Uma operação policial que visava deter os apoiantes do principal rival do presidente turco terminou esta madrugada de domingo com 24 detidos. Entre eles há, pelo menos, duas figuras ligadas ao teólogo Fethullah Gulen – que se encontra exilado nos Estados Unidos e que é hoje um dos maiores inimigos do governo.
A operação surgiu apenas dois dias depois de o presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciar a necessidade de combater as “forças do mal de Gulen”, refere a Business Insider. A polícia percorreu várias cidades turcas, incluindo Istambul, com 32 mandados de detenção. Mas só 24 foram executados. Entre os detidos está um executivo de topo de um canal televisivo, assim como diretores, produtores, guionistas e, também, dois polícias que terão ligações a Gulen.
“Não estamos apenas perante uma simples rede, mas de um peão das forças do mal no País e fora dele”, disse ele o presidente, prometendo desmantelar a rede.
O El Mundo refere que esta semana uma publicação no Twitter, sob o pseudónimo Fuat Avni, já dava conta de uma operação que visava deter 400 pessoas. Por isso trabalhadores dos principais meios de comunicação a favor de Gulen esperaram os polícias nos seus escritórios. A polícia foi recebida com gritos e mensagens a favor da liberdade de imprensa.
Aos 73 anos, Gulen é o líder do movimento Hizmet, que controla meios de comunicação social, escolas e centros culturais. O primeiro-ministro turco e Gulen foram aliados políticos mas a aliança terminou após as acusações do executivo contra o grupo religioso, apontado pelo governo como manipulador das investigações de corrupção que atingiram o próprio Erdogan em dezembro de 2013.