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A dança de corpos de dois bailarinos e uma violinista, encerrados num espaço desenhado pelo artista visual Michel François, assinala a pré-abertura da 13.ª edição do Alkantara Festival, esta terça-feira à noite, na Gulbenkian. O festival dedicado à criação multidisciplinar arranca oficialmente a 21 de maio e conta com 16 espetáculos no programa.

Dois anos depois de ter sido a Artista na Cidade, a coreógrafa e bailarina Anne Teresa De Keersmaeker regressa a Lisboa com o espetáculo “Partita 2”, protagonizado também pelo bailarino Boris Charmatz e a violinista Amandine Beyer, que vai interpretar a 2.ª Partita para violino solo de Johann Sebastian Bach.

O espetáculo vai poder ser visto na Fundação Calouste Gulbenkian, terça e quarta-feira, às 21h00. Os bilhetes custam entre 15 e 22 euros.

A inauguração oficial do Alkantara Festival acontece depois a 21 de maio, com o espetáculo de abertura “Suite nº 1 «ABC»”, concebido pelo dramaturgo e encenador Joris Lacoste. Aqui, um coro internacional de onze intérpretes e outros tantos convidados locais, conduzidos por um maestro, executa uma seleção das gravações da Encyclopédie de la Parole, onde se incluem sons tão variados como o sermão de um televangelista, o discurso de defesa de um advogado, o momento de testar o microfone numa manifestação do Occupy Wall Street e a tagarelice do público antes de um espetáculo.

Ao todo, o programa do Alkantara Festival inclui 16 espetáculos de artes performativas (com cerca de 40 apresentações), muitos deles nacionais. Tiago Rodrigues, Cláudia Dias, e Marlene Monteiro Freitas, do grupo Mala Voadora, são alguns dos artistas portugueses cujos espetáculos vão poder ser vistos até 8 de junho, nos palcos da Culturgest, Gulbenkian, Teatro Maria Matos, Teatro São Luiz, Teatro Nacional D. Maria II, Museu da Eletricidade, British Council e Espaço Alkantara, em Santos-o-Velho.

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