A ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, disse esta quinta-feira que serão consideradas crime as viagens injustificadas para a província síria de Raqqa, após o governo ter endurecido as leis contra os australianos envolvidos no Estado Islâmico (EI).

Julie Bishop, que se apoiou nas cláusulas das novas leis antiterrorismo, disse que “uma pessoa que entre ou permaneça numa zona declarada (como proibida) sem razão legítima enfrenta uma pena máxima de dez anos de prisão.

“O Estado Islâmico realiza atividades hostis em Raqqa, incluindo a morte dos seus adversários, violações e escravização de mulheres e intimidação dos civis sob o seu controlo”, afirmou Bishop em comunicado.

A ministra, que estuda a possibilidade de proibir o acesso a outras áreas de conflito, disse que os australianos que lutam no estrangeiro “representam uma grande ameaça para a Austrália e para o modo de vida” da sociedade local.

A lei contra os combatentes estrangeiros, que integra uma série de medidas contra o terrorismo, foi aprovada em outubro, no âmbito de um pacote legislativo que visa enfrentar a ameaça do terrorismo extremista islâmico.

As autoridades australianas calculam que 70 dos seus cidadãos participem em combates no Iraque e Síria e outros cem atuem como facilitadores.