As assembleias de voto abriram neste domingo pelas 7h00 (8h00 em Lisboa) em São Tomé e Príncipe, para as eleições legislativas, locais e regionais, mas sem grande afluência.

Poucas pessoas acorreram a votar na Escola Básica D. Maria de Jesus e no Instituto Superior de Educação e Comunicação da Universidade de São Tomé, onde estão instaladas muitas das assembleias de voto na capital, constatou a Lusa no local.

Mais de 146 mil são-tomenses são neste domingo chamados a escolher deputados e autarcas, numas eleições em que se multiplicaram os habituais apelos a uma participação maciça, mas desta vez num contexto em que as eleições gerais acontecem após a abstenção recorde nas presidenciais de julho.

No último dia da campanha eleitoral, o Presidente da República, Carlos Vila Nova, apelou ao voto e aos partidos para que respeitem a vontade do povo, afirmando que “a abstenção banaliza” e exortando a população “a acorrer massivamente às urnas”.

O mesmo fez o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) são-tomense, Jeudiger do Nascimento, lembrando que “o voto de cada são-tomense conta para definir o futuro do país”.

Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento Cidadão Independente/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais quase quatro mil eleitores em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta, registando-se então uma abstenção de 58,81%.

Além de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) há a registar os da União Europeia (UE) e do Parlamento Europeu, da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

O antigo primeiro-ministro da Guiné Equatorial Vicente Ehate Tomi chefia a missão de observação da CPLP, que é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Já a missão de observação eleitoral da UE é novamente chefiada pelo eurodeputado português Sérgio Humberto, enquanto a delegação do PE – uma novidade em relação ao anterior ato eleitoral – é liderada por Ana Catarina Mendes e integra a também eurodeputada Catarina Martins.