O que se pode fazer com um balão de hélio, um iPhone, um localizador GPS e um paraquedas? Enviar um iPhone numa “viagem espacial” e filmá-la. Foi esta a experiência realizada por um grupo de alunos de secundário da Academia Giles, em Boston (Inglaterra).

Andrew Castley, professor de ciências na academia, conseguiu juntar alunos de matemática, física e comunicação social num projeto que pretendia cativá-los para as ciências. O projeto que levou cerca de dois anos a planear e a angariar fundos, revela o El Mundo – foram precisos fundos para adquirir o paraquedas, que permitiu uma queda suave do aparelho. Além disso, o iPhone levava acoplado um sistema que lhe permitiu resistir às baixas temperaturas.

A viagem durou cerca de duas horas e meia, mas começou com um pequeno precalço – o aparelho colidiu com uma árvore. Depois de subir cerca de 29 quilómetros (18 milhas) – até à estratosfera (uma das camadas da atmosfera) -, o balão rebentou e o engenho caiu a cerca de 64 quilómetros (40 milhas) do local de lançamento, num campo de Norfolk, relata a rádio BBC de Lincolnshire.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

À medida que foi subindo o iPhone filmou os campos e as casas, passou o limite das nuvens com o Sol ainda bem visível, enquanto subia e girava mostrou o bordo de um continente e o escuro infinito do espaço. Numa próxima oportunidade Andrew Castley espera voar mais alto e fazer a transmissão das imagens em direto.

Mas não é a primeira vez que alunos levam a cabo uma experiência deste tipo. Em agosto de 2013, quatro alunos de 16 anos de Maceió, no Brasil, lançaram o balão do Projeto Estratosfera, depois de passarem um ano a desenvolver e testar o engenho, e a angariar cerca de 3,5 mil reais (cerca de mil euros), noticia a Globo. O balão subiu a uma altura de 33 quilómetros e registou três horas de imagens.

A ideia partiu de um dos alunos que quis reproduzir o trabalho que tinha visto desenvolvido numa universidade. O feito foi surpreendente no Brasil porque ainda só tinha sido concretizado por estudantes universitários e estes quatro alunos de secundário não contaram com o apoio de nenhum especialista – todo os cálculos e testes foram realizados por eles.