O Governo começou esta segunda-feira as reuniões com os partidos sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano e revelou parte do cenário macroeconómico. O Chega saiu do encontro com o ministro das Finanças a revelar que 2027 ainda será um ano de excedente, com o Governo a apontar para os 0,2% do PIB.
Fonte do Governo confirma ao Observador que o saldo orçamental previsto para o próximo ano é positivo e ficará entre os 0,1 e os 0,2% do PIB. Há duas semanas, o ministro das Finanças tinha apontado a um “pequeno excedente” em 2027.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, saiu da reunião com Joaquim Miranda Sarmento “extremamente preocupado” por ter percebido, segundo disse aos jornalistas, que “vai ser um orçamento zero, sem medidas para a população”.
“Não baixa impostos”, apontou o deputado que tinha ao seu lado os restantes membros da comitiva do partido — Manuel Tender, Rui Afonso e Eduardo Teixeira — que estiveram reunidos com os ministros das Finanças e o dos Assuntos Parlamentares, na sala do Governo na Assembleia da República.
Pedro Pinto disse ainda que o Governo estima ter apenas uma margem de “100 milhões” para medidas, desconfiando logo de seguida que “certamente será para algum negócio que já fez com o PS”.
Ainda que aguarde por uma discussão orçamental “pífia”, sem margem para responder às exigências do Chega de baixar os impostos dos combustíveis e do cabaz de bens essenciais, o líder parlamentar disse que espera que o Chega ainda volte a ser chamado para uma reunião com o Governo antes da apresentação da proposta.
Depois de a comitiva do Chega ter saído da sala, entrou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acompanhado dos deputados António Mendonça Mendes e Marina Gonçalves. Esta é a última reunião do dia, mas os encontros entre Governo e partidos prosseguem esta terça-feira.