O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, não conseguiu reunir o apoio necessário para eleger o seu candidato presidencial, escreve a Bloomberg. Esta foi a primeira de três tentativas. Se até ao final do ano os deputados não elegerem um candidato, haverá eleições legislativas antecipadas.

Na votação que decorreu esta quarta-feira em Atenas, apenas 160 deputados (num total de 300) apoiaram o candidato de Samaras, Stavros Dimas. Um candidato presidencial necessita dos votos de 200 deputados para garantir a eleição. O partido de Samaras detém 155 lugares no Parlamento. Stavros Dimas já foi ministro dos Negócios Estrangeiros, tendo servido como comissário europeu para o ambiente entre 2004 e 2009.

A próxima votação decorre no dia 23 de dezembro. A terceira e última acontece no dia 29 de dezembro. Se na segunda votação não se reunir a aprovação de 200 deputados, o limiar da última votação desce, bastando 180 votos para eleger o presidente. Se mesmo assim não houver apoio necessário, o Parlamento é dissolvido e serão convocadas eleições antecipadas.

As sondagens põem o Syriza (esquerda radical) à frente do partido do primeiro-ministro, o Nova Democracia. A hipótese de eleições legislativas antecipadas agita os mercados financeiros na Grécia, escreve a Bloomberg. Depois de não conseguir o apoio para o seu candidato, Samaras falou aos jornalistas e sublinhou que ainda tem mais duas hipóteses. “A Grécia não devia entrar numa situação turbulenta”, disse. O líder do Syriza, Alexis Tsipras, disse que a tentativa de o Governo de assustar as pessoas “não foi bem-sucedida”.