidado em 2019. É público, porque ele disse que já foi convidado em 2019 para funções europeias, na altura recusou-as e neste momento tem um compromisso com o país, e é um compromisso que todos nós queremos que se mantenha naquilo que tem vindo a ser o desempenho e o seu desempenho à frente do governo, com crescimento da economia, com redução da inflação, com muitos desafios que temos pela frente e que ele tem liderado com sucesso.
Falou aí de algumas eleições futuras que o país terá pela frente. Para lá de 2026, é possível que António Costa se recandidate ainda nesse período ou o PS precisará de se refrescar com caras novas depois de todos estes anos do primeiro-ministro à frente do governo?
Claro que é possível, se o primeiro-ministro chegando ao fim desta legislatura e estando em condições e vontade, aliás, será mais a sua vontade pessoal de as disputar. Naturalmente, tem todas as condições para disputar. E mais do que isso, para as ganhar.
Não diga isso a Pedro Nuno Santos, não? Já que é amigo dele.
Sou amigo do Pedro Nuno Santos e de muitas outras pessoas, mas por que não ia dizer ao Pedro Nuno Santos?
Porque quem espera desespera ou não?
O Pedro Nuno Santos, eu também vou lendo o que se escreve sobre a questão do Pedro Nuno Santos e percebo o que estão a referir, mas isso escreve-se e vai se comentando, os comentadores, etc. Já há anos, desde 2014, pelo menos. E o que é fato é que essa questão não se coloca dentro do Partido Socialista. E o Pedro Nuno Santos, que é um grande quadro político do Partido Socialista, acho que isso é reconhecido por todos, seu desempenho agora nas duas comissões a que foi, à comissão de inquérito e à comissão de economia, mostrou essa competência, essa capacidade. Pedro Nuno Santos tem vindo a ser um quadro político muito importante para o projeto de governo que o primeiro-ministro lidera.
Por falar nessa competência e no quadro político que é, pra semana, Pedro Nuno Santos volta ao Parlamento, não pode integrar a Comissão de Economia e Obras Públicas, que lugar é que deve ocupar dentro da bancada?
Bom, isso será o lugar que teremos que ver com as comissões, será entre Pedro Nuno Santos e a liderança da bancada, a direção da bancada, confesso que desconheço qual será a sua vontade, e terão que ser feitos os ajustes necessários nas comissões para que ele tenha essa participação. Confesso que no desconhecimento, não sei mesmo qual será a sua vontade relativamente a isso.
Sobre essa relação com a direção da bancada, chegou a circular a tese que Pedro Nuno poderia ser líder parlamentar. Faz algum sentido isto?
Não. Fala-se pra liderança do partido, pra liderança do grupo parlamentar. E eu não vejo o Pedro Nuno Santos a ter qualquer tipo de reconhecer sim, a ter qualquer tipo de ação que leve a essas interpretações e eu tenho dificuldade em compreendê-las. A liderança do grupo parlamentar, neste momento, está bem entregue. O Eurico Brilhante Dias está a fazer, na minha opinião, um excelente mandato.
E deve continuar ou tem tudo para continuar.
Obviamente, deve continuar. Eu vi essas notícias, mas nem as compreendo. Com toda a sensibilidade, não vejo qualquer tipo de lógica Sequer nessa abordagem, mas vamos vendo e ouvindo algumas coisas, mas não corresponde minimamente àquilo que considero que seja aquilo que se vai passar de uma forma ou de outra.
Já percebemos que 2030 ainda ia a tempo para Pedro Nuno Santos ser líder do PS. Depois dessas polémicas todas em que esteve envolvido, mantém as condições para ser um potencial candidato?
O Pedro Nuno Santos creio que mantém todas as condições para ser aquilo que quiser no futuro do Partido Socialista e que os militantes entendam que ele tem condições para desempenhar. O Pedro Nuno Santos é um grande quadro político, eu creio que isso é inequívoco. É alguém com grande carisma, com grande capacidade de liderança, com grande capacidade política. Eu retomo aquilo que referi há pouco da sua participação nas comissões em que esteve recentemente, na comissão de inquérito e na comissão de economia. É alguém com visão, é alguém com conhecimento do país, é alguém com relação com o partido, que isso é reconhecido por todos, com o Partido Socialista e com a estrutura do Partido Socialista. O Pedro Nuno Santos esteve agora estes meses a descansar, com tempo também mais tempo para a família.
E deve-
Vai ocupar o seu lugar de deputado e o futuro veremos.
E deve voltar a este palco com que posicionamento político? Deve começar já a aproveitar para se posicionar nessa luta e nessa corrida que toda a gente lhe coloca à frente, que é para a liderança do PS e para a sucessão a António Costa no Partido Socialista. Deve já vincar as diferenças relativamente ao governo, ou não?
Não, eu volto àquilo que disse há pouco. Essa matéria, e sabem também isso, porque acompanham muito a vida política do país e do PS. Essa questão coloca-se há anos e tem vindo a ser colocada sucessivamente em entrevistas aos deputados do PS.
Sim, mas este é o momento em que ele não está dentro do governo, está fora do governo, vai para a Assembleia da República, vai ter comentário televisivo e é nessa lógica que eu lhe pergunto. Se nessa frente ele deve começar a fazer um distanciamento face à liderança de António Costa e também preparando o seu próprio programa político.
Não, eu não vejo qualquer racionalidade nisso, no sentido em que o Pedro Nuno é alguém que reconhece a ser alguém que é frontal e alguém que diz aquilo que pensa, que trabalha e luta pelos seus valores e princípios. E neste momento o Pedro Nuno é alguém que é deputado, será deputado a partir da próxima semana, do Partido Socialista, que suporta uma maioria, suporta um governo, que tem vindo a ter um excelente desempenho.
Não ganha nada em desiludir, é isso?
Nem se trata de ganhar ou não ganhar, trata-se de fazer uma análise correta da situação política do PS, da situação nacional, da situação do governo. Eu creio que estamos todos, em geral, e o Pedro Nuno por maioria de razão creio que evidenciará isso, comprometidos com o sucesso desta maioria, deste ciclo político que tem vindo a trazer bons resultados para o país. Eu creio que é isso que devemos destacar. Aliás, bons resultados nos quais ele trabalhou também enquanto esteve no governo. Isso é também a sua própria herança nesse sentido, que aliás ele bem a destacou na comissão de inquérito. Creio que é esse o caminho que vai ter que ser feito. Enquanto deputado e enquanto comentador, também viga essa situação, fará análises do país de uma forma geral e certamente dirá aquilo que entender te dizer em cada momento, se eu consigo antecipar o que ele irá dizer.
E na lógica de pensar aqui também um bocadinho no futuro, numa candidatura à liderança do Partido Socialista. Está convencido que ele tinha capacidade para convencer o país, tendo em conta que é uma figura do Partido Socialista sempre conotada com a esquerda do partido e que há uma conotação mais radical da sua postura dentro do Partido Socialista. Acha que vai ser fácil para ele convencer o país?
Primeiro teremos que ver se essa situação se irá colocar, em que momento e em que condições. Eu insisto, é sempre uma matéria demasiado especulativa para que se possa ter qualquer tipo de análise sobre isso. Mas sobre a matéria mais de esquerda ou mais de direita, basta ver que uma parte substancial das intervenções em torno, por exemplo, da TAP, eram intervenções que os partidos da oposição, incluindo os partidos à direita, consideravam uma intervenção austeritária no plano de reestruturação que foi feito e no plano, nomeadamente, de cortes salariais que tiveram que ser feitos.
Portanto, ele não é um esquerdista, é isso?
Não, é um socialista, é um social-democrata, é alguém que acredita, como acredita o Partido Socialista, numa economia de mercado regulada e na intervenção do Estado, quando o Estado deve intervir, neste caso, em empresas estratégicas e em setores estratégicos da economia e na área da saúde, na área da educação.
Está à sua direita, Tiago.
Diga.
Ele está à sua direita. É que o Tiago é visto como radical, como vindo do bloco de esquerda.
É verdade, esses radicalismos são imagens que não correspondem àquilo que as pessoas veem.
Mas ele está à sua direita ou não, no espectro político?
Não, de forma alguma. Creio que essa análise nem a consigo fazer com toda a sinceridade. Creio que todos nós somos militantes e dirigentes.
Só usar a palavra reestruturação e fazer despedimentos já lhe podia dar a ele esse recentramento e a ida para o lado mais liberal, pelo menos. Ouvi-o falar várias vezes em rescue and restructuring. Na comissão de inquérito.
Eu, como sou há muito tempo contra a privatização da TAP, se calhar haverá mais gente à esquerda do que eu nesse tema.
São dois perigosos liberais.
Somos dois perigosos liberais. É como as coisas são.
É dirigente do PS no Porto, conhece bem a realidade do Porto e do presidente da Câmara. Acredita que Rui Moreira vai ser cabeça de lista do PSD às eleições europeias?
É outra especulação. Eu na vida política aprendi a não fazer grandes análises a esse nível, porque desconheço e, portanto, quando não sei os bingos de áudios e o que está a ser discutido e debatido, não me pronuncio.
Então pergunto-lhe de outra forma: teme que haja esse acordo entre o movimento Rui Moreira e o PSD pode prejudicar o PS?
Não, temer, não. O PS não tem nada a temer. Do que conheço, não vejo como muito crível que o presidente Rui Moreira encabece uma lista do PSD às europeias, por várias razões, pelo seu posicionamento na cidade, pelo seu percurso político no Porto, por aquilo que sempre disse, por aquilo que sempre afirmou, mas é como digo, já vi notícias sobre isso, desconheço.
Aqui o facto a temer que a Inês estava a questioná-lo era se era um acordo que envolvesse também as autárquicas de 2025 e que dessa forma reduzisse as chances do PS de recuperar a autarquia.
Não, percebo a pergunta. Agora, eu creio que desse ponto de vista, o povo portuense tem demonstrado ao longo dos anos, em sucessivas eleições, que determinados arranjos ou determinadas leituras que por vezes se possam fazer ao nível dos partidos ou, neste caso, de estruturas que concorram a eleições, não determina nada. Ninguém é dono dos votos em geral. Isso é uma verdade lapalíssima, mas no Porto isso tem sido muito visível em algumas eleições em que são dados muitas vezes candidatos que já tinham ganho as eleições e depois perdem nas urnas. Já aconteceu mais do que uma vez. E portanto, eu creio que desse ponto de vista, qualquer tipo de arranjo, chamemos-lhe assim, nesse sentido.
Os portuenses vão perceber.
Não creio que isso pertencia necessariamente nenhuma estratégia de vitória e do que tenho lido, insisto, acompanho neste ponto de vista, estou como os meus jornalistas, do que tenho lido, vi recentemente um alto dirigente do movimento Rui Moreira dizer que vão concorrer às eleições autárquicas sem sigla partidária, digamos assim, sem um acordo partidário, o que significa que as coisas já estarão encaminhadas pelo lado do movimento noutro sentido, que não esse hipotético acordo. Embora reconheça que o PSD, neste mandato, procurou e tem procurado esse entendimento e tem procurado desistir, de certa forma, da cidade do ponto de vista de presença nos órgãos municipais. Isso tem sido muito visível desde o início do mandato, estamos sensivelmente a meio. O PSD tem desistido, de certa forma, de fazer propostas, de ter intervenção política na cidade, na expectativa de que depois possa ir na carruagem, digamos assim.
Claro, ficar com parte do eleitorado Rui Moreira. Mesmo pra terminar, o PS deve apostar num ministro pra recuperar uma câmara importante como o Porto, sei lá, José Luís Carneiro ou Manuel Pizarro?
O PS tem muitos, aliás, como se viu já noutras eleições, o PS tem felizmente vários quadros que podem ser-
Isso agora é um autoelogio.
Não, necessariamente não é um autoelogio. Estamos a falar da pergunta que me fez.
Está a dizer que tem altos quadros para a Câmara do Porto.
Não é isso. O que eu estou a dizer é que o PS, felizmente, tem vários quadros que podem ser candidatos à Câmara do Porto. É apenas isso.
Mas estes dois enchem as medidas ou não?
Claro que são dois grandes quadros do PS. Aliás, um deles já foi candidato duas vezes à Câmara. Outro já se referiu, nomeadamente nas últimas autárquicas, portanto apareceu como um protativo candidato e com as funções que estão a exercer e na minha opinião, cada um na sua área estão a exercê-las bem, são obviamente duas possibilidades que o PS tem para a Câmara do Porto, mas isso é tema que teremos tempo para ver. Depois o PS ainda vai ter o seu ciclo eleitoral interno também.
Exato. Se for António Costa a escolher, se calhar ainda é Eduardo Pinheiro e depois tem que travar na concelhia, é uma chatice. Vamos avançar então para o carne ao peixe. Vamos aí, soltar a trilha, já sabe como é, já cá esteve. Vamos embora. Tiago Barbosa Ribeiro, quem brindava com o martelinho no São João? João Galamba ou José Luís Carneiro? Quem é que dava uma martelada?
Acho que ambos gostariam muito de se referir a dar marteladas no São João do Porto. É sempre algo muito festivo.
A quem é que eu metia o alho poro junto ao nariz, então?
Alho poro não, porque eu não gosto de alho poro. Eu uso mesmo os martelinhos e portanto recomendo muito que passem pelo São João do Porto. Este ano já não dá que já foi, no próximo ano e talvez João Galamba e o José Luís Carneiro possam ir ao São João do Porto no próximo ano.
E com quem é que ia beber um café ao Majestic? Rui Moreira ou Rui Rio?
Ao Majestic, não teria propriamente nenhum tipo de problema em ir nem com o Rui Moreira nem com o Rui Rio, mas talvez com o Rui Moreira, com quem neste momento tenho uma relação mais próxima e mais recorrente pelas funções que tenho neste momento.
Vamos para um momento mais informal, que era beber um copo ao Maus Hábitos. Aí preferia levar Mariana Mortágua ou Paulo Raimundo?
Não sei. Depende de quem estivesse nesse momento disponível na cidade para ir a esse copo, não tenho problema nenhum de preferência.
Podia desafiar um dos dois.
Ou pode usar o critério de melhor companheiro pra copo.
Não sei qual deles é melhor companheiro pra copo, como é que eu hei de escolher? Não consigo ter uma solução pra isso. Peço desculpa, eu sei que é o objetivo.
Não faz mal.
Vamos lá ver se nesta dá. Ao lado de que candidato gostaria mais de descer Santa Catarina em 2026? António Costa ou Pedro Nuno Santos?
Já desci Santa Catarina com dois candidatos, com os dois dirigentes enquanto também candidatos. Já estiveram os dois em Santa Catarina e portanto espero que possam voltar.
Mas aí que é em 2026.
Em 2026, o candidato às eleições legislativas será previsivelmente o atual secretário-geral e primeiro-ministro António Costa e portanto lá estaremos para descer Santa Catarina com ele.
O previsível será António Costa?
O quê? Peço desculpa.
Só para ver se percebi bem, disse que o previsível candidato em 2026 é António Costa?
Sim, com certeza.
Ok. Para terminar, temos sempre a nossa sobremesa. Já nos trouxe uma vez uma música, não sei se tem agora oportunidade de nos dizer qual é a música que escolheu e porquê.
Escolhi agora "Modern Love" do David Bowie, apenas porque é alguém que ouço muito, gosto muito de David Bowie e acho que é uma boa música para terminarmos este programa.
Muito bem, Tiago Barbosa Ribeiro. Já nos está aqui a chamar o Major Tom a dizer que estamos a demorar muito tempo. E assim terminamos a Vixi Suave desta semana. Regressamos, como sempre, na próxima sexta-feira.