Venezuela

Mulher de Leopoldo López foi visitá-lo à prisão. Mais uma semana de protestos na Venezuela

Governo venezuelano suspendeu as visitas familiares de Leopoldo López, uma das vozes mais fortes contra o regime de Nicolás Maduro. Mas, 35 dias depois, a mulher conseguiu vê-lo. "O Leopoldo está bem"

Leopoldo López está preso desde 2014, depois de ter sido acusado de incitar a protestos violentos contra o regime. Há cerca de um mês, o Governo de Nicolás Maduro suspendeu as suas visitas familiares, sem qualquer justificação — mas, 35 dias depois, a mulher, Lilian Tintori, conseguiu vê-lo. “O Leopoldo está bem, mas continua isolado. Essa condição mantém-se”, disse.

Além da mulher, também foram à prisão de Ramo Verde os dois filhos de López e a mãe, Antonieta. Leopoldo López foi condenado a 14 anos de prisão depois de ter sido acusado de ter incitado os violentos protestos de 2014. Na quarta-feira, surgiram rumores nas redes sociais que diziam que o preso político tinha sido internado, porque estava doente. A mulher negou, contudo, que isso fosse verdade, explica o El Pais.

Entretanto, a situação na Venezuela continua sem dar sinais de paz. A coligação Mesa de la Unidad Democrática (MUD), de oposição ao regime de Nicolás Maduro, convocou mais uma semana de protestos contra o governo, fazendo saber que não vai estar presente na reunião marcada por Maduro para mudar a Lei Fundamental, vigente desde 1999, e que a oposição considera ser “uma fraude constitucional” e um golpe de Estado” de Maduro, diz o jornal sul-americano Um Nuevo Dia.

Oposição venezuelana não vai participar na Assembleia Nacional Constituinte

As manifestações contra o Governo de Nicolás Maduro já fizeram mais de 30 mortos. Para esta segunda-feira, a oposição marcou uma concentração em frente ao Ministério da Educação, liderado por Elías Jaua, que também é o responsável pela comissão presidencial para a Assembleia Nacional Constituinte.

“Vamos ao gabinete do senhor Jaua, acompanhados pelo povo, para recordá-lo que na Venezuela há uma Constituição que temos de respeitar”, afirmou o ex-candidato presidencial Henrique Capriles, opositor do regime. Capriles fez ainda saber que os manifestantes vão continuar nas ruas até que sejam garantidas novas eleições, libertados os presos políticos e que seja aberto um canal humanitário para a entrada de alimentos e medicamentos.

O Papa Francisco já se manifestou sobre a onda de protestos na Venezuela e pediu aos bispos venezuelanos para fazerem o possível para estabelecerem pontes de diálogo entre o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a oposição. Objetivo: encontrar uma solução para a crise que se vive no país.

Numa carta enviada aos bispos, o Papa disse estar a “acompanhar com grande preocupação a situação do querido povo venezuelano, perante os graves problemas que os afligem”, segundo a agência Lusa.

Papa Francisco pede aos bispos que insistam em apelar ao diálogo na Venezuela

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