A atividade das seguradoras sob supervisão do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) subiu 18,5% no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período de 2013, registando um resultado líquido superior a 256 milhões de euros. Segundo o relatório da evolução da atividade seguradora do primeiro semestre de 2014, divulgado nesta segunda-feira pelo ISP, a produção global de seguro direto em Portugal apresentou um aumento de 18,5%, situando-se em cerca de 6,6 mil milhões de euros.

O resultado líquido global nos primeiros seis meses do ano, de acordo com o relatório, ultrapassou os 256 milhões de euros. Para a evolução da atividade das seguradoras, o ISP considera que foi determinante a produção do ramo ‘vida’, cujo crescimento foi de 26,9%, fixando-se nos 4,946 mil milhões de euros. Já os ramos ‘não vida’, no entanto, apresentaram um decréscimo de 0,8% nos primeiros seis meses do ano, perante o período homólogo, fixando-se agora nos 1,694 mil milhões de euros.

Segundo o relatório, os custos com sinistros de seguro direto apresentaram uma quebra de 1,9%, resultante de diminuições tanto no ramo ‘vida’ (de 1%) como no ‘não vida’ (5,1%). No primeiro semestre observou-se ainda um acréscimo do valor das carteiras de investimento das empresas de seguros de 5,3% face aos montantes sob gestão no final do ano passado.

A taxa de cobertura da margem de solvência das empresas supervisionadas pelo ISP fixou-se, em junho deste ano, em 229%: nas entidades especializadas no ramo ‘vida’ a taxa de cobertura foi de 232,7%, enquanto nas ‘não vida’ o nível foi de 290,3%. Já as mistas apresentaram um rácio na ordem dos 202,1%.