O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Gabriel Muthisse, disse estar pouco preocupado com a interdição de as companhias moçambicanas sobrevoarem o espaço europeu e que a LAM não tenciona fazê-lo em breve. “O grande problema é que eu não trabalho para europeus, mas sim para moçambicanos, sendo que os trabalhos de melhoria dos aeroportos, compra de novos aviões e capacitação da nossa instituição não são para os europeus”, afirmou Muthisse, citado hoje pelo jornal O País.
Na sua mais recente atualização sobre segurança aérea, publicado na quarta-feira, a União Europeia (UE) manteve Moçambique pelo quarto ano consecutivo na chamada “lista negra” de companhias proibidas de operar na Europa. Segundo as autoridades de Bruxelas, Moçambique não cumpre os requisitos de segurança exigidos, nomeadamente a criação de um quadro legal que regule a atividade de aviação civil, permanente supervisão das companhias aéreas, certificação dos operadores aéreos e maior número de técnicos qualificados.
O relatório da UE aponta porém Moçambique, ao lado da Zâmbia, das Filipinas e do Sudão como países que registaram progressos nos últimos tempos na área de aviação civil e que podem futuramente vir a sobrevoar o espaço europeu.