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Futebol. Paulo Bento deixa comando do Olympiacos

Técnico português deixa comando do campeão grego após terceira derrota seguida. Ainda assim, estava à frente no campeonato, nas meias-finais da taça e nos oitavos-de-final da Liga Europa.

Paulo Bento teve na Grécia a segunda experiência no estrangeiro, depois da passagem pelo Brasil

Paulo Bento deixou esta segunda-feira o comando técnico do Olympiacos, atual campeão e líder do campeonato da Grécia, de acordo. A decisão vem no dia seguinte à terceira derrota seguida na prova, frente ao PAOK Salónica por 2-0, algo que o clube não registava desde 1996. O conjunto helénico já confirmou oficialmente a saída.

Apesar dos maus resultados nos últimos encontros, a verdade é que a saída do técnico acaba por ser uma surpresa tendo em conta os objetivos do Olympiacos na presente temporada: está à frente do campeonato com mais sete pontos do que o Panionios (que só joga esta segunda-feira com o AEK Atenas), disputa a meia-final da taça e apurou-se agora para os oitavos da Liga Europa.

De acordo com a edição online do jornal Record, o técnico não terá gostado de uma série de interferências da direção na equipa, nomeadamente a imposição de jogadores como Marko Marín, Cambiasso ou Chorí Dominguez ou as saídas de Milivojevic e Elabdellaoui no mercado de inverno. Termina assim de forma precoce a segunda aventura de português no estrangeiro, depois da passagem sem sucesso pelos brasileiros do Cruzeiro.

Paulo Bento, que terminou a carreira de jogador em 2004 no Sporting após passagens por Estrela da Amadora, V. Guimarães, Benfica e Oviedo, começou a carreira de treinador nos juniores dos leões, onde se sagrou campeão. Depois, assumiu o comando da equipa principal verde e branca em outubro de 2005 na sequência da saída de José Peseiro, tendo ocupado o lugar até ao final de 2009. No ano seguinte, chegou à seleção nacional, onde ficou quatro anos.

Em termos de currículo, o técnico venceu duas taças e outras tantas supertaças no Sporting, tendo chegado às meias-finais do Campeonato da Europa de 2012, quando Portugal saiu derrotado no desempate por grandes penalidades frente a Espanha.

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