Uma delegação de trabalhadores dos casinos, preocupados com o fundo de pensões, foi esta manhã de terça-feira recebida no Ministério da Segurança Social, depois de anunciar que se recusava a abandonar o local sem uma resposta do Governo.
“Há dois anos que esperamos ser recebidos. Hoje, depois da concentração à porta do ministério, o ministério informa-nos de que devíamos contactar o Instituto da Segurança Social, mas o problema do fundo é uma questão política e, por isso, decidimos não sair do local sem ser recebidos, e conseguimos”, afirmou o representante sindical Francisco Figueiredo.
Cerca das 10h00 eram pouco mais de uma dezena os trabalhadores dos jogos dos casinos concentrados em frente do ministério e que tentaram ser recebidos para exigir uma solução para a falta de verbas do fundo de pensões.
Cerca de hora e meia depois, o representante do setor do jogo na Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), Francisco Figueiredo, acabou por ser recebido pelo chefe de gabinete do ministro da Segurança Social.
“Valeu a pena, mostrou-se sensível ao problema [do fundo de pensões] e assumiu o compromisso de nos receber dentro de um mês para aprofundar a discussão, explicando que aguardava um parecer sobre este assunto”, explicou o responsável.
O fundo de pensões dos trabalhadores dos casinos está numa situação de “rutura completa”, segundo o sindicalista, e já no início do próximo ano não vai ter dinheiro disponível para pagar reformas para os trabalhadores.
Segundo Francisco Figueiredo, “800 trabalhadores estão sujeitos a ficar sem reforma e outros 750, os que estão no ativo e contribuem todos os meses com 12% do seu salário para um fundo, não têm qualquer garantia de um dia vir a receber algo de reforma”, explicou.
Eduardo Gomes, um dos trabalhadores presentes na concentração desta manhã, mostra-se preocupado com as reformas: “Está-se a chegar ao fim do ano e as pessoas não sabem o que fazer. Sem o dinheiro do fundo, não é o complemento da reforma [da Segurança Social] que lhes vai dar para viver”.
Entre outras propostas, os trabalhadores sugerem que o fundo seja reforçado com parte das receitas dos jogos ‘online’.