Caças franceses atacaram esta sexta-feira posições do grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque, fazendo da França o primeiro país a juntar-se à campanha aérea norte-americana contra os ‘jihadistas’.

“Esta manhã às 09h40 (08h40 em Lisboa), os nossos aviões Rafale realizaram um primeiro ataque contra um depósito logístico dos terroristas da organização Daesh (acrónimo árabe do grupo Estado Islâmico) no nordeste do Iraque. O objetivo foi atingido e completamente destruído”, indica um comunicado da presidência francesa.

O texto precisa que “outras operações realizar-se-ão nos próximos dias”.

O presidente François Hollande anunciou na quinta-feira numa conferência de imprensa ter autorizado os ataques aéreos, sublinhando que não haverá “tropas terrestres” e que a França não irá realizar ataques na Síria.

“O parlamento será informado a partir da próxima semana pelo primeiro-ministro das condições do envolvimento das nossas forças ao lado das forças armadas iraquianas e dos ‘peshmerga’ (combatentes curdos) para enfraquecer a Daesh e restaurar a soberania iraquiana”, adianta o comunicado.

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O presidente norte-americano, Barack Obama, saudou na quinta-feira a decisão da França de realizar ataques aéreos no Iraque, considerando que a coligação contra os ‘jihadistas’ do EI está a tomar forma.

Os aviões franceses iniciaram na segunda-feira missões de reconhecimento no Iraque, a partir da base aérea de Al-Dhafra, que a França tem desde 2009, a 30 quilómetros a sudoeste de Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos.

Paris tem seis caças Rafale e perto de mil soldados na referida base e pode mobilizar um porta-aviões, o Charles de Gaulle.