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O ex-chefe de segurança interna chinês, Zhou Yongkang, foi detido às primeiras horas deste sábado e expulso do Partido Comunista Chinês (PCC) acusado de uma série de crimes de corrupção e de divulgação de segredos de Estado, avançou a agência noticiosa Xinhua. A medida, sem precedentes, é considerada como um sinal de aviso de que ninguém está acima da lei sob o mandato de Xi Jinping, que tem como uma das principais prioridades o combate à corrupção.

“A investigação concluiu que Zhou violou seriamente a disciplina política, organizacional e de confidencialidade do partido. Ele usou o seu cargo para obter lucros para outros e aceitou enormes subornos pessoalmente e através da sua família”, revelou, em comunicado, o comité central do PCC. Além dos crimes de corrupção, Zhou é também acusado de cometer adultério com “várias mulheres”.

Zhou estava a ser investigado pelo menos desde novembro de 2012, quando abandonou o cargo de chefe de segurança e também a sua posição no comité central do partido, que agora o votou à expulsão. Como chefe de segurança, as suas responsabilidades passavam pela supervisão dos corpos de polícia e demais forças de segurança interna, bem como prisões, procuradorias e tribunais.

Durante os anos em que exerceu estes cargos, Zhou viu a fortuna da sua família aumentar exponencialmente, o que terá motivado o início das diligências de investigação. Zhou tinha interesses na área energética, em particular na indústria petrolífera, tendo chegado a ser líder da empresa estatal de petróleo, a China National Petroleum Corporation. Neste momento já há seis membros da família de Zhou detidos e sob investigação.

A análise feita pelos principais meios de comunicação mundiais, como o New York Times, é a de que o caso contra Zhou é bastante sólido (caso contrário não seria detido), pelo que só muito dificilmente o antigo dirigente se livrará de uma pesada pena de prisão.

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