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Olá, bem-vindos à Vichy Soisse. A diferença foi por pouco, mas o PS venceu as eleições. A AD perdeu por pouco. Eu já ia dizer a ARD, que ardeu por pouco. E o Chega teve, nas palavras do seu próprio líder, uma vitória não assim tão grande. Eu acho que é o mesmo que dizer que é uma pequena derrota. João Cotrim Figueiredo ficou muito contente com a eleição de dois eurodeputados e o Bloco de Esquerda e o PCP, que foram com duas das suas melhores peças, viram a sua representação reduzida para metade, mas mesmo assim ficaram contentes, tendo em conta as circunstâncias.

Os portugueses voltaram a mostrar que confiam no Partido Socialista.

Nós reconhecemos que nos faltaram esses 10,9%. Alguém até poderia dizer que foi mesmo por pouquinho.

Nós não conseguimos obrigar quem não quer consensualizar a fazê-lo. O Partido Socialista tem um programa e não vai fazer corpo presente no Parlamento.

Que grande vitória da Iniciativa Liberal! Isso é uma evidência.

Hoje não foi um dia bom para o Chega.

Isso é uma evidência.

Relativamente aos cartões, eu de futebol não percebo nada.

Ora bem, alguém que ofereça um bilhete para Marienfeld, para Marta Temido, para ver um jogo da seleção. O meu nome é Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador, e comigo tenho o repórter parlamentar da Rádio Observador, Miguel Vítor Dias, e tenho o André Maia para comentar os cartões de Marta Temido.

O André Maia é o grande repórter da atualidade.

E a jornalista da seção de política do Observador e também grande repórter do Observador, Rita Tavares. Vai começar a Vichy Soisse. Estava a meter dois ou três cargos, também tive que meter a Rita para não haver aquela distribuição qualquer.

É que depois por cada cargo é cada subsídio que nós recebemos.

Exato. Tem a ver um pouco com o número de palavras do cargo. É o número de dígitos dos zeros. Era bom que fosse. A primeira sopa que eu tinha para colocar, não sei se vou conseguir pronunciá-la. Já tenho que falar francês, o que é normal num programa que se chama Vichy Soisse. Mas é waterzooi. Parece um nome.

Podemos pedir ao Cotrim Figueiredo para pronunciar, porque ele também se deu a conhecer nas eleições por vídeos no TikTok em que mostrava as suas capacidades linguísticas.

Pois foi.

E na cozinha.

E esta waterzooi é uma sopa belga que tem cebola e outros coisas como ingrediente. E como é belga, é para nos remeter para um certo sítio, para umas certas eleições que terminaram. Rita Tavares.

Sobre as eleições europeias e sobre o que saiu delas e o impacto que isso tem na política nacional. Eu acho que não muda muito no ambiente político. Mantém-se a mesma confusão entre os três, entre a AD, o Chega e o PS. O impasse e as contas parlamentares que se têm de fazer mantêm-se intocáveis, são as mesmas que se faziam antes das eleições europeias e também não me parece que tenha sido destas eleições. Aquilo que muitas pessoas até às vezes dizem com algum espanto, que é: os portugueses não querem legislativas. Acho que mostraram isso nestas eleições, como mostram em todas. Não querem legislativas antecipadas. Parece-me que isso nunca ninguém quer. Foi raro aproveitarem outras eleições para darem essa indicação. Já aconteceu, de facto, mas não foi em europeias sequer. Mas as leituras nacionais acabam por se fazer na mesma e fazem-se com todos os objetivos, depois de duas semanas de campanha em que todos os protagonistas políticos disseram que não havia leituras nacionais sobre a campanha.

E a Rita está aqui a fazê-las. Até me estava a parecer mal. Toda a gente disse que não havia.

Mas eu nunca achei nada.

Não só não neguei, como promovi.

O Chega, que saiu-

Só faltavam os negacionistas das leituras nacionais.

O Chega, que saiu mal das eleições, André Ventura admitiu na noite de domingo. Até o próprio Chega deixa dúvidas de que esteja tão assustado como têm dito. Com a descida da votação face às legislativas, uma vez que dois dias depois das europeias, disse que na Madeira vai votar contra o programa do governo. À partida, não parece que isso tenha produzido grande efeito. Vamos ver como é que será no próximo orçamento do Estado. Já o PS ficou evidentemente aliviado por não ter tido uma derrota eleitoral, que seria mais uma para Pedro Nuno Santos, desde que é líder. Houve muitas eleições num curto espaço de tempo e aí estamos a somar as regionais. Isso podia pesar, podia suscitar críticas internas e fragilizar Pedro Nuno Santos, que por isso mesmo acabou ficando em primeiro por um ponto percentual, tenta agora ganhar tempo para preparar uma alternativa ao governo e ele precisa desse tempo. Não houve, até agora, essa capacidade de se mostrar como uma alternativa e parece ter percebido que até o fim do ano é capaz de ser pouco tempo Para afirmar essa mesma alternativa.

Deixa eu só fazer um pequeno parêntesis, Rita, sem querer interromper o teu raciocínio, que é: hoje, graças à noite eleitoral, Luís Montenegro elogiou o anterior Ministro da Administração Interna pela forma como geriu o processo eleitoral, neste caso José Luís Carneiro, que foi o administrador interno. E além disso, está sempre uma competição com o antecessor, conseguiu manifestar o apoio de tudo fará por António Costa. Foi quase um bingo contra Pedro Nuno Santos.

Mas pronto, ele sai aliviado, sai a pensar que precisa de mais tempo, e já se começa a ouvir dentro do Partido Socialista, esta semana falámos com muitos socialistas para tentar perceber que leitura é que faziam dos resultados eleitorais das europeias, e começa-se a ouvir falar na palavra viabilização em relação ao orçamento do Estado para 2025. Alguns socialistas ainda empurram para o Chega essa responsabilidade e veem nos resultados do Chega uma pressão maior para que o partido de André Ventura acabe por viabilizar o orçamento à AD. Mas o que o PS está a tentar fazer, por agora, é colocar o AD entre a espada e a parede. Dizer: ou bem que negoceiam e dão uma abertura neste orçamento para acolherem propostas do Partido Socialista e aí há a capacidade do PS não ser um obstáculo ao próximo orçamento do Estado e permitir que o governo se mantenha, ou o governo cai. Mas o que o PS quer mesmo é não ficar com esse ônus em cima, o ônus de ter provocado eleições. Esta sexta-feira, Pedro Nuno Santos já veio dizer que o fator de instabilidade foi uma ideia que ele já tem usado. O fator de instabilidade tem sido o governo. Os socialistas lançaram a questão do diálogo outra vez, mesmo na noite eleitoral. Luís Montenegro respondeu com: "Não se dialoga com quem não quer dialogar". Isto parece que está aqui uma conversa um bocadinho embrulhada, como sempre. Até agora não há vislumbre de abertura, mas vamos ver, vamos dar esse barato. O que eu percebo desta semana é que ninguém, ou pelo menos o Partido Socialista, está muito preocupado em não ficar com a responsabilidade de criar uma crise política e há esse receio de que isso possa ser penalizado numas eventuais legislativas. E estão convencidos de que Luís Montenegro está à procura disso mesmo e de repetir aquilo que Cavaco Silva, que é o seu mentor político, fez em 1985 e depois conseguiu ter uma maioria absoluta na sequência da crise política que foi desencadeada.

Miguel, já foste fazer rodagem ao Citroën?

Eu não, mas Marcelo Rebelo de Sousa já andou a fazer rodagem ao lado de Luís Montenegro ontem na Feira Nacional da Agricultura e eu ia começar por aí, porque a Rita também estava ali.

Não começasses por aí.

É um espaço onde já fui muito feliz.

O CNEMA foi ontem.

Como diria José Carlos Malato.

De uma daquelas ordens de mérito que Marcelo Rebelo de Sousa-

Recebeu?

Recebeu o próprio CNEMA em si.

Muito bem, grandes passos. Vou apontar para fazê-la aos meus 50 anos. O presidente da República visitou ontem, de forma conjunta, a Feira da Agricultura com o primeiro-ministro, que é um sinal engraçado, porque Marcelo Rebelo de Sousa gosta sempre muito de andar sozinho na Feira da Agricultura, porque passa lá o dia inteiro a provar tudo e mais alguma coisa. E ontem arrastou Montenegro pra isso e procurou um bocadinho aquele respaldo que é importante nesta fase, e essa interpretação que ele fez, que é as eleições europeias deram sinal de que as pessoas não querem as legislativas antecipadas, porque Marcelo também está na fase em que precisa se livrar rapidamente daquela imagem de ser o homem das dissoluções. E, portanto, qualquer interpretação que ele consiga adaptar a que os portugueses querem a estabilidade, para ele parece uma boa interpretação. Pedro Nuno Santos até deu alguma ajuda na noite eleitoral, sendo que depois ao longo da semana, também como a Rita estava aqui a dizer, os sinais foram um bocadinho diferentes, porque no domingo, Pedro Nuno Santos lança a ideia dos Estados Gerais e de que vai aplicar o mantra quase de António José Seguro, do qual é a pressa, agora queremos fazer isto com tempo e queremos dar aqui um novo impulso ao Partido Socialista. Luís Montenegro, apesar de ter dito que é impossível dialogar com quem não quer, até reforça que quer é dialogar com o Partido Socialista, portanto continua sem olhar pra mais lado nenhum. Mas depois durante a semana, parece que o limbo voltou a aplicar-se novamente à política nacional. Até houve uma visita de última hora de Pedro Nuno Santos à Feira do Móvel, no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, que foi pra falar de tudo, menos de móveis, naturalmente, e que foi marcada assim um bocadinho à última da hora pra dar novamente o sinal de que o governo está pra pressionar o governo do Luís Montenegro. Portanto, se no domingo podíamos ter entrado aqui numa nova fase, chegamos à sexta-feira novamente com o limbo a manter-se e com cada um a tentar pressionar por um lado.

Eu sei que havia uma leitura do Pedro Nuno Santos ter visto carpinteiro pra ter ido à Feira do Móvel.

Pode ter ido ver uma boa mesa pra negociações, também. Mas depois também há só essa do artigo da Rita, de rescaldo destas eleições, da questão dos autarcas, que me pareceu particularmente relevante, sobretudo porque hoje o público fala também que 50 autarcas do PS estão de saída. Ou seja, não são só 50 a pressionar pra ter fundos, mas são 100, porque são os 50 que querem ficar com os lugares que o PS já tem. E essa pressão dos autarcas também é uma leitura que pesa porque ganha peso depois deste resultado.

E já havia uma declaração de Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios e a socialista, que é a presidente da Câmara de Matosinhos, a chamar a atenção pra necessidade de negociar o orçamento. E isto já em abril. Portanto, Luísa Salgueiro tinha em abril o discurso que agora começa a correr no Partido Socialista, que é: estamos abertos pra negociar Mas é preciso que o governo mostre também abertura para acolher propostas do PS.

Sim, mesmo Santos Silva e Ferro Rodrigues foram deixando, em algumas alturas, sinais de que era interessante uma negociação à centro.

Eu queria só, antes de passarmos ao próximo tema, Rui, deixar uma dúvida retórica, que é: como é que João Cotrim Figueiredo se vai safar de voltar a ser presidente da Iniciativa Liberal depois daquele resultado? E que é algo que ele abomina, como diz em todas as entrevistas.

Há de arranjar um bunker em Bruxelas onde se esconder atrás da rocha ou do Rocha. Agora ia propor uma sopa de casamento que existe. É uma sopa do centro feita de chanfana.

Portanto, cabra velha.

Exato. Há aqui uma sopa feita ao centro, um caldinho, que teve o apoio de Montenegro ao António Costa para o Conselho Europeu. Eu sei que isto é um bocado complicado, todas estas coisas dos top jobs, tendo spitzenkandidat e a França ganha um rassemblement.

De repente está tudo a falar estrangeiro.

Exato. Mas sobre isto, Rita, como é que estão os top jobs?

Eu achei graça na noite eleitoral, como nós andámos aqui enfiados em conjeturações sobre se Costa se libertava a tempo da questão judicial para seguir para Bruxelas e, de repente, num comentário da CMTV, António Costa diz que já tirou as ilações sobre não ter sido constituído arguido e parece que o processo-crime em que está, encostou.

Auto arquivou-se.

Não, por acaso eles abriram uma gaveta que há lá no rato onde estava o socialismo do Mário Soares e tiveram que meter o socialismo um pouquinho mais para baixo e meter lá dentro o processo do Costa. Foi a mesma gaveta.

O processo ainda existe, ainda não se sabe nada do Supremo, agora está no Ministério Público já, mas António Costa pediu para ser ouvido, foi ouvido e não saiu arguido. E isso para ele já é suficiente para se libertar de alguma maneira. E depois os socialistas europeus parecem estar interessados na figura para ocupar o cargo de presidente do Conselho Europeu. Já há o apoio do chanceler alemão. Mesmo assim, António Costa tem aparecido muito cauteloso. Foi cauteloso até nessa noite, que foi a noite em que ele mais falou sobre o assunto, porque esteve ali na CMTV a comentar a noite eleitoral. E até falou nessa noite da eventual vantagem de outros socialistas, nomeadamente os que estão sentados à mesa do Conselho Europeu, que é como quem diz, aqueles que estão em funções como chefes de governo. Mostrou que esse é o único receio dele nesta altura, é que alguém que esteja sentado à mesa, que seja um chefe de executivo em funções, possa ultrapassar alguém que não está lá dentro nesta altura, mesmo que ele tenha todos os apoios e que seja o preferido. Não é uma coisa que nunca tenha sido vista nesta distribuição de cargos europeia, nestas negociações. António Costa parece estar a levar a sério o aviso de Paulo Rangel, aqui há uns tempos, quando dizia que era preciso ter cuidado nestas discussões e negociações sobre o top jobs, porque quem entra papa muitas vezes sai cardeal.

E aí as grandes ameaças a António Costa serão, como ele diz, os chefes de governo que estão em funções, ele já não está, perdeu essa questão que às vezes ajuda a dar dignidade ao cargo e a dar dimensão ao cargo.

Mas António Costa saiu precisamente para manter a dignidade do cargo.

Exatamente. Mas a primeira-ministra dinamarquesa, que eu não me arrisco a dizer o nome dela, porque vou certamente errar a dizer Frederiksen, poderia ser, mas tem muitas resistências no Partido Socialista Europeu. E depois Pedro Sánchez, que é um dos negociadores.

Também é um socialista em funções, mas quer dizer, saindo, provoca um problema em Espanha, porque os socialistas provavelmente perderão.

E teve uma hipótese há pouco tempo, não é?

O que eu gostaria, porque podia dar aqui uma sopa de feijão. Mas não, é muito arriscado. Agora, há sempre uma questão de, naturalmente, quem está a negociar poder oferecer-se. Aliás, António Costa chegou em 2019 a ser falado para o cargo de fora e depois, aparentemente, alguém falou no nome dele.

Eu acho que é uma boa hipótese de António Costa ser bem-sucedido, porque a questão vai ser resolvida de uma maneira muito latina, que é no grande jantar de segunda. Os espanhóis falam do grande jantar de segunda, onde se negoceiam os altos cargos da União Europeia. E ia só notar a facilidade toda com que isto está a acontecer, depois de há cinco anos ter existido quase uma golpada com o spitzenkandidat do PPE, o Manfred Weber, ter sido afastado. Este ano parece que está tudo mais ou menos entregue e parece que vai ser tudo resolvido de forma muito mais rápida e simples do que há cinco anos.

António Costa...

E agora daqui a uma semana isto virou-se tudo no grande jantar de segunda e temos que tirar este podcast do ar para não parecer burro.

E na verdade, há aqui várias situações no sentido em que há um Conselho Europeu, de facto, na próxima semana, mas na verdade, aquele em que devem ser fechados os cargos é no final do mês, só 26, 27.

Ou seja, este será mais para os apoios que estão a ser falados em surdina se formalizar.

E na verdade, depois a decisão final vai ser nessa altura. Isto é um período muito perigoso para António Costa.

Para os cardeais que querem passar a papa.

Exatamente. E repara, entre esse final de junho e meados de julho, em que há a primeira sessão plenária, que será no dia 16 em Estrasburgo, ao mesmo tempo, na véspera do dia Do dia do debate do Estado da Nação em Portugal. Eu estou me a rir porque fui no 10 de junho e acho que não vou aqui cometer nenhuma inconfidência, porque de facto havia jornalistas, inclusivamente o Vasco Maldonado Correia estava identificado com o microfone e eu estava lá ao lado dele e creio que o presidente da República e o presidente da assembleia, se não me reconhecem, poderiam ficar no escuro. Mas eles iam a conversar e o José Pedro Aguiar Branco ia dizer a Marcelo Rebelo de Sousa que fazia anos no dia 18 de julho. E o presidente da República disse ao número dois da nação: "Temos que ir almoçar, no dia a seguir ao Estado da Nação já fechou." E o José Pedro Aguiar Branco disse, para também acrescentar: "É o mesmo dia do Mandela." E de facto eu fui confirmar ao Wikipedia e ele faz anos no mesmo dia que Mandela. Ao que Marcelo Rebelo de Sousa, com a sua calma habitual, disse: "Mas esse já se finou, vamos almoçar os dois." Como quem diz, Nelson Mandela já não dá para convidar.

Já não há hipótese para convite.

Já não dá para convidar. E portanto, é com esta bonita história sobre o facto de José Pedro Aguiar Branco fazer aniversário no mesmo dia de Nelson Mandela que fechamos a primeira parte da Vixi Suave. Voltamos já a seguir com, eu posso arriscar dizer, o futuro líder da JSD, João Pedro Louro. Bem-vindos à segunda parte da Vixi Suave. O nosso convidado é João Pedro Louro, é o candidato único neste momento à liderança da JSD, é também o secretário-geral da JSD neste momento, o que significa que é uma espécie de número dois de Alexandre Poço, embora existam vários vice-presidentes. João Pedro é candidato único, até ver, pelo menos à liderança da JSD. Traz-nos aqui um problema, se aparecer um segundo candidato que vamos ter que o entrevistar. E pra si também é pior que pode perder. Mas há vários deputados da J na Assembleia da República, Évora Braz Pinho, Martin Seider, enfim, por aí fora. Não sei se pronuncio bem, porque o nome Martin é difícil de dizer, deputado eleito por Coimbra. E acabou por sair das listas na altura, creio que era o número cinco por Setúbal. Não estou errado? Elegeram quatro. Já perdoou Luís Montenegro por não o ter colocado em lugar elegível?

Boa tarde a todos. Em primeiro lugar, obrigado pelo convite e pela oportunidade. Eu perdoei rapidamente, até porque é evidente que houve uma discordância e isso deve ser naturalizado. Devemos olhar pra isso com naturalidade, porque só um partido não democrático é que não tem por vezes algumas discordâncias. E de facto, eu tinha uma visão, uma estratégia que passava por inverter a sub-representação estrutural que existe da juventude portuguesa em todos os centros de decisão. E esse era o meu grande objetivo, aumentar essa representação. De facto, a direção nacional do partido tinha uma sensibilidade diferente, uma visão diferente.

Creio que não foi o único que ficou desapontado. Houve pelo menos mais outra pessoa.

Em todos os processos de elaboração de listas há sempre pessoas que ficam desapontadas, faz parte. E lá está, isso é normal. Agora a direção nacional do partido tem toda a legitimidade nas suas escolhas, escolhas que eu respeito e o facto de ter discordado dessa visão não beliscou em nada o meu compromisso, empenho, dedicação na campanha da Aliança Democrática nas eleições legislativas. Eu fui com gosto diretor de campanha da Juventude da Aliança Democrática, percorri o país ao lado de Luís Montenegro, empenhado em eleger Luís Montenegro como primeiro-ministro de Portugal e Luís Montenegro tem perfeitamente a noção disso.

Mas isso não enfraquece? O líder da JS está no Parlamento, não enfraquece não estar no Parlamento?

Eu creio que não, porque o papel da JSD não se esgota no Parlamento. Aliás, eu creio até que há males que vêm por bem. E o facto de estar fora do Parlamento permite-me estar no terreno, estar em todo o território, estar com os nossos militantes, com os jovens de Portugal. E é isso que eu quero pra JSD, quero uma JSD que está ao lado e junto das associações de estudantes, junto das associações juvenis, junto dos grupos de jovens.

Não acha que se precipitou ao sair? Elegeram quatro. Vou lhe dar um exemplo, se Bruno Vitorino for pro governo, já daria pra entrar. Não acha que se precipitou ao ter saído? Se calhar Luís Montenegro tinha razão na altura e aquele lugar não era assim tão mau.

Eu não me arrependo nada da decisão que tomei. Justamente porque eu tinha esta visão, esta visão não foi a mesma da direção nacional, eu respeito isso, mas entendi que devia não integrar as listas da Aliança Democrática e como disse, acho que isso é uma oportunidade única pra JSD.

Deixe-me só perguntar-lhe que tipo de líder é que pretende ser, se é um yes man da juventude partidária ou se irá fazer, por exemplo, como Pedro Passos Coelho no tempo de Cavaco Silva, ou mesmo no caso do Partido Socialista, Sérgio Sousa Pinto, foram sempre enfant terrible. Vai ser o quê? Vai ser mais uma extensão de Luís Montenegro ou vai ser alguém que discorda dele ativamente?

A JSD historicamente nunca foi, não é e não será também comigo uma caixa de ressonância do partido. Nós somos a voz da juventude junto do partido e nunca o seu contrário. E eu simplesmente honrarei o papel histórico que a JSD tem na sociedade e quero mesmo ser a voz dos jovens junto do partido e, sobretudo, junto do governo, porque acredito também que o facto de hoje o PSD ser governo é uma oportunidade única para a juventude portuguesa ser uma prioridade neste país, porque ser jovem em Portugal hoje continua a ser uma realidade dramática. Três em cada quatro jovens recebem menos de €950, um em cada três emigra. Estamos a falar de uma geração eternamente adiada e uma das gerações que mais tarde sai de casa dos pais. E por isso, é para dar voz a esta geração, para devolver a esperança e mostrar uma luz ao fundo do túnel a um jovem em Portugal, que eu me candidato à JSD, que serei presidente da JSD.

Deixe-me falar aqui de um jovem que já saiu da casa dos pais. Sebastião Galho perdeu estas eleições europeias. Isto prova que faz sentido ter candidatos mais experientes neste tipo de eleições e não aqueles que ainda têm idade para estar na JSD.

Não creio que a derrota que a Aliança Democrática teve nas eleições europeias se deva à idade do Sebastião. Eu creio que a idade não é sinônimo nem de falta de qualidade, nem de qualidade. O Sebastião Galho fez uma grande campanha nas eleições europeias e a verdade é que, apesar de ter sido uma derrota, que é inegável, a verdade é que foi a Aliança Democrática que cresceu em número de votos e apesar dessa derrota, desse objetivo, que era ganhar as eleições, não ter sido alcançado, a verdade é que a Aliança Democrática conseguiu manter a representação no Parlamento Europeu. E isso foi um dado positivo, porque foi a primeira vez que dois partidos à direita do PSD elegeram quatro deputados para o Parlamento Europeu. E apesar desta eleição de quatro deputados, a verdade é que a Aliança Democrática manteve a sua representação e permita-me destacar também que a JSD também manteve a sua representação parlamentar no Parlamento Europeu com a Lídia Pereira. Agora, se eu tivesse de apontar um defeito ao Sebastião Galho, seria talvez não ser militante da JSD, mas eu creio que ele ainda vai a tempo de resolver isso.

Vai convidá-lo? Já pensou convidá-lo?

Aproveito este palco d'O Observador para convidar o Sebastião Galho a filiar-se na JSD, porque será muito bem-vindo.

Quando um partido quer candidatar um jovem para cabeça de lista e esse jovem não está na juventude partidária, é porque existe uma falta de quadros na JSD?

Não creio. E a história prova que a JSD tem historicamente excelentes quadros, o atual presidente, o Alexandre Poço, Margarida Balseiro Lopes, que também foi presidente da JSD e hoje é ministra da Juventude.

Mas ainda assim, quando é preciso um jovem para representar o partido, vão fora da JSD. O líder do partido foi fora da JSD.

São escolhas do líder do partido, que eu respeito. Agora, eu conheço muito bem os quadros da JSD, os militantes e dirigentes da JSD, e sei que há muita qualidade dentro da JSD.

Mas que o líder do partido não reconhece, pelos vistos.

Reconhece. O Rui há pouco referiu que temos deputados da JSD e, por isso, existem esses-

No caso do João Pedro, é o quinto lugar para Setúbal.

Sim.

São escolhas que eu respeito, já disse que naturalmente teria feito outras, mas também é normal, porque estou deste lado da JSD. Agora, eu sei que na JSD temos quadros com muito valor, com percurso acadêmico, com percurso profissional, também com percurso político e a minha decisão, por exemplo, de não integrar as listas, foi de facto um exercício de liberdade de quem não depende da vida política, de quem nunca dependeu e de quem tem uma carreira. E por isso eu acho que o meu exemplo é o exemplo de muitos e muitos militantes da JSD.

Deixe-me fazer-lhe só mais uma pergunta sobre Sebastião Galho. Acha que ele podia vir a ser um líder do PSD um dia?

Não sei. O Sebastião Galho mostrou ser um grande quadro, um grande ativo, com pensamento político, não só agora nesta campanha, mas no trabalho que já vinha a desenvolver há muitos anos e por isso é evidente que a política lhe corre nas veias. Não sei se ele tem essa ambição. Agora, uma coisa que eu sei é que para ambicionar ser líder do partido, tem que ser militante do partido e, portanto, eu já deixei aqui o convite ao Sebastião.

E esse desafio também foi deixado em campanha pelo próprio líder do partido. Mas acha que ele pode vir a ser um bom líder do PSD? É uma figura que tem essas características?

Não sei, creio que é prematuro estar a antecipar o futuro político do Sebastião Galho. Sebastião Galho acabou de ser eleito ao Parlamento Europeu e acho que como qualquer um que aceita e integra um cargo político, tem de mostrar o seu trabalho no Parlamento Europeu e por isso eu desejo-lhe as maiores felicidades no Parlamento Europeu e o futuro, vamos ver.

Quando foi feita a pergunta a Luís Montenegro sobre o apoio a António Costa na noite eleitoral, ouviram-se alguns apupos na sala do hotel e segundos depois Montenegro manifestou o apoio a António Costa e a sala aplaudiu com estrondo. Estava lá nessa altura?

Não estava. Posso dizer que estava num casamento e por isso não estive presente na noite eleitoral.

Mas não fica chocado com o nível de carneirismo que existe, ilustrado com esta situação?

Eu creio que existe, por vezes, nos partidos políticos alguns maus exemplos. E é inegável que isso acontece e o carneirismo a que se refere é algo que eu não aprecio nem no PSD, nem em qualquer outro partido. E, portanto Não fico chocado, porque não é a primeira vez, infelizmente, mas eu acho que temos todos de fazer um esforço, militantes, dirigentes dos partidos, para credibilizar a atividade política.

E neste caso, concorda com a decisão de apoiar António Costa?

Concordo. Aliás, creio que seria caricato Portugal ter a oportunidade de ter o presidente do Conselho Europeu e simplesmente não o apoiar, porque não é do nosso partido, quando nós sabemos que o presidente do Conselho Europeu será sempre um socialista europeu e, portanto, dentro dos socialistas europeus, eu creio que se tivermos a oportunidade de ter um português, devemos aproveitá-la e por isso concordo em absoluto.

Vamos entrar aqui numa série de questões que são relacionadas historicamente até com posicionamentos das juventudes. A JSD há relativamente pouco tempo, em 2020, fez uma reflexão sobre a despenalização das drogas leves. A presidente era a Margarida Balseiro Lopes, hoje ministra da Juventude. Qual é que é a sua posição sobre esta matéria?

A minha posição é a posição que a JSD referendou. De facto, fizemos um referendo interno. Aliás, eu era vice-presidente na altura da Margarida Balseiro Lopes, e a posição da JSD hoje é sim à despenalização das drogas leves e por isso é a posição que também adoto.

Que vai seguir. Já alguma vez consumiu drogas leves?

Prefiro não responder a essa questão, mas devo dizer que, apesar da JSD ter essa posição, creio que não é prioridade para um jovem português.

Mas está confortável, é uma posição boa.

Estou confortável com essa posição, porque é a posição que foi referendada internamente dentro da JSD, mas acho que a juventude portuguesa tem muitas outras preocupações e essa não é uma questão hoje fraturante para a juventude portuguesa.

Durante a campanha das europeias-

Deixa só dizer que na altura a coordenadora do gabinete de estudos achou que era relevante e a presidente da JSD também. Conhece bem as duas, Jorge.

Sem dúvida, mas eu acho que à data de hoje, e também fruto da herança socialista que o Partido Socialista deixou à minha geração e à nossa geração, hoje a prioridade para um jovem é ter acesso a um salário digno, é ter acesso a uma casa para viver. E por isso creio que há outras prioridades hoje para a juventude portuguesa.

A AD e o cabeça de lista foram muito atacados nas eleições por causa de se manifestarem contra a inclusão do direito ao aborto na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Qual é que é também a sua posição sobre a questão da interrupção voluntária da gravidez?

Repare, sobre essa questão de introduzir direitos na Carta dos Direitos, eu creio que não faz sentido andarmos a colocar, seja na Constituição, ou seja na Carta dos Direitos Humanos, todo e qualquer tipo de direito, porque senão, seja a Constituição, seja a Carta de Direitos Humanos, vai ter uma extensão que eu creio que não é aceitável. Para além disso, eu creio que devemos ter alguma cautela quando colocamos um direito numa carta tão importante como a dos direitos humanos, que possa conflituar com outro tipo de direitos, como o de liberdade, por exemplo, dos médicos de serem objetores de consciência. E por isso, no final, poderíamos estar a obrigar um médico a realizar uma interrupção voluntária da gravidez. E, portanto, eu creio que devemos ter aqui alguma cautela e eu acho que o mais importante é garantir e preservar o direito à autodeterminação das mulheres. Eu creio que isso hoje, com a atual legislação, está salvaguardado.

Também é um assunto que não vale a pena mexer. Deixa só ir a mais um, que é a questão da eutanásia. Luís Montenegro defendeu no passado um referendo. A lei acabou por ser aprovada, está ainda em águas de bacalhau, passe a expressão. Deve ser novamente votada no Parlamento ou deve mesmo ser referendada a questão da eutanásia?

Eu acho que se essa discussão voltar à agenda política, sou a favor do referendo. Mas devo dizer, e esta é uma opinião muito pessoal, que faz-me alguma confusão andarmos a falar sobre a eutanásia com a ausência total de uma rede de cuidados paliativos hoje existente, que não existe em Portugal. Faz muita confusão, porque no final do dia aquilo que nós temos de garantir é que qualquer decisão que um cidadão português decide e toma, deve ser feita em liberdade. E eu tenho dúvidas que alguém seja verdadeiramente livre com sofrimento e dor.

Mas tem alguma posição, quer quanto à eutanásia, quer quanto à IVG, a favor ou contra, a lei atual está boa?

Eu posso dizer que sou contra a eutanásia, mas mais do que ser contra a eutanásia, faz-me mesmo muita confusão debatermos a eutanásia quando não damos uma resposta de cuidados paliativos aos portugueses. Faz-me confusão. E por isso acho que andamos a inverter as nossas prioridades. Não faz sentido falarmos da morte quando não conseguimos aliviar o sofrimento e a dor de uma pessoa-

Na interrupção voluntária da gravidez, acabou por não responder, qual é que é a sua posição?

Eu estou confortável com a atual legislação e acho que a interrupção voluntária da gravidez ocorre há cerca de 20 anos e estou muito confortável com a atual legislação e acho que não devemos procurar reabrir esse debate.

Sim, não vamos aqui entrar numa onda caricatural, mas de facto há temas que são mais fora da caixa e muitas vezes foram suscitados pela própria JSD. Em particular, este até entrou na campanha das europeias, o PCP acusou, ou a CDU acusou o PS de ter uma posição diferente, por exemplo, sobre a legalização da prostituição em Bruxelas e em Portugal. E a JSD, o JS também pegou neste tema em 2015, mas a JSD por essa altura também pela mão do Simão Ribeiro. Qual é que é a posição atual da JSD sobre este assunto?

Eu admito que a questão da legalização da prostituição não é um tema que a JSD tenha vindo a debater nos últimos tempos com a pertinência e com a reflexão que merece Este tema. E eu partilho desta conjuntura que existe na JSD de que é necessário maturar o tema, refletir o tema e ter real noção do impacto que uma decisão dessas naturezas tem, sobretudo na vida das mulheres. Agora, há uma coisa que eu posso garantir: a posição que eu adotarei sempre é aquela que melhor proteger a vida e a liberdade de uma mulher em Portugal.

O PSD aprovou o IMT Jovem, permite que alguém, que não a Ana dos Olivais, possa comprar um imóvel, vamos imaginar, por exemplo, no Saldanha, por €630 mil, e que tenha um desconto, e não será uma isenção total, de €10 mil no IMT. Como é que consegue explicar aos jovens, que alguns fazem parte da JSD, da classe média e da classe média baixa, que vai dar um apoio de €10 mil a alguém que compra uma casa de 630 mil?

Repare, a questão da isenção de IMT e do imposto de selo-

Este caso pode acontecer, este que eu referi.

Sim, mas repare, a questão da isenção de impostos na compra da primeira casa, de facto, foi uma bandeira da JSD nos últimos anos e também é uma prova daquilo que a JSD pode fazer quando tem a oportunidade de estar nos centros de decisão. E é algo que tenho muito orgulho, porque de facto hoje existe uma dificuldade no acesso à compra da primeira casa para um jovem. E por isso é que somos uma das gerações que mais tarde sai de casa-

Suponho que não seja uma dificuldade de alguém que possa comprar uma casa de €630 mil. Não estou a tentar ser moralista.

Não, repare-

Um jovem que compra uma casa de 630 mil precisa de um apoio do Estado como o que o PSD agora propõe de €10 mil?

Repare, talvez na ordem desse valor, não, mas isso não retira a pertinência e a importância de uma medida desta natureza de facilitar o acesso. E foi isso que a JSD procurou. Aliás, a proposta inicial da JSD nem se referia a valores dessa natureza. Referia-se na altura, inicialmente, até 250 mil. Depois alargamos até 300 mil, porque de facto a realidade imobiliária em Portugal tem vindo a aumentar.

Seria impossível, por exemplo, em Lisboa, se não andasse nesses valores, mas para explicar a quem nos está a ouvir, até €316 mil.

Isenção total.

Isenção total. A partir daí até 633 mil é o valor máximo que se atinge até aos 316. No desconto, qual seria?

Isenta os primeiros 316 mil. A proposta que saiu por parte do governo é essa e eu aplaudo, sobretudo, a motivação e o empenho em facilitar o acesso a um jovem de adquirir a sua primeira casa, porque acho que isso contribui muito para um jovem se emancipar em Portugal e também ficar em Portugal, porque esse é sem dúvida alguma o maior desafio que temos nos próximos tempos, que é garantir que um jovem que queira ficar em Portugal, pode ficar em Portugal.

João Pedro, temos que avançar mesmo para o cardápio. Já estamos a chegar aqui à parte final da nossa entrevista.

Agora é que aperta.

Mais ou menos. Se fosse líder do partido, quem é que escolhia para cabeça de lista às europeias? Sebastião Bugalho ou Alexandre Poço?

Seria uma deslealdade não convidar o Alexandre Poço. Portanto, sendo secretário-geral dele há quatro anos, com todo o respeito pelo Sebastião, que já o convidei para fazer parte da JSD, convidaria o Alexandre Poço.

Voltou a discordar do Montenegro aqui, só para registar.

Quem é que convidaria para dar uma conferência sobre saúde na JSD, Ricardo Baptista Leite ou Ana Paula Martins?

Eu acho que os dois faziam um excelente painel para refletir a saúde em Portugal.

Aqui não se compromete.

Gostaria de ser mandatário da juventude de que candidato presidencial, Pedro Passos Coelho ou Luís Marques Mendes?

Olhe, são dois candidatos que eu garanto que serão melhores, qualquer um deles-

Já lhe demos uma borda

...do que Mário Centeno. E aceitaria com gosto ser mandatário de qualquer um deles. Mas já que querem uma escolha, considerando que eu me filiei na JSD por causa de Pedro Passos Coelho, tendo que escolher um deles, escolhia Pedro Passos Coelho.

Muito bem. Para terminar, se tivesse de existir um governo de bloco central liderado pelo PSD, quem é que gostava que fosse vice-presidente, naturalmente indicado pelo PS, nesse caso se o PSD vencesse as eleições, Pedro Nuno Santos ou José Luís Carneiro?

Eu preferiria José Luís Carneiro.

Muito bem, só ficou conforme numa, bastante bom, três em quatro é uma boa média. Vamos agora avançar para a nossa sobremesa, que é a música que nos trouxe, a música Freedom, do Pharrell Williams. Quer explicar o porquê desta escolha?

Sim, claro. E até confesso que inicialmente pensei no Mundo Sabe Que, pelo ano que tivemos, mas decidi trazer Freedom, de Pharrell Williams, porque não só é a música que me tem acompanhado nesta caminhada por todo o país, mas porque é uma música que simboliza a liberdade e a autodeterminação, e acho que é isso que a nossa geração precisa.

Muito bem, e é com Pharrell Williams que terminamos a Vixi Suave desta semana, e não com uma música que celebra o início dos jogos no Estádio de Alvalade. A Vixi Suave, como sempre, regressa na próxima semana.