Mais de seis meses depois de terem feito greve e de o ministro lhes prometer soluções, os funcionários da ASAE cansaram-se de alimentar “expetativas” e vão avançar com uma queixa ao Provedor de Justiça. Na retaguarda preparam uma ação judicial onde reclamam o que há muito têm reivindicado: um estatuto profissional.

“Verifica-se que, o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Economia, Dr. Leonardo Mathias e o Sr. Inspetor-Geral da ASAE, Dr. Pedro Portugal Gaspar, têm vindo junto da comunicação social apresentar os excelentes resultados obtidos pelas ações levadas a cabo por nós inspetores, vangloriando-se para promoção pessoal e politica com a concretização de resultados da ASAE, esquecendo-se que os resultados obtidos são fruto do esforço e da dedicação profissional dos inspetores a quem lhes são sonegados os seus direitos básicos, uma carreira condigna”, lê-se no comunicado.

De acordo com o comunicado enviado pela Associação Sindical dos Funcionários da ASAE (ASF-ASAE), quando os funcionários se manifestaram, o ministro da Economia prometeu que os receberia. O encontro ocorreu em junho “e redundou numa desilusão total tendo em conta os objetivos específicos que a ASF-ASAE pretendia atingir e as expectativas que tinham sido criadas pela tutela”, lê-se no comunicado. Depois desse encontro, os funcionários tentaram nova reunião com o governante. Não tiveram resposta.

Em causa, explicou ao Observador o vice-presidente da ASF-ASAE, Paulo Geraldes, “a falta de um estatuto de carreira dos inspetores”. Paulo Geraldes afirma que está por cumprir uma lei, que carece de regulamentação. “O governo tinha seis meses para o fazer e não o fez”.

“Pela sonegação reiterada ao longo dos tempos do estatuto de carreira dos inspetores da ASAE, a AFS – ASAE não teve outra alternativa senão decidir pela apresentação de uma queixa junto do Provedor de Justiça”, lê-se no comunicado”.

Paralelamente, a associação sindical prepara uma ação judicial para avançar com o caso para tribunal.