Testes

Já foi resolvido o maior problema matemático do mundo

264

Teríamos de viver milhões de anos para o conseguir ler do início ao fim. Agora, o computador mais poderoso do mundo respondeu ao maior problema matemático de sempre. Mas já levantou mais perguntas.

O documento com o maior problema matemático do mundo ocupava 200 terabytes no computador Sunway TaihuLight

Getty Images

Imagine que alguém juntava todo o conteúdo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos num só documento. É deste tamanho a resolução do maior problema de matemática do mundo. Tão grande que ainda ninguém tinha conseguido resolver esta operação. Agora, uma equipa de investigadores norte-americanos venceu este desafio da matemática. Mas apenas porque substituíram o lápis e o papel pelo super-computador Sunway TaihuLight, o mais potente e rápido do mundo.

É que um humano teria de viver 10 mil milhões de anos para conseguir ler a demonstração da solução, que ocupa 200 terabytes — ou 25.600 computadores com 8GB de memória — no melhor computador do mundo, escreve o ABC. Inventado há 35 anos, este é um problema de terno pitagórico, que é uma equação formada por três números naturais (1, 2, 3 e por aí adiante) de forma a que a soma entre o quadrado de dois desses números seja igual ao quadrado do terceiro número.

Difícil na teoria? Vamos ver se as coisas facilitam na prática. O que estes investigadores norte-americanos perguntaram ao computador foi: “Imagine-se que estamos a pintar números naturais. É possível pintar esses números naturais de vermelho ou de azul de modo a que nenhum terno pitagórico seja todo da mesma cor?”. Sim, respondeu o computador: isso pode acontecer 102.300 vezes até ao número 7.824. Mas atenção, alertou a máquina: a partir do número 7.825 é impossível encontrar ternos pitagóricos que não sejam todos da mesma cor. Porquê? A isso, nem o poderoso Sunway TaihuLight soube responder.

As descobertas de Marijn Heule, Oliver Kullmann e Victor Marek foram anunciadas no último fim de semana durante uma conferência internacional anual de matemáticos em Bordéus, França.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt
Morte

Xutos & Pontapés na Igreja e no Estado

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Não podendo o Parlamento honrar todos os cidadãos falecidos, é razoável que reserve as suas homenagens para os portugueses que mais se distinguiram pelo seu saber e serviço à comunidade.

IPSS

O Estado, essa doença comum

Alberto Gonçalves
126

Fora do manicómio em que saltita boa parte da “opinião”, o problema da Raríssimas não é ser “particular” na designação, nos estatutos e na teoria: é não ser particular na prática.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site