Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O presidente do Comité Económico e Social e presidente da comissão organizadora das comemorações do 10 de Junho, José Silva Peneda disse esta terça-feira que tanto o país como a União Europeia precisam de um “novo equilíbrio”, pedindo um compromisso alargado para a próxima década de modo a “equilibrar as finanças públicas, reformar o Estado e pôr a economia a funcionar”. Em vez de ceder a respostas “populistas”, o ex-ministro de Cavaco Silva considera que os políticos devem fazer com que “o novo nome da paz na Europa se chame crescimento e emprego”.

Silva Peneda sublinhou que nos últimos anos o poder mais forte na Europa foi o dos “mercados financeiros”, mas isso criou uma situação “desequilibrada”, fazendo com que aumentassem “os número elevados do desemprego e o fenómeno da pobreza”. Para combater isto, o antigo ministro disse que é necessário um “compromisso com a duração de uma década”. “As respostas simples podem ser tentadoras, mas aparecem carregadas de populismos”, disse Peneda.

O presidente do Conselho Económico e Social alertou que também o país “precisa de maior equilíbrio” especialmente na capacidade de “dialogar com os que mais sofrem”. “Se um cidadão está impedido de aceder a direitos basilares, não é um ser verdadeiramente livre” insistiu Silva Peneda, face às dificuldades enfrentadas pelos portugueses e por todos os europeus durante o período de crise. Uma frase inspirada numa citação de Roosevelt que já tinha sido usada pelo presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro (que assistia ao discurso na tribuna), em maio deste ano.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR