A Sporting SAD anunciou esta quinta-feira que rescindiu com justa causa os contratos que tinha com o fundo Doyen, com quem tem travado um braço de ferro por causa de uma eventual venda do futebolista argentino Marcos Rojo.

“Sem prejuízo da nulidade dos contratos celebrados com a Doyen, relacionados com os jogadores Marcos Rojo e Zakaria Labyad, a Sporting SAD vem comunicar que procedeu, hoje, à resolução com justa causa dos respectivos contratos”, indicou a SAD leonina, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No comunicado, que não explicita as consequências da decisão nem os próximos passos que vai tomar, o Sporting adianta que a 7 de agosto informou o fundo Doyen — detentor de 75% dos direitos económicos do argentino Marcos Rojo — de que “tinha enviado para análise do seu departamento jurídico os contratos envolvendo os direitos económicos de jogadores celebrados com essa empresa”.

O clube considera que o fundo está a realizar “ingerências” e “ilegítimas pressões” sobre o Sporting relacionadas com a venda de jogadores. O comunicado do Sporting surge horas depois de uma nota enviada pelo fundo Doyen às redações, na qual a empresa acusa o presidente do Sporting de mentir e de ter feito exigências extracontratuais relacionadas com a venda de Marcos Rojo, que – face ao impasse — se recusou a treinar com o resto da equipa e está agora sob alçada disciplinar do clube.

Num comunicado emitido durante a noite, o Sporting acusa o presidente da Doyen de se ter feito passar por um representante de um clube estrangeiro numa reunião entre o Sporting e uma delegação desse clube, que “entendeu (…) aparecer de surpresa no Estádio José Alvalade”, mesmo tendo sido já recusada uma proposta por Marcos Rojo desse emblema. O Sporting não especifica, mas o clube em causa poderá ser o Manchester United, que, segundo notícias surgidas esta semana, teria feito uma proposta de 20 milhões de euros por Marcos Rojo.

Para além disso, o Sporting acusa o diretor da Doyen de, no início da época passada, ter enviado “SMS sbusivos” a Bruno de Carvalho, “informando, em letras maiúsculas, que ‘o Marcos Rojo vai para o [clube estrangeiro]’ e que ‘se não o deixarem ele vai começar a provocar problemas na Academia'”, lê-se no comunicado do clube de Alvalade, que comenta: “Veio a constatar-se que esta tática é recorrente e apenas vai mudando o nome dos clubes”.

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