A Guarda Civil espanhola deteve esta segunda-feira 51 pessoas suspeitas de corrupção, no âmbito de uma megaoperação levada a cabo nos municípios de Madrid, Múrcia, Leão e Valência. Em causa estão adjudicações públicas num valor aproximado de 250 milhões de euros, nos últimos dois anos, que terão envolvido o pagamento de comissões ilegais.

Francisco Granados, ex-secretário-geral do PP em Madrid e antigo número dois da ex-presidente do governo regional, Esperanza Aguirre, é o rosto mais conhecido entre os detidos. Aguirre, em conferência de imprensa, já disse que sente “profunda vergonha” por ter sido a responsável, em tempos, pela nomeação de Granados.

Mas da lista de detidos constam outros nomes ligados à política como Marcos Martínez (do PP), responsável da Província de Leão, cargo que ocupou no passado dia 30 de maio e os regedores das localidades madrilenas de Valdemoro, José Carlos Boza Lechuga (PP), e de Parla, José María Fraile (PSOE). Foram ainda detidos os regedores de Torrejón de Velasco, Casarrubuelos, Collado-Villalba y Serranillos del Valle.

Da política, para o mundo empresarial, as autoridades dão conta que foram detidos também vários empresários, sobretudo, ligados a empresas e construção civil. Mas não só, segundo o El Mundo foram detidos quatro altos cargos da empresa energética Cofely, um dos centros da rede de corrupção.

A operação decorreu principalmente nas regiões de Madrid, Múrcia, Leão, Valência onde foi detetada “conivência dos responsáveis municipais e funcionários com empresários de sociedades construtoras, obras e serviços energéticos”.

Tanto o PP como o PSOE já anunciaram a suspensão dos militantes detidos nesta operação e, o PP, segundo os jornais espanhóis, exigiu mesmo a demissão dos políticos que se venha a comprovar que estiveram mesmo envolvidos no esquema de corrupção.