Japão pediu ajuda internacional nos esforços para libertar Kenji Goto, o refém do Estado Islâmico que ainda se encontra vivo. O Irish Times adianta que já começaram as conversações com a Jordânia embora o porta-voz do Governo japonês não faça comentários acerca das conversações. “Estamos à procura de cooperação de todos os partidos para chegar à libertação.”

Kenki Goto, jornalista de 47 anos, apareceu no fim-de-semana num vídeo divulgado pelo Estado Islâmico a segurar uma fotografia onde se via o corpo sem vida de Haruna Yukawa. A acompanhar o vídeo vinha o novo pedido dos terroristas, em vez do resgate querem fazer uma troca de prisioneiros. Oficiais japoneses já descartaram a possibilidade o vídeo ser falso.

A comunidade japonesa tem feito da situação um momento de crítica. Segundo o jornal irlandês há quem diga que a atitude dos compatriotas foi irresponsável e que não deviam ter viajado para a Síria neste momento da política internacional. Por outro lado, também se têm levantado as vozes que condenam a política internacional de Shinzō Abe.

O primeiro-ministro japonês tem trabalhado no sentido de ampliar o papel das tropas japonesas, contrariando a tendência pacifista que o país vivia desde a II Guerra Mundial, já no início do ano tinha anunciado, numa visita ao Médio Oriente, uma ajuda no valor de 200 milhões de dólares às nações que combatem o Estado Islâmico.