Luís Suarez afirmou na sua defesa ao painel disciplinar da FIFA que a mordida a Giorgio Chiellini, jogador da seleção italiana, no jogo do Campeonato do Mundo a decorrer no Brasil, não foi propositada. “Perdi o equilíbrio e fui com a minha cara contra o jogador”, disse.

A Federação Uruguaia de Futebol também já lançou formalmente à FIFA um apelo contra a sanção de Suarez – suspenso em nove jogos de seleção, quatro meses fora do futebol e condenado a pagar uma multa de 82.000 euros -, tendo agora sete dias para preparar a papelada. Suarez, neste momento, está proibido de entrar em estádios.

Na carta escrita para o painel disciplinar da FIFA a 25 de Junho, um dia depois do Uruguai ter derrotado a Itália por 1-0, Suarez escreveu: “Aquilo não aconteceu como vocês estão a descrever, como uma dentada ou intenção de morder”. A defesa do jogador aparece no sexto parágrafo: “Depois do impacto… perdi o equilíbrio, fazendo o meu corpo instável e caindo em cima do meu adversário. (…) Naquele momento, eu bati com o rosto contra o jogador deixando um pequeno hematoma na minha bochecha e uma forte dor nos meus dentes”, argumentou.

Contudo, o painel de sete responsáveis da FIFA discorda do jogador: “A mordida foi “deliberada, intencional e sem provocação”, concluiu. O painel, presidido pelo ex-jogador internacional suíço Claudio Sulser, incluíndo membros de Hong Kong, Panamá, África do Sul, Ilhas Cook e Singapura, confirmou que o árbitro mexicano Marco Rodriguez não viu a dentada durante o jogo, tal como todos os assistentes. “Não vi o incidente porque a bola estava noutro sector do campo”, lê-se no documento.