É um regresso à Belle Époque parisiense. O Península Paris marca a estreia da cadeia de hotéis asiática Peninsula Hotels na Europa e promete funcionar como um hino à hotelaria de luxo. As portas do novo hotel abriram pela primeira vez a 1 de agosto e o sítio parece não ter sido escolhido ao acaso.

O antigo Hotel Majestic foi o edifício eleito pelo grupo chinês para a entrada da marca na “cidade da luz”. A história fala por si. Em 1922, aquele que foi um dos grand hotel do século XX organizou um jantar que juntou o autor Marcel Proust ao artista Pablo Picasso e ao escritor James Joyce. Cinco anos mais tarde, foi a vez de receber o compositor norte-americano George Gershwin, durante as três semanas em que compôs a peça “Um Americano em Paris”. Mais: durante a Segunda Guerra Mundial, o Hotel Majestic foi a sede dos militares alemães, aquando da ocupação francesa e também foi a casa onde foram assinados os acordos de paz para acabar com a Guerra do Vietname.

Situado na zona dos Champs-Elysées, em pleno centro parisiense, o Peninsula Paris tem disponíveis cerca de 200 quartos de luxo, incluindo 34 suítes. O trabalho de renovação do edifício durou seis anos e pretendeu recuperar a mística cultural e artística que tanto caracterizou a cidade de Paris no início do século XX. Os artesãos envolvidos na recuperação foram “escolhidos a dedo”, como revela o hotel na sua página oficial, que adianta que o resultado é o que de melhor se faz no artesanato francês.

Na reconstrução, foram gastos cerca de mil milhões de dólares, segundo a imprensa internacional. O Peninsula Paris é o décimo hotel que a cadeia asiática, conhecida pela tecnologia e pelo luxo dos seus empreendimentos, abre no mundo. Uma noite no novo hotel de luxo pode custar entre mil e 25 mil euros e ao dispor dos hóspedes está uma frota de BMWs, Mini Coopers, dois Rolls Royces e uma equipa de 600 funcionários, que inclui massagistas e apreciadores de charutos.

Para noites de glamour, na cidade que respira glamour e arte, um novo convite à Belle Époque. Pretexto para relembrar Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, em Casablanca, 1943, e dizer “We will always have Paris”.