As redes sociais ainda não se esqueceram da polémica do Facebook e surge a notícia que o site de encontros OKCupid também realizou um estudo com os perfis dos seus subscritores. Foram os próprios a anunciar os resultados no seu blogue.

Em bom rigor, não foi apenas um estudo, mas sim três. Em 2013 organizaram o “Love is Blind Day” e removeram as fotografias de perfil de todos os utilizadores durante sete horas. Como resultado, a utilização global do site diminuiu mas as conversas que se estabeleceram tiveram “maior profundidade”, ou seja, foi trocada mais informação entre os casais. Numa segunda experiência, inverteram o processo e apagaram o texto deixando apenas as fotografias, para estudar a correlação entre as descrições de personalidade (texto) e a sugestão da imagem e concluíram que existe correspondência. A terceira experiência consistiu em inverter a compatibilidade, ou seja, as relações previsíveis que o algoritmo do OkCupid estabelece de acordo com a informação fornecida pelos utilizadores. O resultado, embora não seja inédito, mereceu um sublinhado: muitos dos encontros que se concretizaram desta forma acabaram por resultar, o que indicia que a “sugestão” tem um peso importante nas relações (ou pelo menos, no seu início).

Ao contrário do que aconteceu com o Facebook, a manipulação dos perfis no OkCupid não gerou polémica. Por um lado, são incomparáveis as dimensões e a natureza das duas redes sociais, por outro, o propósito do estudo foi, segundo os responsáveis do site norte-americano, o de melhorar a ferramenta informática que cruza a informação e deste modo potenciar o sistema de encontros. Devemos ainda considerar que o anúncio público e oficial do estudo feito pela OkCupid ajudou a desmistificar, uma vez mais, o propósito da presença dos utilizadores nas redes sociais: eles são, simultaneamente, utilizadores e produto. E a maioria não se importará que esse seja o preço a pagar pelo encontro do parceiro dos seus sonhos.

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