O segundo ocupante do ultraleve que caiu na tarde de sábado em Tomar, e que causou a morte do piloto, está livre de perigo e continua em observação no Hospital de Abrantes, disse fonte hospitalar.

Nuno Castanheiro, de 43 anos, cabeleireiro de profissão e residente em Tomar, participava num passeio lúdico aéreo com José Borga, piloto do ultraleve e empresário em Ourém, tendo ficado ferido com gravidade após a queda do aparelho.

“O acidentado continua em situação de observação no serviço de urgências do hospital de Abrantes, está sob vigilância e cuidados médicos, e não se encontra em perigo de vida”, disse à agência Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

O acidente de sábado decorreu na fase de aterragem junto ao campo de voo de Valdonas, em Tomar, distrito de Santarém, e cujas causas estão ainda por apurar.

José Filipe Borga, de 51 anos, empresário em Ourém, foi levado para o hospital ainda com vida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e acabou por morrer.

Era um piloto experiente, apaixonado pela aviação civil e pela fotografia aérea, sendo uma figura muito conhecida na Região.

José Borga era sócio da Associação Tomarense de Aviação Ultra-Leve (ATAUL), entidade que gere o aeródromo de Valdonas, sendo este o terceiro acidente registado nesta pista e o segundo com vítimas mortais.

Há cerca de 12 anos um ultraleve, com pai e filho a bordo, caiu num quintal junto à pista. O pai ficou ferido e o filho acabou por morrer.