O primeiro-ministro e líder do PSD garantiu este sábado que não tem “ansiedade” com a realização de eleições legislativas, que deverão ser em outubro, e disse que, no Governo, tentou lutar contra os “privilégios”.

“Os membros do Governo não têm preferências, não são amigos de A ou B e não precisam de favores de C para financiar isto ou aquilo a título de empréstimo ou de avanço”, disse a propósito das privatizações, no congresso do PSD-Madeira, no Funchal, que consagra Miguel Albuquerque como líder do PSD regional ao fim de 37 anos de Alberto João Jardim.

Segundo Passos, o partido “não conseguiu fazer milagres” no Governo, mas garantiu que fez “muito mais” do que “pôr a casa em ordem” e “trouxe a verdadeira mudança a Portugal”.

“Aqueles que pensam que estivemos apenas de turno a pôr a casa em ordem para outros agora virem dispor, como fizeram no passado e mal, desenganem-se”, afirmou Pedro Passos Coelho na abertura do XV congresso regional do PSD/Madeira, que hoje começou no Funchal.

O líder social-democrata e primeiro-ministro acrescentou que o PSD “fez muito mais” do que “pôr a casa em ordem”, considerando que foi o partido que “trouxe a verdadeira mudança a Portugal”.

Passos Coelho argumentou que, no Governo, o PSD “não conseguiu fazer milagres”, sustentando que não gosta de “vender ilusões” e prefere oferecer “respostas válidas e realizáveis” para o país.

Para o primeiro-ministro, as notícias relacionadas com a renovação da aliança com o CDS para as próximas legislativas e a estratégia para as presidenciais “virão a seu tempo”.

“Não tenho ansiedade com eleições”, declarou.